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12/06/13

Professores, O MOMENTO DA VERDADE

recebido via email: 

A 17 DE JUNHO SOMOS NÓS QUE “VAMOS A EXAME ”


DEPOIS DE 17 DE JUNHO 
TEREMOS O QUE ESCOLHERMOS 


de Kirchner
COLEGAS, confrontados com uma “pérola” que dá pelo nome de Mensagem n.º 8 do JNE, o dia 17 de junho tornou-se para todos (mesmo todos) o dia da afirmação ou do “achincalhamento” definitivo da classe docente.

Não pode haver qualquer convocatória que interfira com o direito à greve constitucionalmente definido. Uma convocatória, seja de quem for, não é requisição civil nem configura serviços mínimos. Portanto, só não faz greve quem não quer
Só se efetuarão exames se NÓS quisermos. O dia 17 servirá para “separar o trigo do joio”.

No dia 17, com todos convocados, saberemos quais são aqueles que avalizam as medidas que pretendem “espezinhar” os professores e subverter completamente o ensino público em Portugal.

No dia 17 não haverá contratados ou efetivos ou QZP’S. Seremos todos apenas PROFESSORES, sem qualquer distinção de vínculo ou função exercida, desde quem leciona a quem dirige.

Depois do dia 17 teremos aquilo que NÓS, OS PROFESSORES ESCOLHERMOS. No dia 17 cada um de NÓS terá que fazer uma escolha. 
Mas depois do dia 17, cada um terá que viver com a escolha que fizer nesse dia. Cada um terá que ter “arcaboiço” para aguentar com as consequências menos boas que advenham da sua própria escolha. E nenhum dos que escolherem pelo facilitismo e pelo “deixa andar que não é nada comigo”, poderá no futuro esperar qualquer gesto de compreensão ou apoio por parte dos que não viram a cara à luta, quando se virem sem horário, sem emprego, sem rendimento ou com o rendimento reduzido, ou quando os mandarem “requalificar-se”. 

A HORA DA ESCOLHA SERÁ NO DIA 17 

João M. Aristides Duarte

04/06/13

«Faz greve pelo país, pela justiça, pela dignidade cidadã»

retirado do blogue Aventar

Não peças desculpa, Ricardo*

04/06/2013
Por A. Pedro Correia

Não peças desculpa, Ricardo, por lutares pelos teus direitos, pelo teu trabalho e por não quereres deitar pela janela fora vinte anos da tua vida.

Não peças desculpa, Ricardo, por fazeres greve, mesmo que eu duvide que muda alguma coisa, não peças desculpa por quereres que oiçam a tua voz, mesmo se me parece que gritas para uma parede surda e inflexível.

Mas não faças greve apenas por ti, Ricardo, nem apenas pelas tuas filhas (já é muito), nem apenas pelos professores, pelos funcionários públicos, pelos sindicalizados, pelos empregados, pelos desempregados. Faz greve pelo país, pela justiça, pela dignidade cidadã.

Faz greve pelo país que emigra, pelos juros que as tuas filhas vão continuar a pagar depois de deixares de trabalhar, pela falta de trabalho com que os teus alunos se vão confrontar, pelas conquistas civilizacionais das gerações que te antecederam e que agora, subitamente, são postas em causa.

Faz greve pelo país que fecha portas, pelos centros das cidades cheios de lojas falidas, pelos cidadãos independentes que, em vez de procurarem trabalho no estado e nas empresas, tentaram criar os seus próprios empregos e agora nem subsídio de desemprego recebem.

Faz greve por uma vida que não se esgote no trabalho, na competitividade, na produtividade. Faz greve por uma matriz inclusiva, redistributiva, mediterrânica, com direito ao sonho, ao lazer e ao prazer.

Faz greve contra. Contra a concentração da riqueza, contra a robotização da produção, contra o controlo da política pela economia, contra a negação das evidências sociais, ambientais, corporativas. Faz greve contra a exclusão, contra os juros usurários, contra o desmantelamento dos bens comuns, contra a entrega de património lucrativo do estado – o estado somos nós – aos plutocratas, contra os servos imediatistas dos plutocratas.

Faz greve contra os partidos medíocres infestados de carreiristas, contra as guerrinhas partidárias, contra as mentiras oficiais, contra os memorandos “mal desenhados”, contra os boys, contra os vendilhões acéfalos, contra a privatização da água, contra o registo de sementes, contra a normalização dos produtos, das práticas culturais, dos estilos de vida e contra as diferenças de tratamento dos países apesar da dita “normalização”.

Faz greve, Ricardo, contra um país desesperado e triste, sem esperança no futuro, com medo do presente.

Faz greve por tudo isso, Ricardo, contra tudo isso, só não peças desculpa porque, se há quem nos deva muito mais do que um mero pedido de desculpa, esse alguém não és tu, de certeza.

http://aventar.eu/2013/06/04/nao-pecas-desculpa-ricardo/ 

* --  http://oventoquepassa.blogspot.pt/2013/06/peco-desculpa-por-querer-defender-o-meu.html