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14/02/13

Franquelim perlimpimpim

esquerda.net
Artigo | 7 Fevereiro, 2013 - 02:32 

Governo diz que Franquelim Alves foi auditor e consultor com 16 anos de idade 

Currículo do novo Secretário de Estado atribui-lhe a proeza de iniciar em 1970 a carreira na Ernst & Young, com tenra idade e importantes funções. Mas a empresa só foi criada em 1989. 
O currículo de Franquelim Alves, que a princípio ocultava a passagem do novo Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação pela administração da Sociedade Lusa de Negócios, holding do BPN, foi corrigido, mas os seus corretores levaram tão longe o entusiasmo que agora atribuem ao economista um verdadeiro prodígio: o de ter sido auditor e consultor da empresa internacional Ernst & Young com apenas 16 anos de idade. 
É exatamente isso que consta no currículo de Franquelim Alves no Portal do Governo: -- ler mais

20/04/12

sr. ministro, J'ACCUSE!!!

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Acuso-o de ser um mentiroso, falso, perjuro!
E venha desmentir-me se puder!

olhem-me só a lata deste pedante!!!!!

Vítor Gaspar durante a sua apresentação na sede do FMI
(Foto: Yuri Gripas/Reuters)

no Público de hoje -aqui
O ministro das Finanças afirmou que as medidas de austeridade não afectam  os grupos mais vulneráveis da populaçãoNo meu país, as pessoas estão completamente dispostas a sacrificar-se e a trabalhar mais para que o programa de ajustamento seja um sucesso desde que esse esforço seja repartido de forma justa” , disse. “Temos tido o cuidado de proteger os menos favorecidos e os mais vulneráveis  ao definir os cortes na Segurança Social e no sistema de saúde quando aumentámos os impostos. Esse é um elemento-chave do sucesso do programa.” 
  • as medidas (...) não afectam ???????!!!!!!!!! - quer dizer .. o IVA a 23%, os cortes em tudo o que é serviço público, o preço dos transportes, da comida, da electricidade e do gás... tudo pormenores despiciendos???!!! os grupos mais vulneráveis da população ??????!!!!!!!!!!! --- ou seja .. os pensionistas, por exemplo?????!!!!!!!!!!!!!!!
  • as pessoas estão completamente dispostas a sacrificar-se ??????!!!!!!!!!!! --- olhem que não, FMI e BM, olhem que não !!!!!!!!!!!!! O senhor é mesmo um cretino!! E saiba que o estado de nervos em que as suas declarações me estão a pôr já seriam motivo mais que suficiente para processá-lo, vivesse eu aí onde o senhor faz essas declarações!
  • esforço repartido de forma justa ???!!!! -- qual forma justa, senhor ministro ??????? !!!!!!!!!
  • proteger os menos favorecidos e os mais vulneráveis ?????? !!!!!!! -- ai sim???!!!!!!!!!!!!!!!! Quando??? Onde??? 
  •   o sucesso do programa ?????? !!!!!!! Qual sucesso???? Sucesso para quem????????? 
Mas que país é o seu que eu não conheço, senhor Vítor Gaspar ???
E que tal uma consulta à população antes de vomitar barbaridades destas, hein?
E .. sabe, só lhe  desejo uma coisa: que um dia venha a estar na mesmíssima situação dos  "mais vulneráveis" portugueses, que o senhor venha a ter a mesmíssima "protecção" de que eles são alvo - por sua parte e do seu governo!
*

J'accuse (em português 'eu acuso') é o título do artigo redigido por Émile Zola quando do caso Dreyfus e publicado no jornal L'Aurore do 13 de janeiro de 1898
Émile Zola (1840 — 1902) foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima. -- fonte
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11/04/12

