por Luís Costa
Se necessário fosse, os últimos dias seriam esclarecedores quanto à força social que nós, os professores, temos atualmente. Nenhum partido do dito arco da governação veio a terreiro para nos apoiar. Só os “mais pequenos” o fizeram e de forma bem explícita. Há, de facto, um pacto tácito relativamente à Educação, e não é, por certo, aquele que mais favorece a Escola Pública.
O Partido Socialista, que tem tentado passar entre os pingos de chuva, forçado pelas circunstâncias, lá acabou por dar a cara: a de António José Seguro, anémica de todo, e a de Francisco Assis, com vermelhão próprio de quem deu de beber ao seu alter ego. O homem soltou a língua para dizer que considera ignóbil a convocação da greve para um dia de exames. Não o fez por menos o destacado militante do PS:”IGNÓBIL”.
Não é absolutamente desprezível este tipo de declarações contra os professores. Longe disso, não só pela ofensa que encerram, como pelo que revelam do nosso estatuto. A facilidade, a ligeireza, a soltura e o desprendimento com que muitas com que muitas “entidades” se nos dirigem mostram bem a importância que nos dão, que é a mesma que dão à Escola Pública; mostram quão irrelevantes nos consideram neste xadrez sociopolítico; mostram também que nada receiam da nossa luta. Para “eles”, ela não passa do estrebuchar de condenados sem remissão. Cabe-nos a nós, portanto, contrariar estas expectativas. Seremos capazes?
Os nossos sindicatos, que começaram com grito uníssono imediatamente ouvido e seguido, deixaram-se — apesar da união apresentada ontem nos Restauradores — cair novamente na estratégia da “ronda negocial”; deixaram-se arrastar, novamente, para o “diz-que-disse” póstumo; permitiram que o ministro e seus secretários pudessem compor feições mais sorridentes e um brilhozinho nos dentes aqui e ali. Quem prometeu que não se volta a portar mal?
Chegados a este ponto, ou seguimos em frente, até ao fim, ou resvalamos para sarjeta, levando connosco o futuro dos pequenos deste país.
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16/06/13
A VELHA TOLICE E O DIZ-QUE-DISSE
um fantástico texto, lúcido e dorido, um apelo e um alerta aos professores..
07/03/13
PS e PSD, «dois irmãos siameses..
.. ligados pela testa», qualquer coisa assim lhes chamou o músico de Belas-Artes Manuel João Vieira (dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), quando era candidato à presidência da República (lembram-se?)
Pois é, quando na oposição o discurso é um, no poder completamente outro.
E os 'manos' revezando-se há quase 4 décadas ... no poleiro e nas inconvicções..
E os 'manos' revezando-se há quase 4 décadas ... no poleiro e nas inconvicções..
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04/11/12
PS/PSD, BPN e BCP, uma história de amor mafioso
recebido via e-mail :
de Escher Cada gang mafioso do partido-estado (PS/PSD) tem um banco para apoiar. Imaginem quem paga.
1ª parte do folhetim
Sócrates, para safar o BPN (banco de trafulhas do PSD), e depois o actual governo, envolveram naquele banco uns parcos €4000 M do erário público, diretamente ou através da CGD.
O PS apoderou-se do BCP aproveitando-se da guerra Berardo/Jardim, afastando o último e a Opus Dei do banco. O BCP sempre foi um banco com uma estrutura de capitais muito frágil e a actual crise dos mercados financeiros não veio ajudar.
2ª parte do folhetim
Em 2011 o BCP teve €849M de prejuízos e em finais de setembro deste ano já vai em € 796.3 M de perdas.
O governo PSD/CDS aplicou € 3000 M do dinheiro emprestado pela Troika em obrigações do BCP e comprometeu-se em comprar € 500 M em subscrição de aumento de capital do BCP. Claro, dinheiro subtraído a trabalhadores, desempregados e aposentados.
Vendeu o BPN à “investidora” Isabel dos Santos por uns patacos e ainda ficou com responsabilidades sobre metade dos trabalhadores
Novo episódio
Como se resolve o problema do BCP? Despedindo 600 trabalhadores, de acordo com a cartilha neoliberal onde se não contará, certamente o pacote de administradores.
Moral da história
Amor com amor se paga. O PS ajuda os meliantes do PSD no BPN e o PSD salta em apoio do BCP controlado pelo PS. É por isso que existe um partido-estado, com dois gangs, um interesse comum e 10 milhões de tugas para aldrabar com uma suposta 'diferença' entre PS e PSD
Estou comovido com esta história de amor mafioso
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