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24/05/13

da responsabilidade cívica e das 'direc-taduras'

de F. Botero
Impressionante!! Raça canalha a dos dire-ctadores, miséria de classe que tudo aceita e não bufa!


Fenprof recorre aos tribunais para travar reuniões de avaliação ilegais 


A Fenprof admitiu hoje recorrer aos tribunais para travar a marcação de reuniões de avaliação nas escolas fora do período legal, situação, denunciou a estrutura sindical, que já se verifica em algumas escolas. 

"Há casos de escolas absolutamente ilegais, que anteciparam reuniões para 31 de maio, como é o caso de uma no distrito de Aveiro. Há também reuniões para 05 e 06 de junho. 

Isso é ilegal e nesses casos e não é preciso pré-aviso de greve, basta que os professores se recusem", disse hoje o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, que admitiu vir a interpor providências cautelares para impedir estas situações. 

O sindicalista falava à saída da reunião no Palácio das Laranjeiras com o Secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e o Secretário de Estado Administração Pública, Hélder Rosalino, a primeira de uma ronda negocial dedicada à negociação das novas regras a aplicar à função pública, incluindo os professores. 

A Fenprof entrega na sexta-feira o pré-aviso de greve, acrescentando mais um dia de paralisação aos já previstos, antecipando para 07 de junho o início da greve às avaliações, para evitar que estas se realizem no último dia de aulas. Ao marcar uma greve para 07 de junho, último dia de aulas, a Fenprof pretende evitar que após o fim das atividades letivas desse dia as escolas possam ainda realizar avaliações e lançar notas. 

O secretário-geral da Fenprof adiantou que até 31 de maio vai fazer chegar uma proposta ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) e que a 06 de junho volta a reunir-se com o Governo. Nogueira afirmou que a desconvocação da greve é possível se o Governo desistir da mobilidade especial para os professores. "Não aceitamos a mobilidade especial, até a pretexto do que ouvimos aqui, que foi que o MEC considera que não há professores a mais", declarou. "Se não há professores a mais e se é sua [do Governo] convicção de que a mobilidade especial não se aplicará em setembro, então perguntamos porque têm que a regulamentar e porque têm tanta pressa", acrescentou. 

Mário Nogueira disse ainda que o despacho que regulamenta o ano letivo, "instrumento fundamental para perceber o que vai acontecer aos professores no próximo ano" continua "no segredo dos deuses". A justificação, continuou, prende-se com a proposta apresentada para o aumento do horário de trabalho na função pública, incluindo para os setores com horários específicos, como é o caso dos professores. "Se isto tiver reflexo nos professores é um aumento de 14% no horário de trabalho e só aqui são 10 a 12 mil postos de trabalho extintos", disse. 

 "Quanto à mobilidade geográfica, Nogueira adiantou que a Fenprof está apenas disposta a aceitar o limite já aplicável à função pública, que fixa as deslocações num limite de 60 quilómetros". O líder da Fenprof considerou ainda que o ministro Nuno Crato foi substituído na reunião de hoje pelo Secretário de Estado Hélder Rosalino, com "estatuto semelhante ao de um ministro e que não quis deixar por bocas alheias aquilo que queria dizer". "Acho que a sua presença aqui é também um atestado de desconfiança e menoridade política passado a este ministério", defendeu.  
fonte

17/09/12

(o M.) F.A. está com o povo! (será?)


Austeridade

Militares vão “envolver-se na resistência” à austeridade

 Rita Paz
cartaz do 25 Abril
17/09/12 13:14 

Manuel Cracel, da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), diz que as últimas medidas de austeridade são “extorsão pura”.

"Estamos revoltados com aquilo que nos afecta e penaliza porque isto são medidas que confirmam uma extorsão pura e vêem seguidas de outras medidas que já afectam e muito os militares, desde 2005", declarou Manuel Cracel ao Económico.

25 Abril, 1974
Diz o responsável que apesar de os militares estarem sujeitos a certas restrições que o comum dos cidadãos não partilha, "vamos envolver-nos na resistência dos movimentos cívicos" para protestar contra a austeridade.

"Tudo faremos para chamar à razão o poder de decisão. Esta é uma inversão económica e financeira que está a subjugar o país, o que só nos pode deixar revoltados. Vamos avaliar a situação e reagir em conformidade utilizando todos os meios democráticos que nos são permitidos", afirma o porta-voz da AOFA.

