- as imagens das colunas laterais têm quase todas links ..
- nas páginas 'autónomas' (abaixo) vou recolhendo posts recuperados do 'vento 1', acrescentando algo novo ..

28/03/12

Crato, o prepotente de falas mansas

no jornal Público de 28 de Março, 2012

por Santana Castilho *

No congresso do PSD, Passos Coelho afastou-se do partido e falou ao país. Mas não disse, sobre o futuro, coisa alguma que valesse o sacrifício de seguir aquele enorme bocejo. Cá fora houve sinais bem mais eloquentes sobre o que está para vir. Um “pitbull”, vestido com uma farda da polícia, zurziu uma repórter perigosamente armada com uma máquina fotográfica. O Governo, qual comité de censores, proibiu os responsáveis das empresas de transportes de informarem o público sobre os efeitos da última greve geral, espezinhando o direito de sermos esclarecidos pelo Estado sobre um aspecto relevante da vida colectiva e tornando ainda mais difícil, para todos os que não têm carro, a ida para o trabalho e o regresso a casa. E o ministro da Educação mostrou-se, uma vez mais, um prepotente de falas mansas. Duro o qualificativo? Apropriado para quem obriga crianças com necessidades educativas especiais a sujeitarem-se a exames nacionais, em circunstâncias que não respeitam o seu perfil de funcionalidade. Com o cinismo cauteloso de as retirar depois do tratamento estatístico dos resultados. De prepotência se tratou quando, em início de mandato, revogou os prémios de mérito dos alunos, sem aviso prévio e atempado, quando eles já tinham cumprido a sua parte. De prepotência voltou a tratar-se quando, dias antes das inscrições nos exames do 12º ano, as regras foram unilateralmente mudadas, ferindo de morte a confiança que qualquer estudante devia ter no Estado. E de novo voltámos à prepotência quando, por mais acertada que fosse a mudança, ela ocorreu a mais de meio do ano-lectivo (condições de acesso ao ensino superior por parte de alunos do ensino recorrente). 

É esta a liberdade que Passos Coelho invocou repetidas vezes no congresso do PSD?

Passos Coelho, que me tenha dado conta, não fez qualquer alusão específica à Educação. Em tempo de balanço e prestação de contas, como lhe chamou, é significativo. Nem sequer, quando se regozijou com o cumprimento do memorando celebrado com a “troika”, julgou necessário reconhecer que, em matéria de Educação, quase tudo está por fazer. Recordemos, em síntese, as medidas a que a “troika” nos obrigava e vejamos o que foi cumprido:

- Melhorar a qualidade do ensino profissional, através de um plano de acção a desenvolver. Não há plano algum e nada foi feito. Continuamos, salvo raras excepções, com um ensino profissional de papel e lápis, que tudo aceita para manter na escola quem, de outro modo, a abandonaria. Uma vergonha, muito cara, para quem apregoa resultados, exigência e rigor.

- Melhorar a eficiência do sistema. A inimaginável burocracia com que Maria de Lurdes Rodrigues vergou os professores está incólume. Continua a chusma de reuniões caricatas, que para nada servem. Persistem siglas, planos e projectos estéreis. Agruparam escolas e agora agrupam agrupamentos. Cortaram cabeças pensantes e enxertaram no seu lugar regulamentos castrantes. Os resistentes são raros. Esta cultura instalou-se. Os professores “funcionam” cada vez mais e ensinam cada vez menos. Tornaram apáticos os professores, intranquilos os alunos e resignados todos, pais também. Balcanizaram, espalharam a descrença e o desânimo. Este “sistema” não é, certamente, o sistema cuja eficiência a “troika” queria que fosse melhorada.

- Diminuir o abandono escolar. É cedo para vermos, objectivamente, como este indicador se comportou sob tutela de novos senhores. Mas não é difícil prever que vai piorar, num contexto de tremenda crise de recursos das famílias, de fome nas escolas e de prolongamento insensato da duração da escolaridade obrigatória. Outra meta que não será cumprida.

- Consagração da autonomia das escolas. Uma falácia recorrente. Enxertos sucessivos na má qualidade dos normativos principais, que mudam aqui e ali para que tudo fique na mesma. Novo? O caciquismo local, mais atrofiante que o central e que a ele se soma. Novo? A barbaridade dos agrupamentos, que varreram de vez o conceito de Escola. Novo? Liberdade aos directores (que não à Escola) para escolherem a duração dos tempos lectivos. 

