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05/03/13

impostos para .. ?

Portugal tem este ano 
a mais pesada carga fiscal de toda a Europa 

https://www.facebook.com/tugaleakspt


Vídeo em: http://bit.ly/UvJwe4

«Não pago impostos, porque, se o fizesse, havia de querer saber em que é gasto o meu dinheiro!» - qq coisa assim disse há uns anos o filósofo português Agostinho da Silva - na televisão, alto e bom som!

https://www.facebook.com/jobsfortheboys

21/10/12

de "gorduras" e pedagogia

recebido por e-mail

texto de Daniel Oliveira, no Arrastão
de Marcel Duchamp, dadaísta


«O economista Nuno Moniz fez um excelente exercício. Criou uma aplicação em que as pessoas podem colocar os seus rendimentos anuais e ficam a saber quanto vão pagar (isto sem deduções) e para onde vai o seu dinheiro. 
O exercício é pedagógico. Porque diz onde estão as famosas "gorduras" que se querem cortar. E porque diz para onde vão os nossos impostos em despesas em que não quer tocar. 

Fiz o exercício com um casal com dois filhos que receba 24 mil euros por ano. Ou seja, mil euros brutos por mês cada um
O agregado paga 5,7 mil euros de impostos. 472 euros por mês. 
69 euros vão para a saúde. 
61 euros vão para a educação. 
Até agora, é dinheiro bem empregue. 
78 euros vão para a segurança social, quase tudo para as transferências do Estado. 
18 euros vão para a defesa 
e outros 18 vão para a segurança. 
10 euros vão para a justiça. 
Um euro vai para a cultura, esse sorvedouro de dinheiro que os ultras do regime abominam. 
Um euro vai para a habitação. 
19 euros vão para as autarquias. 
Já agora: 60 cêntimos vão para a Assembleia da República. Talvez ajude a refrear um pouco o populismo.
A maior rubrica é a das Finanças: 180 euros por mês. 
Mais de 11 euros vão para as PPP's. 
Mas o que realmente sai caro é isto: 64 euros vão para os juros da dívida. 
Ou seja, dos 472 euros de impostos, mais de 60 vão para pagar juros a bancos
Não é a dívida, entenda-se.  
As famílias pagam o mesmo em juros do que pagam, por exemplo, para garantir educação gratuita para os seus filhos. E esta é a única parte dos seus impostos em que a direita no governo e a que o contesta não está disposta a mexer.  
Quando lhe falam em cortes na despesa, é sobretudo na educação, saúde e segurança social de que estão a falar. Aquelas em que seguramente o nosso dinheiro deveria ser mais útil.
Ou um casal com dois filhos e dois mil euros por mês acha excessivo pagar 130 euros por educação e saúde? Algum privado, apesar de toda a lenga-lenga sobre a liberdade de escolha, o garante a este preço? 
Este é o Estado que eles querem emagrecer. Porque, dizem, é incomportável.
E há a parte da despesa em que não querem tocar: os mais de 64 euros por mês para os juros da dívida. A mesada que damos a quem, diz-se por aí, nos resgata. Tudo é negociável. Nenhum compromisso, a começar pelos compromissos sociais, vale nada. Mas estes juros são, para esta gente, inegociáveis.
Está ou não está tudo de pernas para o ar?» 

Daniel Oliveira


12/10/12

enquanto os 'socialistas' mal-entendem a democracia ..

.
  • e, certamente, vão optar pela abstenção quando chegar a hora de «responsavelmente» (ver) votar o OE 2013  ..
  • enquanto Paulo Portas escreve aos militantes do CDS protestando discordar das medidas fiscais do governo que integra ... mas  cujo OE 2013  vai legitimar e não se demite ..

... vários homens 'lúcidos', acho eu que pessoas de bem (e os partidos a que pertencem -sendo o caso - já não significam porcaria nenhuma, no tocante às ideias/ideais e opções ..) põem a nu uma sociedade auto-fágica, expõem factos, razões, conhecimentos, alertam para uma realidade e um futuro inaguentáveis ..
a ler:

Orçamento do Estado para 2013 
Bagão Félix: subida dos impostos é “napalm fiscal” devastador

12.10.2012 - 
Por Lusa, PÚBLICO

Os aumentos de impostos anunciados para o Orçamento do Estado para 2013 (OE2013) representam “napalm fiscal”, ou um sismo fiscal de magnitude oito, com efeitos devastadores sobre a economia, segundo Bagão Félix, conselheiro de Estado e antigo ministro da coligação PSD-CDS  -- ler mais


. * . 


de Santana Castilho, em "Mais Estado e pior Estado":
Como já todos entenderam, o aumento de impostos é a prazo ineficaz. Por exaustão dos contribuintes, a quebra das receitas é a resposta perversa. Entrámos num vórtice de que só sairemos com outros governantes, minimamente conhecedores da realidade nacional. A insolência destes vai acabar incumprindo o incensado memorando. Pelo meio ficará um caminho juncado de cadáveres, no dizer do novo bispo vermelho, fruto de uma governação por catálogo, obsessiva e sem sentido, que recusou propostas e avisos de todos os quadrantes, com o único argumento, democrática e socialmente terrorista, de que não há alternativas. .

. * .

a ler ainda:

Paul Krugman:  era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem !

Por Ana Sá Lopes,
publicado em 24 Set 2012

Os instrumentos económicos existem mas a opinião política dominante proíbe o fim da crise. Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, apela ao fim dessa corrente austeritária, sacrificial e assassina de empregos.  - ler mais aqui