Manuel Creacel acrescenta ainda que "além de os dirigentes e elites deste país estarem apostados em empobrecer-nos a todos pondo em causa a soberania, [a austeridade] põe também em causa um dos pilares fundamentais deste país que são as Forças Armadas ".

notícia aqui 
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16/09/12

para que se saiba e não se esqueça!


o silêncio sobre a Islândia -- porquê?!



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Publicado em 02/09/2012 por Zlia BR

A recusa do povo da Islândia a pagar a dívida que as elites abastadas tinham contraído com a Grã Bretanha e a Holanda gerou muito medo no seio da União Europeia. Prova deste temor foi o absoluto silêncio na mídia sobre o que aconteceu. Nesta pequena nação de 320.000 habitantes a voz da classe política burguesa tem sido substituída pela do povo indignado perante tanto abuso de poder e roubo do dinheiro da classe trabalhadora. O mais admirável é que esta guinada na política sócio-económica islandesa aconteceu de um jeito pacífico e irrevogável. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu tantos outros países maiores até a crise atual.
Este processo de democratização da vida política que já dura há dois anos é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos.

-- aqui .. a Troika, o Passos ..


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DESTROIKA - MITOS E DESMITOS DA TROIKA.
Porque é importante ouvir o que nos dizem, o que é a realidade e como é preciso dizer que já chega de tanta mentira e mal-viver, só para que a riqueza continue a ir parar às mãos dos de sempre.

.. pois ..

img daqui

04/07/12

A paranóia normativa e a permissividade escandalosa

Público, 4 de Julho de 2012
A paranóia normativa e a permissividade escandalosa
Santana Castilho *

1. Voltámos ao tempo das torrentes de legislação selvagem na Educação. Vale tudo para impor o reformismo louco de Nuno Crato. Menorizar as actividades físicas e desportivas da juventude em idade escolar é intelectualmente retrógrado, factualmente estúpido e pedagogicamente criminoso. Pôr os alunos do 1º ciclo a fazer exames no início do 3º período é demência pedagógica. Que vida terão no 3º período os professores e os alunos que já fizeram exame e já “passaram”? Prolongar por mais um mês o ano-lectivo para os alunos que vão “chumbar”, depois de durante o ano se terem retirado recursos para resolver problemas específicos de aprendizagem, é masoquismo pedagógico. Quem assim decide saberá em que condições chegam ao fim do ano professores e alunos? Pensar em novos “cursos de ensino vocacional” para crianças de nove ou dez anos de idade é darwinismo pedagógico, que anseia pela próxima etapa: ferrá-las no berço. Ordenar aos directores que indiquem a componente lectiva dos seus docentes, de dois a seis de Julho, quando tudo o que é necessário para a calcular não é ainda conhecido, é aldrabice pedagógica. 

A última pérola da paranóia normativa do ministro, as metas curriculares para o ensino básico, foi apresentada em conferência de imprensa. Nuno Crato, definitivamente convertido ao “eduquês”, disse que se destinam “a definir com clareza o que se quer que cada aluno aprenda” e que são “objectivos cognitivos muito claros para professores e alunos”. Oh, se são! Tão claros (especialmente para alunos) como se depreende dos nacos que transcrevo, a título de exemplo (os três primeiros de Português e os dois últimos de Educação Visual):

 - “Ler pelo menos 45 de 60 pseudo-palavras (sequências de letras que não têm significado mas que poderiam ser palavras em português) monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (em 4 sessões de 15 pseudo-palavras cada). “
- “ Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente”.
- “ Reunir numa sílaba os primeiros fonemas de duas palavras ( por exemplo, “cachorro irritado” --> “Ki”), cometendo poucos erros”.
- “Distinguir características dos vários materiais riscadores…”
- “Reconhecer e articular elementos da Teoria da Gestalt no âmbito da comunicação (continuidade, segregação, semelhança, unidade, proximidade, pregnância e fechamento).” 

Gosto particularmente, em matéria de clareza, do “quase aleatoriamente” (julgava eu que ou era aleatoriamente ou sequencialmente e fim de papo) e do “cometendo poucos erros” (dez serão poucos?). Em matéria de erudição desvanecem-me, dado que nos ocupamos do ensino básico, aquela cena do “cachorro irritado”, os “materiais riscadores”, a “pregnância” e o “fechamento”. Se quiserem muito mais, sirvam-se. Só para o Português e Matemática são para aí 180 objectivos e só 700 descritores. Fora o resto. É óbvio que meninos e professores agora é que se vão concentrar em tão poucas metas, os primeiros aprendendo como nunca e os segundos ensinando como jamais.