- Reforçar o papel da Inspecção-Geral da Educação. Não há. É só. Há uma inspecção de processos administrativos. Há uma medíocre máquina punitiva que, mesmo assim, engonha quando os caciques entram em cena. Sei do que falo e tenho documentos. O meu endereço vai ao fundo da página, Senhor Inspector-Geral. 

- Economizar 195 milhões de euros em 2012 e 175 em 2013, racionalizando a rede de escolas, diminuindo a contratação de recursos humanos e reduzindo as transferências para as escolas privadas. Finalmente, objectivo cumprido, por mais do que o pedido, com antecipação de prazos e uma só pequeníssima excepção: as transferências para o privado cresceram em vez de diminuírem. 


* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

15/03/12

da Sara, filha de Professora ..

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a mãe da Sara suicidou-se, professora. 
eu sinto como minha a sua dor, a dignidade tanta de não ter aguentado mais deste aviltamento diário, desta farsa institucionalizada, deste esvaziarem-nos de tudo o que, profissionalmente, nos construía..
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e obrigada, dona maria de lurdes rodrigues, é sobretudo a si, à sua peçonha toda, que o devemos. espero que um dia arda nos infernos eternamente. que leve consigo todos os seus devotos, e os seus sucessores. 
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--- do blogue Aventar, «Carta da Sara, filha de Professora, aos Professores» : aqui
Posted on 14/03/2012 por João Paulo


Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos 
e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.

As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.

Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.

Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.

Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.

A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.

Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.

De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.

E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.

Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.

Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.

Sara Fidalgo

P.S. – Não posso deixar de agradecer a todos os que nos ajudaram neste momento de dor *

14/03/12

A paz dos anestesiados

Mais uma crónica brilhante a que, lamentavelmente, apenas uma ínfima percentagem de portugueses terá acesso.. E não paro de perguntar-me: porquê o 'branqueamento' sistemático de Santana Castilho? Porquê este ignorar-lhe a investigação, os estudos, as crónicas publicadas, por omissão, a própria existência?
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Pergunto-me, e sei a resposta: somos uma 'cambada', um país de borra-botas e bem-sucedidos vendedores da banha da cobra. Um país em que o caminho directo para a 'visibilidade', nomeada e principalmente nas televisões, se 'conquista', quer pela torpeza mais torpe, quer pela ignorância e a veleidade das opiniões da treta. Os sacro-santos comentadores residentes! Os analistas de coisa nenhuma! O mainstream e o status quo!
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Santana Castilho desencaixa deste mosaico amacacado de opacidade e maneirismos, vacuidade e fogos fátuos, desonestidade e mediocridade de toda a espécie, sobretudo intelectual.

Aos 'patrões' dos media não interessa informar com verdade e com rigor. Ao contrário, tudo fazem para manter o circo em funções, massificar a estupidez, a cretinice, a ignorância. O próprio Público, que beneficia das suas crónicas quinzenais, reduz-lhe agora (com o novo formato) o espaço de intervenção, não faz, com ele, uma! peça de jeito e grande envergadura sobre educação, sobre política .. porquê?

Em nome da aniquilação total do sentido crítico e pela instauração do desábito do 'pensar', Santana Castilho tem de ser ignorado, abafado, escondido, as suas opiniões fechadas a sete chaves.
É, Santana Castilho incomoda que se farta. Primeiro que tudo, porque tem razão. Depois, porque leva anos-luz de avanço relativamente aos seus não-pares. Sobretudo, porque é lúcido, inteligente, honesto, assertivo, rigoroso, perigosamente informado. Um verdadeiro 'terrorista', e por isso mesmo e pela parte que me toca, um imenso BEM-HAJA!
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A paz dos anestesiados

