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18/04/13

.. uns caloteiros, estes alemães! - dívidas da 1ª guerra

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in Expresso.Sapo

Alemanha deve 2,3 mil milhões de euros a Portugal 
por indemnizações da I Guerra 

por Paulo Gaião
Sexta, 12 de Abril de 2013 
img. daqui


Não é só a Grécia que tem dinheiro a receber da Alemanha por indemnizações da II Guerra Mundial. 

Portugal também é credor da Alemanha por compensações financeiras da I Guerra. 

O historiador Filipe Ribeiro de Meneses recorda que o Tratado de Versalhes fixou em cerca de mil milhões de marcos-ouro o valor a pagar pela Alemanha a Portugal. Porém, "pouco deste dinheiro entrou nos cofres do Estado devido às sucessivas revisões da dívida alemã" adianta o historiador. 

Este valor de mil milhões de marcos-ouro corresponderá hoje a cerca de 2,3 mil milhões de euros, o equivalente a 1,8 do PIB português (números apurados pelo jornalista do Expresso João Silvestre). 

Dava para cobrir o valor do chumbo do Tribunal Constitucional às normas constitucionais do OE 2013 e ainda sobravam mil milhões de euros. 

Filipe Ribeiro de Meneses relembra que as pretensões de Afonso Costa, representante português em Versalhes, em relação à Alemanha eram de 8 mil e 500 milhões de marcos-ouro, oito vezes mais que o valor obtido, "pois a guerra tinha causado - alegadamente - a morte de 273.547 portugueses da metrópole e colónias, uma cifra que os Aliados rejeitaram por completo". 

Afonso Costa ainda recorreu à arbitragem internacional mas a Alemanha acabou por ganhar a batalha legal.

Parece evidente que Portugal apresentou números de vítimas de guerra totalmente fantasiosos (terão morrido na I Guerra Mundial entre 10 mil e 15 mil portugueses) mas os valores monetários apurados no Tratado de Versalhes também deverão estar áquem do que Portugal teria direito mas que como país pouco influente não teve peso para impor. 

Portugal recebeu apenas 0,75 do total das compensações financeiras a serem pagas pela Alemanha, segundo refere Ribeiro de Meneses. Mais um factor que a Alemanha terá que ponderar quando chegar a altura de o nosso país renegociar o actual pacote de resgate financeiro. [terá / teria / mas não vai!, digo eu..]

a Europa em 1914 (antes da guerra)
 A primeira Grande Guerra: 1914 - 1918

Para quem queira saber da 1ª Guerra Mundial (e devíamos, todos..), aqui ficam as ligações para dez capítulos de um documentário com a garantida qualidade da BBC.
Até agora, vi todo o primeiro 'capítulo' e partes do último. 
As minhas notas: 
  • quem começa a guerra é a Áustria-Hungria (assim lhe chamam) em retaliação pelo assassinato do herdeiro do império (ironicamente um acérrimo defensor da paz nos Balcãs) . 
  • A Áustria-Hungria pede apoio à Alemanha, prevenindo um ataque da Rússia, principal aliada da Sérvia (o país a que a Áustria-Hungria declara guerra), mas também da França. 
  • No 10º capítulo já não se fala da "Áustria-Hungria". É a Alemanha que, no fim, aparece como a grande responsável pala Primeira Grande Guerra: não vi ainda o que mudou entretanto para alterar protagonismos.. [da Wikipedia: Desastrosa durante grande parte da guerra, a participação italiana acabou sendo importante, na medida em que o país derrotou e forçou o Império Austro-Húngaro à capitulação na batalha de Vittorio Veneto, causando a desagregação do mesmo. A capitulação da Áustria-Hungria foi um duro golpe na Alemanha, que passaria a lutar sozinha - fonte]
  • É aqui (10º e última parte) que se fala de compensações a pagar aos 'Aliados', condições de rendição tão duras para a Alemanha, que explicariam o germinar do nacional-socialismo, que viria a dar origem à 2ª guerra mundial, isto depois de quase 20 anos de uma república democrática (a República de Weimar, instituída depois de o kaiser se exilar na Holanda)
  • O armistício é assinado em 11 de Novembro, 1918. 
  • A população alemã festejou nas ruas o armistício e celebrou o derrube do seu kaiser. O próprio exército se virou contra ele e recusou investir sobre os manifestantes revolucionários que exigiam o fim da guerra, corria o ano de 1918. 