2. A história é rápida de contar mas já demorou demasiado a resolver. A 16 de Julho de 2011, verificou-se a eleição do actual director do Agrupamento de Escolas de Dr. João Araújo Correia, de Peso da Régua. O acto viria a ser impugnado junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, por outro candidato, que alegou ter o eleito prestado falsas declarações, designadamente dizendo possuir uma licenciatura que nunca possuiu. Do mesmo passo, a Inspecção-Geral da Educação e Ciência abriu um inquérito. Passou quase um ano e não há decisão sobre uma coisa que não precisaria de qualquer inquérito. Com efeito, é exigível que os serviços administrativos certifiquem, na hora, se um professor é licenciado ou não, sendo certo que há anos lhe paga como tal e até o nomeou Professor Titular, quando a categoria existia e exigia o grau de licenciado. A universidade onde o director estudou certificou que ele não tinha concluído a licenciatura. Essa certidão é do conhecimento dos intervenientes. Entretanto, houve decisão judicial, que anulou o acto de admissão a concurso do actual director, considerou que ele prestou falsas declarações no que toca à licenciatura e mandou repetir o processo, com a sua exclusão. Desta decisão podia recorrer o director, que recorreu, e a Direção-regional de Educação do Norte que, ao não recorrer, aceitou a decisão do tribunal. Exige-se, agora, rápida prova de vida do secretário de Estado do Ensino e Administração Educativa, que também está ao corrente desta saga, ou do director-regional de educação do Norte ou da inspectora-geral da Educação e Ciência. Ou deles todos, de mãozinhas dadas, por causa dos papões autárquicos. É que o processo judicial é uma coisa e o disciplinar outra. Conhecida a falta, correm prazos e há prescrições. O costume.
* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

04/06/12

direitos e futebol

recebido via e-mail, tel-quel: 

SUBSÍDIOS FÉRIAS E NATAL 2012 - Dec.Lei não foi revogado!
Dec. Lei n.º496/80 de 20 Outubro

Os nossos governantes e a Troika desconhecem isto!!!!  Não tiveram tempo para consultar este decreto-lei uma vez que data de 1980.....
Como pode o Governo Central retirar os subsídios de férias e de Natal se o Decreto Lei nº. 496/80,o qual não foi revogado, no seu artº.17, diz que os mesmos são inalienáveis e impenhoráveis?
É um direito inscrito na constituição que nos estão a tirar! 
Faz a tua parte e divulga o máximo que te for possível. 
Estes senhores com estas medidas andam a apalpar a nossa reacção. Já vimos que são fracos com os fortes e fortes com os fracos, e se sentirem que os fracos são mesmo fracos, então meus amigos, estamos feitos e depois não se queixem!
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Ora muito bem, eu divulgo. Eu repasso. Eu não acredito que alguém vá reagir. Eu, a bem dizer, já não acredito em nada, nenhum atropelo à lei, à Constituição, me surpreende. Desde os tempos do Sócrates-dito-engenheiro e sobretudo da megera Lurdes Rodrigues que tenho visto direitos adquiridos e inalienáveis serem paulatinamente espezinhados sem a sombra de um remorso ou um assomo de vergonha; sem manifestações de repúdio acima dos mínimos-para-apaziguar-consciência-só, ao fim e ao cabo inócuas, como parece ser o fado de um povo que reage nas franjas e por curtos impulsos, dir-se-ia eléctricos. Acaba-se a corrente e vamos todos ao que interessa: o futebol, senhores! Abro os jornais, faço zapping na TV, para qualquer lado que olhe sou agredida pelo novel mote nacional, "Corre, Portugal": a bendita da selecção, a prioridade das prioridades, a solução para a crise, a razão de ser do bom povo português!
Disseram-me que a selecção deste país é  a mais bem instalada em hotéis de super-luxo, a que mais dinheiro gasta, a mais perdulária. Não verifiquei a  informação, como não apurei da veracidade do tal decreto-lei de 1980, se foi ou não revogado. A possibilidade de me espantar com as coisas da política, a sociedade, está na razão directa da esperança que desconsigo acalentar, relativamente ao que quer que seja.