Santana Castilho
Público, 14/3/12

À paz dos cemitérios que reina na Educação serve bem a paz dos anestesiados que domina os professores. Dois acontecimentos permitem glosar o tema e extrapolá-lo para a situação do país. Refiro-me à alteração do normativo que regula o concurso dos professores e à situação da Parque Escolar. Comecemos pelo primeiro caso. Nuno Crato exultou com o acordo a que chegou com seis sindicatos. Os sindicalistas orgulharam-se com as alterações que conseguiram entre a primeira proposta do ministério e o texto final. De comum têm serem parceiros de uma comédia de disfarces e de um jogo de ilusões. Ouvi-los reconduz-nos às longas noites eleitorais, em que todos ganham. Crato não resolveu um único problema dos que se arrastam há décadas. Dirigentes de sindicatos, onde há mais chefes que índios, esqueceram-se que o exercício não era comparar a primeira proposta do ministério com o texto final. Seria comparar a lei vigente com a que vai ser aprovada. Se o tivessem feito, não assinariam. Pela simples razão que, salvo um ou outro detalhe menor, os professores perdem em todos os pontos do acordo. Particularizo com os dois exemplos mais relevantes, que uma análise total não cabe no espaço exíguo desta crónica:

1. Há 37 anos que não se resolve o óbvio: a qualidade do desempenho dos professores depende, antes de mais, da existência em cada escola de um corpo docente estável. Já houve tempo em que esse desiderato custava dinheiro. Hoje conseguia-se a custo zero. É inaceitável que Crato chame justo a um diploma donde está ausente qualquer sinal de vinculação de docentes. É incompreensível que alguns sindicatos cantem vitória perante um acordo que aumenta a precariedade dos seus filiados, por poucos que sejam. Se os contabilistas de serviço quiserem que prove o que afirmo, é só escolherem o local, dia e hora.

2. É imoral que o ministro fale de equidade ao permitir que docentes do ensino privado concorram na primeira prioridade. O que fez foi beneficiar os empresários dos colégios privados, a braços com a retracção de alunos. O reajustamento no ensino privado será feito à custa dos professores contratados do ensino público: enquanto os colégios privados se vêem livres dos excedentes com mais tempo de serviço e por isso mais caros, milhares de docentes contratados do ensino público serão para sempre ultrapassados pelos colegas do privado. Equidade seria integrar nos quadros os docentes do público, precários há anos, como, aliás, PSD e CDS defendiam quando eram oposição e como acontece no ensino privado, por imposição do Estado.

O diploma em apreço é uma confusa teia de mais de 50 artigos, com que concordam burocratas deslumbrados. O que os separa da naftalina dos mais retrógrados é só o cheiro. De um lado, sindicatos com interesses particulares e bem diferentes, sendo que a maioria não tem representatividade. Do outro, um ministro de ego afectado pela elefantíase mediática, que vive da benevolência dos comentadores políticos e da exploração oportunística da fragilidade alheia. Numa situação de penúria orçamental como a presente, com uma revisão curricular que mais não pretendeu que reduzir custos e diminuir a contratação de professores, este epílogo não surpreende. É, tão-só, mais uma concertação social enganosa, com um chorrilho de razões sem nenhuma razão. 

Passemos à Parque Escolar. Em tempos que já esqueceu, Passos Coelho incomodou muitos políticos, Cavaco Silva incluído, ao defender a necessidade de responsabilizar os políticos civil e criminalmente. Até Louçã falou do facto como mera fantasia. Todos se esqueceram que Passos Coelho apenas clamava pela aplicação da velha Lei 34, de 1987, sucessivamente alterada em 2001, 2008 e 2010 pelas leis 108, 30 e 41, respectivamente. Passos Coelho, prudentemente, esqueceu-se desse tempo. No programa eleitoral, que a seu pedido escrevi e ele aceitou, primeiro, para renegar, depois, estava sumariada a história da Parque Escolar e traçado o seu futuro. Para quem o tenha lido, mais o que nesta coluna assinei sobre a Parque Escolar, em 26 de Fevereiro de 2007 (sim, 2007), primeiro, e em 17 de Fevereiro de 2010, depois, as conclusões do relatório que veio a público são meras redundâncias. O que é novo é que este Governo pactuou oito meses com o esquema. O que agora diz da Parque Escolar, diz dele próprio. Porque a Parque Escolar é uma empresa com um só dono, o Estado. 

