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09/03/14

«Não há crise para quem a comenta!»

recebido via e-mail:

A guerra da informação vista da trincheira dos explorados 

«Tudo aquilo que provoque reflexão, análise, crítica, indignação ou revolta – ainda que plenamente justificadas – é banido dos grandes meios de comunicação social. O controlo da informação substitui, nas chamadas democracias, a polícia política e a censura das velhas ditaduras. E de forma muito mais barata e eficaz. Estupidificar o povo, em vez de agredi-lo, é a melhor maneira de o submeter.

Não há crise para quem a comenta 

 «O império dos comentadores onde quem manda são os políticos»
é o título de artigo no Público (ver aqui), que contém alguns números estonteantes. 
Para começar, este: «Se aos quatro canais generalistas se juntarem os canais de informação portugueses no cabo (RTP Informação, SIC Notícias e TVI24), é possível assistir a 69 horas de comentário político por semana. O equivalente a quase três dias completos em frente à televisão.» Que ninguém se queixe de falta de interesse das televisões pela política: mais do que isto, só futebol! 

Dos 97 comentadores com presença semanal na televisão, 60 são actuais ou ex-políticos. Sem espanto, em termos de número de comentadores, o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo PSD, seguido pelo PS e pelo CDS. E embora o PCP tenha mais deputados na Assembleia da República do que o Bloco, este está quantitativamente melhor representado. 
 
Mas os números de facto impressionantes, se verdadeiros, são alguns (poucos) que são divulgados quanto à maquia que estes senhores levam para casa. E se não me suscita qualquer aplauso o facto de José Sócrates ter querido falar pro bono na RTP (que lhe pagará as viagens ...) , considero um verdadeiro escândalo que Marcelo Rebelo de Sousa ganhe 10.000 euros /mês (mais do que 20 salários mínimos por pouco mais de meia hora por semana a dizer umas lérias), Manuela Ferreira Leite metade disso e que Marques Mendes tenha preferido passar para a SIC por esta estação ter subido a parada da TVI que só lhe propunha 7.000. 

Claro que estamos a falar de estações privadas, em guerras de concorrência. Mas algo de muito estranho e esquizofrénico se passa num país quando o valor de mercado destes senhores é deste calibre. Estaremos em crise, mas comentá-la compensa e recompensa ? E de que maneira! 
Pergunta-se:
  • Se a maioria já teve – ou tem – altas responsabilidades governativas ou partidárias, por que carga de água é que sabe, do pé para a mão, como resolver os problemas nacionais? 
  • Será que ninguém percebe que o que estão está a fazer é criar uma falsa ilusão de debate e esclarecimento, que esconde o grande propósito dos seus comentários: manter ostatus do actual sistema político, económico e (anti)social, como se ele não fosse o grande responsável por tudo aquilo que nos está a cair em cima? Que é tudo puro ilusionismo?»
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Pois..
Eu conheço um (fala sobretudo de Educação..) que ganha zero de cada vez e em todo o lado onde o chamam para falar. 
Um - e será caso bem raro! - que, verdadeiramente, encara a sua participação como um "serviço cívico".
Será por isso que as televisões praticamente o excluem do 'horário nobre'?
.........

2 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Refira-se que ao contrario do que a RTP nos fazia crer(Salazar) as televisoes não Têm mais dever do que agarrar audiencias para terem anuncios lucrativos. De o conseguem a fazer o pino, mostrar o cu ou fazer caretas só lhes vai valer se as audiencias la estejam. Querer exigir outra coisa é chover no molhado.Se a catarina lhes mete 500 mil a mais qual a razao porque não merece receber 50 mil(10%)

AL disse...

Pois será "chover no molhado" .. o que não nos retira o direito à indignação.