Acho todos os políticos uns farsantes (não o fossem, e perante esta ignomínia instalada, consentida, auto-legislada, já se teriam demitido ..). Para mim, o Estado que temos há muito deixou de ser pessoa de bem, as instituições, todas elas, só existem para nos tramar. O que queria, eu, era dispensar ad-eternum o governo como o fizeram os belgas, reduzir tudo a escombros e refazer do nada assim ao jeito dos islandeses. Pudesse eu, e obrigava os senhores deputado-legisladores, os senhores ministro-desavergonhado-ignorantes, os senhores presidente-aproveitadores mais os senhores banqueiro-usurários a provar das suas envenenadas receitas. Todos os dias me crescem ímpetos terroristas que insublimo em depressão, impotente.

Ah, mas não o grosso dos meus compatriotas! Os meus sempatriotas exultam com as promoções-pingo-doce em Dia do Trabalhador, os concursos da treta, a xaropada das novelas e dos reality-shows, o engodo do euro-milhões. Os meus sempatriotas, agora, respiram por balões de oxigénio: os festivais de verão, o mundial. Oh, sim, o mundial!!! Novos e velhos, desempregados e explorados, espoliados uns e outros de direitos, dignidade, futuro, os portugueses farão, por uns tempos, uma tábua muito rasa de toda a miséria última. Assim como um interregno na crise ou na vida mal-vivida. E da pressuposta penúria brotarão espectadores para os rock-in-rios, os super-bock-rocks, os estádios de futebol, contados em milhares, preços exorbitantes.
Esquecidos da crise, os portugueses que o são vestirão orgulhosos o vermelho e verde da sua bandeira, a tribo ululante do totem futebol, a crença que se apressarão a ostentar nas janelas nos carros nas ruas em arrobos de ultra-nacionalismo. E todos unidos neste opiácio fervor cantarão laudas à selecção que é a deles, gloriosa sempre, ainda que perca. Não interessa. Enquanto durar o circo, os milionários jogadores darão sentido às tristes vidas dos portugueses. Os ronaldos ronaldinhos e ronaldões são eles, o zé, o povo-povão. Falidos, mas ricos de devoção. Frenéticos de adrenalina e orgulho nacional-vá-se-lá-saber-porquê hão-de vitoriar os seus guerreiros de chuteiras, esses que hão-de exorcizar a bruxamerkl, a troikamalvada, o coelho dos passos bêbados e da equipa da treta, o bem-instalado silva, o secreta e o interpretativo relvas, as trapaças, os bpns e as lavagens suíças, os sorvedouros todos.
E viva o  futebol! O futebol  é  o nobre povo lusitano, nação valente, heróis do relvado, agora sim. Ele é a alma deles lavada de tristezas, a crise longe por uns tempos. 
Pois então corre, Portugal. É assim que vais longe, vermelho e verde, anestesiado como convém, e amarelo.
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01/06/12

um vice-presidente da ONU que eu prezo!

 

JEAN ZIEGLER DICE QUE ESPAÑA NO DEBE PAGAR LA DEUDA

Jean Ziegler * (Reuters)

 * vicepresidente del consejo consultivo de la Comisión de DDHH de la ONU.

“Vivimos en un orden mundial criminal y caníbal, donde las pequeñas oligarquías del capital financiero deciden de forma legal quién va a morir de hambre y quién no. Por tanto, estos especuladores financieros deben ser juzgados y condenados, reeditando una especie de Tribunal de Núremberg”. Con esta aplastante contundencia despacha Jean Ziegler, vicepresidente del Consejo consultivo de Derechos Humanos de la ONU, su particular análisis del actual momento histórico. 
ler mais
Jean Ziegler:

«Hay que multiplicar rápidamente las fisuras en el muro capitalista para derrumbarlo y crear un nuevo orden mundial más justo.» 
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 «La lucha de clases es absolutamente inevitable porque no se puede mantener el sufrimiento de forma permanente.»

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    02/05/12

    tristeza de povo!

    VERGONHA, QUE VERGONHA!! E não é só o Soares dos Santos ou a Jerónimo Martins, o despudor do Pingo Doce em Dia do Trabalhador!!. São também - SÃO SOBRETUDO! - os portugueses que pactuaram com a indignidade !!! E não me venham com justificações de falta de poder de compra: era preciso gastar pelo menos 100 euros para se ter o perverso desconto!!!

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    «Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril!»