Estarão os portugueses anestesiados como os professores? Há para já uma consciência colectiva sobre a gravidade do estado de emergência financeira que o país vive, que dilata generosamente o limite do tolerável. Mas os sinais crescentes de substituição da política pela “pulhítica” poderão precipitar o despertar. A reforma administrativa, o poço sem fundo do BPN, as “adaptações” da TAP e da CGD, a fé para combater a seca, o QREN, as intocáveis parcerias público-privadas e a “vendetta” do presidente são apenas sinais de que, de súbito, pode aumentar a curiosidade pública sobre o que se passa na Islândia.

um post reposto: doodling

publicado inicialmente em 3/7/09 no m/ antigo 'vento'

doodling é o que a imagem documenta. Em português, qualquer coisa assim como 'fazer rabiscos'.. acontece-nos a todos, aposto, naquelas reuniões chatas, intermináveis .. às tantas já repreendemos também os nossos alunos por essa distracção em aula.. verdad?

Pois a partir de agora, mes amis, 'rabiscar' é que está a dar!

É .. um estudo levado a cabo por cientistas ingleses concluiu que este entretenimento é um excelente 'musculador' de memória, e dizem: «uma simples 'actividade periférica', como fazer rabiscos num papel, pode ser o suficiente para combater a tendência natural do 'sonhar acordado' , tão natural e frequente, quando somos confrontados com tarefas entediantes.

Segundo especialistas na matéria (que publicaram a sua descoberta na revista de Psicologia Cognitiva Aplicada) , entreter-se a fazer rabiscos (ou dedicar-se concomitantemente a uma qualquer tarefa menor) ajuda-nos a recordar e permite uma maior concentração ou desempenho na tarefa principal ..

Conclusões que resultam de experiências, nomeadamente a realizada com dois grupos de participantes que tinham de ouvir a gravação de uma longa e chata conversa telefónica: o grupo que fora instruído a 'rabiscar' enquanto ouvia a gravação, no fim lembrava mais 29% da conversa do que os outros.

Em discurso directo, o Professor Jackie Andrade, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Plymouth -UK (um dos cientistas envolvidos nesta investigação) : «Durante a realização de uma tarefa entediante há a tendência para 'desligar' da realidade: o chamado 'sonhar acordado'. Sonhar acordado distrai a pessoa da actividade em curso e diminui a sua 'performance'. Uma tarefa simples, como 'doodling', poderá ser o suficiente para impedir o 'daydreaming', sem que o desempenho na tarefa principal seja afectado.»
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Sempre a aprender, não é? E como a ciência nos ajuda a aperfeiçoar comportamentos! ..Eu .. passei a obrigar ;-) os meus alunos a 'rabiscar' durante as aulas de exposição de matéria! - os resultados, nem vos conto!! :-))
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o artigo completo e mais dicas para treinar a memória aqui
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13/03/12