Américo Tomás revisited

no Público de 11 de Abril, 2012

por Santana Castilho


Visto vagarosamente, o lapso do ministro é uma mentira 


Por ironia do destino, a 1 de Abril de 2011, o dia das mentiras, Passos Coelho classificou de “total disparate” a ideia que lhe atribuíam de cortar o subsídio de Natal. Cortou-o, pouco tempo volvido. A 13 de Outubro deste ano, reincidiu e aumentou o esbulho. Consciente da brutalidade da medida, foi pressuroso a afirmar que ela vigoraria “apenas durante a vigência do programa de ajuda económica e financeira”. Nem ele nem Vítor Gaspar, nem tão-pouco o diligente “spin doctor” Miguel Relvas, desmentiram a cascata de referências abundantes, escritas e faladas, que circunscreveram, sempre, os cortes dos subsídios de férias e Natal a 2012 e 2013. Mais: a secretária de Estado do Tesouro, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares e o próprio ministro das Finanças afirmaram na televisão, de forma reiterada portanto, que os cortes eram temporários e vigoravam apenas em 2012 e 2013. O descrito é factual. Prolongar agora o confisco por mais tempo não pode ser justificado, ainda que vagarosamente e com a insolência com que Vítor Gaspar tratou a Assembleia da República, com a invocação de um lapso. O vocábulo “lapso” tem uma semântica que não é dúbia: significa erro que se comete por inadvertência ou descuido. Um “lapsus linguae”, em registo psicanalítico, é explicado por uma exposição acidental de pensamentos reprimidos, a qual introduz no discurso um sentido dissonante daquele que o emissor queria transmitir. Um “lapsus memoriae” traduz uma falta de lembrança momentânea, recuperável mais tarde. Nada disto se adapta à mudança de discurso do Governo. Este “lapso” é, outrossim, a última mentira duma sucessão que valida a máxima atribuída a Frederico II, o Grande, rei da Prússia: “ A trapaça, a má-fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações”

As afirmações e a pergunta que transcrevo, retiradas aleatoriamente de um registo extenso a que qualquer cidadão tem acesso, foram feitas por Passos Coelho antes de ser primeiro-ministro:
- “Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam”.
- “Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas”.
- “Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar salários para sanear o sistema português”.
- “A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento”.
- “Como é possível manter um Governo em que um primeiro-ministro mente”?

O anterior sustenta que Passos Coelho mentiu. O triste episódio do prolongamento dos cortes patenteia que continua a mentir. Aqueles que acompanham com mais cuidado a série longa de sinais, por isso significativa, dada por este Governo, sabem que a doutrina seguida até agora foi esmagar o valor do trabalho sem tocar na imoralidade dos lucros agiotas das parcerias público-privadas e das empresas que operam em regime de monopólio. Para impor essa doutrina, Passos e Gaspar têm agido como religiosos sectários, que impõem aos outros a sua crença. A essa atitude é costume chamar-se fanatismo. Começa a ser tarde para os portugueses admitirem o que é evidente: o Governo está a falhar na resolução da crise, aproveitando-a, entretanto, para impor um programa político com que nunca teria sido eleito. A degradação da economia e das finanças é clara: o défice só baixou em 2011 pelo recurso artificioso ao fundo de pensões dos bancários; do que se conseguiu em ajustamento do orçamento de Estado, 75 por cento deveu-se ao aumento dos impostos e só 25 por cento à redução das despesas, sendo certo que se atingiu o extremo direito da curva de Laffer (impossibilidade de arrecadar mais receitas aumentando a carga fiscal); o desemprego saltou para os 15 por cento; a dívida pública subiu e aproxima-se dos 115 por cento do PIB, que desce 3,3 pontos percentuais; desapareceu o investimento público e o privado tem a especulação financeira por paradigma (o banco do Estado financia especulações bolsistas de um grupo milionário, enquanto empresas viáveis recusam encomendas do estrangeiro por não terem dinheiro para comprar matérias primas). 

Enquanto o “ Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung” diz que Portugal cairá, citando Sean Egan ("quando a economia de um país se retrai de forma tão significativa e, simultaneamente, os juros das obrigações a 10 anos se situam próximo dos 10 por cento, é óbvio que a situação é insustentável"), Vítor Gaspar (“o ano de 2015 é o ano imediatamente consecutivo a 2014”) entretém-se a competir com Américo Tomás (“hoje visitei todos os pavilhões, se não contar com os que não visitei”). Para que a Grécia não nos caia em cima, o caminho não é este.

23/11/11

rigor, responsabilidade, verdade --- parole, parole

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do twitter pré-eleitoral do agora excelentissssimo 1.º ministro, 10 frases curtas - ou.. o que eu digo, ainda que o tenha escrito, NÃO É para levar a sério!  - ou seja: o senhor é um pantomineiro!