a Europa em 1919 (depois da guerra)
Bem interessante! A bem dizer, um documentário a não perder por inteiro! São 10 capítulos legendados em português-brasileiro, cada um durando cerca de 50 minutos.
do youtube:
«Excelente série de documentários da TV Inglesa BBC sobre o Primeiro Grande Conflito Mundial, que ocorreu entre os anos de 1914-1918. Diferentemente dos documentários produzidos até hoje, que sempre retrataram a Primeira Guerra Mundial sob a óptica norte-americana, este retrata diferentes visões do conflito, mostrando a guerra na Rússia, na Arábia, em África, entre outros países. A Primeira Guerra Mundial não se ateve somente aos seus 4 anos cronológicos, teve conseqüências muito graves para além dos milhares de mortes que causou. A pior dessas conseqüências foi a preparação para o maior conflito armado que a humanidade já viveu.»

1ª parte: 
2ª parte: 
3ª parte: 
4ª parte (onde, nos países do império Otomano, se fala já em Jihad!): 
5ª parte: 
6ª parte: 
7ª parte: 
resumo aqui
8ª parte (onde se fala em revoluções no interior dos países envolvidos na guerra- e da vontade de lhe pôr fim; os revolucionários dos respectivos países passaram a ser encarados como "o inimigo número um", mais ainda que os países do 'outro lado' *)- 1917: as tropas russas param de lutar 
9ª parte: a última jogada da Alemanha (basicamente p/ dar cabo dos ingleses) 
10ª parte: 

* tal como, de resto, viria a acontecer na 2ª Guerra Mundial: a enorme desconfiança em relação à aliada União Soviética culminando na prova de força "indispensável" que constituiu o lançamento das duas bombas atómicas no Japão (a de Nagasaki apenas 3 dias depois da  terrível, chocante devastação de Hiroxima!) - um acto terrorista de que os EUA não se retrataram nunca!

1ª Grande Guerra em espanhol, com boas fotos:
nas trincheiras, c/ máscaras anti-gás
http://html.rincondelvago.com/primera-guerra-mundial_33.html
Confederação Germânica
Áustria-Hungria 
Império Russo
Império Otomano
Sérvia
cronologia da 1ª Guerra Mundial

No Congresso de Viena de 1815 (que estabeleceu o Concerto da Europa como uma tentativa de conservar a paz depois dos anos das Guerras Napoleónicas), estiveram presentes as 'grandes potências' europeias da época: Reino Unido, Áustria, Prússia, França, e Rússia -- fonte

Os objectivos que levaram os responsáveis políticos portugueses a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade. A unidade nacional não seria conseguida por este meio e a instabilidade política acentuar-se-ia até à queda do regime democrático em 1926. -- fonte
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1 comentário:

menvp disse...

A FIRMEZA DO CONTRIBUINTE ALEMÃO ESTÁ A SALVAR A EUROPA
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->>> Primeiro: Todos pudemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram contra o 'viver acima das possibilidades' - leia-se, campanha no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram anti-endividamento excessivo -; um exemplo: no passado, Manuela Ferreira Leite foi ridicularizada por ser uma ministra anti-deficit-excessivo.
->>> Depois: Hoje em dia, todos podemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA contra os defensores da austeridade; um exemplo: chegam a retratar o contribuinte alemão como novos fascistas/nazis...
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{ nota: o resultado do endividamento excessivo está aí à vista: a superclasse (alta finança - capital global) assumiu o controlo de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água... }
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-> Marionetas ao serviço da superclasse CAVAM BURACOS SEM FIM (nas finanças públicas, nas empresas públicas, na Banca)...
-> Marionetas ao serviço da superclasse (alta finança - capital global) enfiaram-nos numa ratoeira: a Espiral recessiva...
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-> 'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato... ""ignorando"" o perigo que era os Estados andarem a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc...
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-> O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos'... e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse quer saquear o contribuinte alemão.
-> A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa!
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Nota 1: Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida»
Nota 2: Países a endividar-se excessivamente é uma atitude que proporciona um festim à superclasse... como o contribuinte alemão está firme... o mega-financeiro George Soros defende agora um Euro sem a Alemanha... para que... a superclasse (alta finança - capital global) possa PROLONGAR O FESTIM proporcionado por países a endividar-se excessivamente (países a viverem acima das suas possibilidades).