a Parque Escolar e o equívoco de Daniel Oliveira


Começo por esclarecer que gosto muito do que escreve o Daniel de Oliveira. Que admiro a sua perspicácia, frontalidade, a qualidade e pertinência dos seus artigos. Acontece que, desta vez, a sua crónica versa um assunto que eu conheço bem [*] .. e não posso deixar de refutar-lhe algumas afirmações, por muito que me agradasse, também a mim, 'bater' no incapaz do NC..
[*] como professora que sou numa escola que estava previsto ser intervencionada este ano pela Parque Escolar; como amiga de professores colocados noutras, essas sim, já sujeitas a remodelações/reconstruções por parte da dita empresa (e já aqui falei no caso 'flagrante' da secundária Emídio Navarro, em Almada). E .. last but definitely not least, como leitora fiel das crónicas do Professor Santana Castilho que, esse sim, sabe realmente (sorry, Daniel..) do que se passa nas escolas e na Educação.. 
     Fico até perplexa pela absoluta ausência, por parte dos mídia, de referência aos seus estudos e opiniões sobre a Parque Escolar. Destaco um, de leitura obrigatória: "A gorda «Parque Escolar, EPE»" (link abaixo)
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    Pois é, Daniel Oliveira, o amigo, desculpe que lhe diga, percebe muito pouco de Educação e, parece-me, menos ainda sabe do que realmente a Parque Escolar fez nas escolas e das somas astronómicas e muitas vezes incompreensíveis que gastou. Há uns 3 anos, a imprensa publicou informação referindo que a P.E. era a 5ª empresa (público-privada?) mais endividada do país! As ditas alternativas energéticas por si referidas (e não pense que se trata de painéis solares, como seria .. expectável?, sensato? - nada disso!!) levaram a situações surrealistas de incapacidade, por parte das escolas, de pagarem as facturas de electricidade, tão complexas - e caras - foram as desavisadas opções da P.E! E sei de um caso muito concreto, precisamente a Emídio Navarro, onde o meu filho fez os 3 anos do secundário. A Emídio Navarro que, ao contrário do que o amigo sugere, era, talvez, a única escola do concelho que NÃO necessitava de remodelação. Era a única de "pedra e cal". Todas as outras eram/são, total ou parcialmente, de barracões pré-fabricados, provisórios há 20, 30 anos. Aquela onde lecciono é uma delas. A Emídio foi intervencionada, as outras não!
    Fosse o senhor Miguel Sousa Tavares a escrever disparates sobre Educação, e eu nem ligava. De si não esperava (e por isso me constrange..) esta falta de rigor, a pesquisa atabalhoada - inexistente, nalgumas situações. Despesas justificadas por «ensino com um único turno»? Onde, Daniel? Tanto quanto sei (e, note-se, não tenho as suas responsabilidades de investigação nem um milésimo da sua visibilidade!),  'turnos únicos' só existem nas escolas do 1.º ciclo - ao que penso saber, da responsabilidade das câmaras municipais (que não do ME). A Parque Escolar leva até aí os seus tentáculos? O «reforço do Ensino Profissional», vá que não vá .. aceito a sua abordagem como certa. Já «o desdobramento das turmas em disciplinas experimentais», por favor!!! É situação que existe, diria eu, pelo menos desde que comecei  a dar aulas, e já lá vão mais de 3 décadas! Sempre, desde que que lembro, a Físico-Química, a Biologia, .. tiveram uma componente prática com as turmas divididas por turnos! Agora o que me tira mesmo do sério, no seu artigo, é o argumento (não exclusivo seu) da alegada «diminuição de número de alunos por turma». Onde? Quando? As da minha escola continuam a ter 28 alunos!! Mudaram as regras das turmas com alunos portadores de deficiência, sim, mas na razão inversa daquilo que o Daniel e a tutela apregoam!

    E.. bom .. aqui fica o seu artigo para quem entenda comentá-lo ..
    Ainda assim recomendo, a todos e muito particularmente a si, que o 'contrastem' com os de Santana Castilho, que, sobre o mesmo assunto vem escrevendo desde que, em 2007, «o regime jurídico da nova entidade pública empresarial, "Parque Escolar, EPE"», foi publicado em Diário da República.

    de Santana Castilho:
    1.  Ministério da Educação, Real Estate   (in Público , 26.02.2007)
    2.  A gorda «Parque Escolar, EPE»  (in Público, 31.10.2010)
    3. .. de 9/11/11: O desígnio de Crato é cortar (excerto)
    (..) Nuno Crato branqueia o quadro da Parque Escolar, qual copista do surrealismo. Revela-se um verdadeiro artista. Diz que a dotação do Orçamento de Estado de 2012 para aquele monstro é zero. E mostra como chega a este zero. Explica, com candura, que mandou “prolongar as obras por mais tempo, de forma a não concentrar todos os custos neste ano”. Esclarece, qual vestal, que 95 milhões de euros são receitas próprias da Parque Escolar, como se não soubéssemos todos que resultam da saloia engenharia financeira que obrigou, por decreto, as escolas a pagar-lhe rendas, que saem, obviamente, do Orçamento do Estado para 2012. E acrescenta que 80 milhões virão de endividamento ao Banco Europeu de Investimento, que não serão pagos pelo condomínio do meu prédio, digo eu. Brilhante. Em linha com o sofisma clássico: “Todo o cavalo raro é caro. Um cavalo barato é raro. Logo, um cavalo caro é barato!”

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    A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar 

    por Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
    8:00 Segunda feira, 12 de março de 2012


    Há uns meses, o governo, numa iniciativa inédita, mandava suspender as obras de renovação das escolas públicas. Com um comportamento bem diferente daquele que tem com as muitas Parcerias Público-Privadas - ver como no caso da Lusoponte se devolveu dinheiro indevido e se esperou pela renegociação do contrato - e quase todas as obras contratadas com privados, as dúvidas que tinha em relação aos ajustes diretos da Parque Escolar e às despesas reais destas obras ditaram que se suspendesse primeiro e se esclarecesse depois. Esta diferença de comportamento explica-se por várias declarações de Passos Coelho sobre estas obras: considerava-as um luxo. Isto quando cortava nas despesas em educação muito mais do que a troika exigira e aumentava os subsídios públicos ao ensino privado.