Pois então aqui fica mais um exemplo da falta de vergonha na cara de Passos Coelho, desta vez posta a nu por António Filipe, deputado pelo PCP, na crítica ao OE para 2012:

24 de Março:
«A pior coisa é ter um governo fraco. Um governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos!»
30 de Março:
«A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.»
1 de Abril:
«Já ouvi dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate!!!!»
12 de Abril:
O PSD 'chumbou o PEC IV, porque «Tem que se dizer basta!!» «A austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte dos rendimentos!»
2 de Maio:
«Se formos governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas, nem cortar mais salários para sanear o sistema português!»
5 de Maio
«Portugal não pode ter 700 mil desempregados!»
10 de Maio:
«Para salvaguardar a coesão social, prefiro onerar os escalões mais altos do IRS, de modo a desonerar a classe média e baixa!»
--
«Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias!»
12 de Maio:
«Escusam de vir agitar mentiras! O PSD quer que as pessoas sejam tratadas como merecem, seja na área pública ou privada!
1 de Junho:
«Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam! Os que mais têm terão de ajudar os que têm menos!»

and .. last but not least .. a pergunta que P. Passos Coelho fez quando andava a enganar-nos a todos, fingindo-se oposição:

«Como é possível manter um governo em que o 1.º ministro mente??» 

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Pois, como é possível?
Ainda que a greve geral de amanhã possa não vir a ter outras consequências, pelo menos servirá para atirar à cara do seu despudorado autor aquela mesmíssima pergunta. Como se fosse uma pedra, ou um murro, ou um tiro.
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26/10/11

impeachment, já!

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- E deveria - oh sim!!! - ser este o caminho, fôssemos nós uma espécie vertebrada! Melhor dito, devia era tê-lo sido há muito, logo depois dos primeiros sinais. Santana Castilho deixa-o mais uma vez claríssimo, num artigo demolidor, brilhante como de resto todos os que vem publicando no jornal Público. E não há que enganar, os números estão lá - foolproof (= qq um, por mais tonto, consegue vê-lo) - inequívocos, gritantes, incendiários-oxalá! Tivesse o outro -esse pinóquio2 guindado a n.º 1, actorzeco de uma ópera-mais-que-bufa -, um pingo de vergonha na cara (que, obviamente, não têm! ..) - e já teria desaparecido para parte incerta , lá onde ninguém tivesse de aturar-lhe as falinhas mansas ou, sequer, olhar-lhe para a odiosa cara, os agora oculinhos estratégicos como a pretender-se sério! Não o é. Duvido muito que o tenha sido, alguma vez.
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A sua falsidade, para mim claríssima desde o dia em que, desdizendo-se, anunciou não suspender o tal do "processo monstruoso e kafkiano" -  em galopante exposição e de novo sobejamente comprovada pelo vídeo (**) com as suas declarações (antes e depois) e os factos que Santana Castilho tão cirurgicamente aqui expõe - a sua falsidade, dizia, vem exalando um fedor nauseabundo, como só o da podridão mais podre, vampiro pingando sangue velho de quatro meses, abutre pairando sobre milhões de vidas-por-um-fio, a mal disfarçada concupiscência de quem espera vir a empanturrar-se da nossa carne enfim putrefacta!

impeachment = condenação de importante figura pública por crime grave* (com subsequente imediata destituição do cargo ocupado) 
* no caso, crime de lesa-concidadãos, 'publicidade' enganosa, quebra de promessas, etc, etc ..
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Quando a mentira oprime a nação
Santana Castilho *
 
Ricardo Santos Pinto, do blogue “Aventar”, prestou-nos um serviço cívico: recolheu em vídeo(**) afirmações e promessas de Pedro Passos Coelho, enquanto candidato a primeiro-ministro. O cotejo desse impressivo documento com as medidas tomadas pelo visado, nos curtos quatro meses de poder, evidencia o colossal logro em que os portugueses caíram. Se em quatro meses a sua acção é pautada por tanto despudor e falta de ética, que sobra à nação para lhe confiar quatro anos de governo? 

O orçamento do Estado para 2012 é bem mais bruto que o tratamento “à bruta” que Passos Coelho recriminou a Sócrates, no vídeo em análise. Aí se consagra, com uma violência desumana, o que Passos Coelho disse que nunca faria: confisco de quatro meses de salários aos servidores públicos e reformados; fim de deduções fiscais; aumento de impostos, designadamente do IRS e IVA. Ao embuste ardilosamente tecido em ano e meio de caça ao voto acrescenta-se a falácia com que se justifica o assalto aos que trabalham. Com efeito, muito mais que a invocada má gestão das contas públicas no primeiro semestre, da responsabilidade de Sócrates, pesa a irresponsabilidade da Madeira e o caso de polícia do BPN. Na primeira circunstância, ocultando manhosamente o plano de ajustamento, antes das eleições, Passos Coelho protegeu Jardim e escamoteou quem saldaria o escândalo. Sabemos agora que são os funcionários públicos e os pensionistas. Na segunda, enquanto os responsáveis pelo tenebroso roubo permanecem impunes, os contabilistas que governam venderam o BPN ao desbarato, limpinho das dívidas colossais. O povo vai pagar e pedem-lhe agora que não bufe, por causa dos mercados