    Devo esclarecer, antes de tudo, que tenho (e escrevi sobre isso na altura) todas as dúvidas de princípio sobre a forma como a renovação do parque escolar público foi conduzida. Antes de mais, em relação à eficácia dos ajustes diretos na boa gestão dos recursos públicos. Eles corresponderam a 62,6% das empreitas e apenas a 7,2% do valor total das adjudicações. Mas nos estudos e projetos, foram próximos da totalidade (96,3%), dando razão às críticas de muitos arquitetos. E também mantenho todas as críticas em relação à criação de empresas paralelas à administração pública na gestão destes investimentos e na posse dos espaços depois das obras feitas.

    Mas não me engano: não foi isso que moveu o governo. O PSD sempre foi, por preconceito ideológico, contra a renovação do parque escolar público. E aí estou nos antípodas deste governo. Pelo contrário, se há investimento público que defendo, e que me parece óbvio ser económica e socialmente reprodutivo, é o que foi aplicado na renovação das escolas públicas, muitas delas sem obras há mais de cinquenta anos. Para além dos efeitos económicos e descentralizados deste tipo de obra (mais de 9.000 postos de trabalho, mais de 2.700 empresas envolvidas), a boa qualidade das instalações trava a degradação do ambiente nas escolas, melhora o desempenho de docentes e alunos, devolve a autoestima a toda a comunidade escolar e, mais importante, segura a classe média no ensino público, condição fundamental para garantir a qualidade de ensino e impedir a criação de guetos sociais nas escolas.

    Mas chegou, finalmente, o relatório da auditoria à Parque Escolar pedido pelo governo e elaborado pela Inspeção Geral de Finanças (IGF). As primeiras informações dadas por Nuno Crato à Assembleia da República, e repetidas acriticamente pela comunicação social, foram estas: "houve uma subida de custos muito grande". E precisou: a derrapagem de custo por escola intervencionada seria de 447%. Número brutal que Crato garantia estar no relatório. Mas uma mentira descarada que nos esclarece sobre a relação muito livre que este matemático parece ter com os números. Fosse um teste, e chumbava clamorosamente. Assim como os jornais que compraram os fantasiosos números como verdade indiscutível.

    Quando finalmente tivemos acesso ao relatório o desvio era, afinal, de 66% de investimento por escola (está, preto no branco, no relatório em causa) que, segundo a IGF, "foi essencialmente devido ao aumento de área de construção por escola". O investimento médio por aluno aumentou 9,4% e o investimento médio por m2 aumentou 3,1% em relação ao inicialmente previsto (à frente se verá de onde vem então o aumento da área de construção).

    A derrapagem de custos das obras em relação ao valor contratado variou, nas escolas analisadas pela IGF, entre os 0,6% e os 6,7%. Em termos globais, os custos foram 70% superiores à estimativa de 2008. Caso todas as 332 escolas previstas fossem renovadas, mantendo exatamente os mesmos procedimentos, o desvio seria de 84%. Estimativa que a Parque Escolar contestou, por considerar, e parece-me que bem, ser meramente teórica. Seja como for, tudo isto está a léguas dos 447% de que falou Nuno Crato, julgando que ninguém se daria ao trabalho de ler o relatório.

    E vale a pena ler as 145 páginas deste documento (mas quem não queira pode ficar pelas conclusões), que não só está muito longe de ser demolidor, como até reserva à Parque Escolar mais elogios do que criticas, sobretudo em matéria de contenção de despesas. Eu, que não tenho a fé de muitos na seriedade intelectual de Nuno Crato, dei-me a esse trabalho. O desvio explica-se, antes de mais, com a alteração da escolaridade obrigatória, em 2009, que obrigou a um aumento da área média de construção por escola em 61%, já que a média de alunos previstos por escola passou de 800 para 1.230 alunos, um aumento de 52% em relação ao que se esperava em 2008. E esta é a principal razão apontada pelo relatório para o desvio financeiro a que se assistiu.

    Mas há mais: a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas. O relatório refere ainda outras alterações educativas exteriores à Parque Escolar (PE), como a reorganização da rede escolar, o ensino com um único turno, a diminuição de número de alunos por turma, o reforço do ensino profissional e o desdobramento das turmas em disciplinas experimentais. Além da PE ter passado a garantir fornecimento de mobiliário, concretização do Plano Tecnológico nas escolas intervencionadas e instalações provisórias para as escolas durante as obras.

    Ou seja, se retirarmos os factores externos à Parque Escolar, os desvios são muitíssimo inferiores aos que aqui referi e até certo ponto justificáveis em obras de renovação que contam, como todos sabem, com mais imponderáveis que uma obra de raiz. Um exemplo: na Escola António Arroio (a que teve o maior desvio - 6,7%) descobriu-se que a construção não era em betão armado, mas apenas em betão, o que obrigou a despesas suplementares avultadas, por razões de segurança. Aliás, o relatório tece elogios à qualidade da construção.

    Usando 12 países desenvolvidos como referência, a IGF afirma que os 12,5 m2 por aluno (inicialmente previa-se 11,8m2 - menos 6% do que aconteceu - quando a média antes da intervenção era de 8,8m2) estão acima do que é geralmente praticado (9m2). A Parque Escolar recorda que vários deles usam estruturas autárquicas (como ginásios) e isso melhora o seu rácio. Talvez tenha faltado seguir-lhes o exemplo, como muito bem se afirma no relatório da IGF. No entanto, lê-se no relatório, o custo de construção média, por m2, "é significativamente inferior ao verificado em quaisquer países europeus versados no estudo, bem como no Dubai e na Austrália". Ou seja: mais m2 por aluno, menos custo por m2.

    Por fim, a conclusão sobre os ajustes diretos e a relação com as empresas fornecedoras: "Não foram detetadas ilegalidades na adjudicação das empreitadas e na aquisição de bens e serviços abrangidos pela amostra selecionada". A principal dúvida do governo fica, então, cabalmente esclarecida.

    Com este relatório, e esclarecidas as dúvidas levantadas por Nuno Crato, espera-se que as obras sejam retomadas. A auditoria foi feita por uma estrutura insuspeita do Estado. Estamos todos elucidados, apesar da vergonhosa tentativa de Nuno Crato nos atirar areia para os olhos. Agora é ser consequente e deixar de procurar desculpas para não assumir a verdadeira razão da suspensão destas obras.

    o artigo, que tinha algumas gralhas agora corrigidas, foi retirado  daqui

    07/03/12

    imagem retirada da pg FB de um amigo argentino
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    des pénis ..

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    .. pena que o estudo não tenha considerado, também, a des-evolução dos redondos apêndices .. que eu aposto estarem mirrando, mirrando .. e não necessariamente por mutações ambientais .. pense-se nos nossos 'primeiros', o actual e o seu clone, veja-se o reizinho que temos .. e deixe-se o resto à imaginação ou à análise matemático-filosófica: a 'centimetralidade' na razão directa da moral individual, por exemplo, uma aplicação que seria assim como uma justiça divina..
    de Antoni Tàpies (pintor catalão)

    --- e agora o estudo, para quem quiser entretenimento e .. saiba francês! Elementar, meus caros! o ME praticamente bane-o dos curricula, os vossos filhos rejeitam-no, mas .. verdade incontornável!!!, os países para onde agora daqui se emigra em força - Suíça, Luxemburgo - são em parte ou totalmente francófonos! Pois é, bora lá aprender francês! Cumprir os desejos do sr. coelho, mas com bagagem de cultura!

    recebio por e-mail:
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    Les pénis ont rétréci de 1cm en 60 ans


    Sous l'effet des changements environnementaux, la taille moyenne du pénis a baissé de 10% en 60 ans. Il mesure désormais 8,9cm en moyenne contre 9,7cm en 1948

    Selon une étude italienne publiée ce lundi, la taille du pénis aurait diminué de 10% en 60 ans, passant de 9,7cm en 1948 à 8,9cm aujourd'hui. En cause notamment, les changements environnementaux qui perturbent le système endocrinien.