Passos Coelho manipula grosseiramente os factos quando afirma que a média salarial da função pública é 15 por cento superior à dos trabalhadores privados. Ele sabe que a qualificação média dos activos privados é bem mais baixa que a homóloga pública, onde trabalham, entre outros técnicos de formação superior, milhares de médicos, professores, juízes, arquitectos, engenheiros e cientistas. Para que a comparação tenha validade, há que fazê-la entre funções com idênticos requisitos académicos. A demagogia não colhe. Como não colhe o primarismo de dizer que não estendeu o corte dos subsídios aos privados porque o Estado não beneficiaria, mas sim os patrões, que pagam os salários. Esqueceu-se de como fez com o corte deste ano? Ou toma-nos por estúpidos?

O orçamento esconde-se cobardemente atrás da troika para invocar a inevitabilidade das suas malfeitorias. Mas vai muito para além do que ela impõe e expõe a desvergonha da ideologia que o informa: quando revê a Constituição da República por via contabilística; quando poupa, sem escrúpulos, os rendimentos do capital e esquece os titulares das reformas por exercício de cargos públicos, numa ostensiva iniquidade social; quando permite que permaneçam incólumes os milhões que fogem ao fisco; quando compromete, sem réstia de tacto político, a solidariedade entre os cidadãos, pondo os que trabalham no sector privado contra os que trabalham no sector público; quando, atirando o investimento na Educação para o último lugar da União Europeia, ao nível dos indicadores do terceiro mundo, não só não desce o financiamento do ensino privado como o aumenta em nove milhões e 465 mil euros; quando, depois de apertar como nunca o garrote à administração pública, aumenta quase quatro milhões de euros à rubrica por onde pagará pareceres e estudos aos grandes gabinetes de advogados e outros protegidos do regime (Sócrates contentava-se com 97 milhões, Passos subiu para 100,7 milhões); quando, impondo contenção impiedosa nas áreas sociais, inscreve 13 milhões e meio para despesas de representação dos titulares políticos; quando, numa palavra e apesar do slogan do “Estado gordo”, apenas emagreceu salários e prestações sociais, borrifando-se nas pessoas e no país e substituindo o critério do bem comum pelo critério do bem de alguns. 

Incapaz de ajudar o país a crescer, Passos tomou a China por modelo e acreditou que sairemos da fossa com uma economia repressiva e de salários miseráveis. Refém que está e servidor que é de grupos económicos e interesses particulares, Passos Coelho perdeu com este orçamento a oportunidade de resgatar o Estado. Ministério a ministério, não se divisa qualquer programa político redentor. Não existem políticas sectoriais. Se Passos regressasse à protecção de Ângelo Correia, Álvaro a Vancouver e Crato ao Tagus Park, Gaspar, só, geria a trapalhada que tem sido tecida de fininho. Recordemo-la. Em Maio passado, o memorando de entendimento que o PS, PSD e CDS assinaram com a troika consignava para 2012 cerca 4.500 milhões de euros de redução da despesa e cerca 1.500 de aumento da receita (leia-se impostos). Apenas três meses volvidos, o documento de estratégia orçamental do Governo para o período de 2011 a 2015 já aumentava os números de 2012: a redução da despesa pública crescia quase 600 milhões e as receitas a cobrar aumentavam quase 1.200, pouco faltando para a duplicação do número antes considerado. Foi obra, em três meses. A meio de Outubro, novo documento oficial reiterava os números anteriores. Mas eis senão quando, escassos dias volvidos, surge o orçamento, que passa a redução da despesa, em 2012, para quase 7.500 milhões e fixa o aumento de impostos em cerca de 2.900 milhões. Diferenças colossais em documentos oficiais, com quatro dias de premeio, merecem a confiança dos contribuintes? Com a classe média a caminho da pobreza e os pobres a ficarem miseráveis, a esperança morreu. Definitivamente. Bastaram quatro meses. Esperemos que o país acorde e se mobilize.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt) 
(**) - ver vídeo aqui
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