    La patrie de Rocco Siffredi est en deuil. Selon une étude italienne menée par l'hôpital universitaire de Padoue, la longueur moyenne du pénis est passée de 9,7cm en 1948 à 8,9cm en 2012. Soit une diminution de 10% en soixante ans. En cause notamment, les changements environnementaux qui perturbent le système endocrinien.

    03/03/12

    a crise deles, a vacuidade, um PM aberrante

     .
    ... eles, por cá, todos bem!
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    da sic-notícias.sapo, aqui
    03.03.2012 00:02
    Economia [economia?? com esta conversa de chacha?? um PM de um país a morrer - que "não tem nada programado"?! que, de cada vez que abre a boca, deixa um insuportável fedor insultuoso? que, dir-se-ia,  vive pateta-mente na terra de Oz??]

    Passos Coelho espera que portugueses façam boa gestão de recursos [quais recursos?!]
    e possam ir de férias

     excerto:
    O primeiro-ministro disse hoje esperar que os portugueses façam uma boa gestão de recursos e possam ir de férias, durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa em que brincou com os acontecimentos do último carnaval.
    Patenóquio na Bolsa de Turismo de  Lx, Parque das Nações
    Depois de ter provado um sumos de frutas, um vinho da região do Douro, morcela e presunto, Passos Coelho aceitou fazer um brinde com champanhe, mas pediu que lhe servissem pouca quantidade, o que não aconteceu.
    "Está a ver? Foi como no carnaval, ninguém me ligou. Está a ver? Olhe, quase meio copo", comentou o primeiro-ministro para o presidente da Associação Industrial Portuguesa, Jorge Rocha de Matos, que também o acompanhou nesta visita.
    Antes, Passos Coelho visitou o "stand" da Madeira, onde elogiou a ilha, comparando-a a "um jardim". Questionado se iria ao Funchal para a festa das flores, em abril, declarou: "Talvez vá. Não tenho nada programado".(...)

    rock'n rio lisboa

    Smashing Pumpkins, Linkin Park, Offspring e Limp Bizkit são as novas confirmações para o Festival Rock in Rio, que se realiza no Parque da Bela Vista, Lisboa, entre 25 e 26 de Maio e 1 e 3 de Junho de 2012. As quatro bandas sobem ao palco principal do evento, a 26 de Maio.  - fonte

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    «Os ladrões da Fnac»

    .. a mim aconteceu-me exactamente o mesmo...
    'usurários' los llamavan ..
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    no jornal Público
    por Miguel Esteves Cardoso
    Nunca mais compro nada na Fnac. Pronto. Está dito. Comprava tudo na Fnac. Pensava que fnac era acrónimo de “franceses noctívagos apaixonadamente culturais”. Só agora percebi que designa “falsários nauseabundos aldrabões & carteiristas”.
    Já aqui contei a ladroagem do cartão Fnac — o cartão “que faz parte de si”: parte gaga. Resumindo: pedi uma segunda via do dito cartão. Custava 3,50 euros. Como não paguei a tempo, cobraram-me 7 euros pela demora. Paguei 10,50 euros. Mas como não paguei a tempo, cobraram-me mais 7 euros. Ontem recebi um pedido de pagamento de 14 euros. A carta era datada de 15 de Fevereiro, mas só chegou cá no dia 28. A data-limite para pagar? Era dia 27.
    É esse o truque da Fnac e da Credibom: para além dos juros de Idade Média sobre o que se deve (sempre acima dos 25%, ilegais nos países que protegem os consumidores), enviam tarde os pedidos de pagamento, para receberem mais 7 euros por mês. Por um cartão que custou três euros e meio já paguei dez e meio e, como não tive tempo de pagar mais catorze, pagarei mais vinte e um euros — isto é, se contrariamente ao que têm feito, me derem tempo para pagar.
    Isto sem nada ter comprado a crédito. Pelo contrário: a última coisa que comprei, um MacBook Pro para a Maria João, foi paga por inteiro, em dinheiro. Creditaram-me 50 euros no cartão. Mas só se aplica a compras que eu lá fizer.
    Por que não tiram os 21 euros ladroados dessa benesse? Porque são uns ladrões. Repito.

    01/03/12

    Lucio Dalla, R.I.P.

    Lucio Dalla (site oficial aqui) , considerado um dos mais importantes cantautores italianos, morreu nesta quinta-feira de ataque cardíaco em Montreux, na Suíça - ler notícia
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