- as imagens das colunas laterais têm quase todas links ..
- nas páginas 'autónomas' (abaixo) vou recolhendo posts recuperados do 'vento 1', acrescentando algo novo ..
Mostrar mensagens com a etiqueta falácias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta falácias. Mostrar todas as mensagens

11/04/13

fantástico!!! «Alemães são dos mais pobres da Europa»

o que vale é q a gente sabe q isto é tudo mentira!

Tenho amigos alemães, alguns professores como eu. Vejo bem as diferenças na qualidade de vida deles e da minha. Eles têm casa própria - como eu, só q a minha ainda está em dívida ao banco..

De resto, esta 'estória' da casa própria (e do indicador de 'riqueza' que ela supostamente representa) 'tira-me do sério'.. O BCE pode não estar a par, mas nós sabemos que, durante pelo menos duas décadas, não houve praticamente casas para alugar em Portugal - nomeadamente e sobretudo na zona de Lisboa - e, se as havia, tinham rendas muito superiores às prestações bancárias resultantes de um empréstimo. Daí que, no caso concreto do nosso país, se possa quase dizer que ter casa própria (a maior parte delas hipotecada aos bancos!!)  é, sim, um indicador de POBREZA!

------------------------------

Estudo:
Alemães são dos mais pobres da Europa... conclui BCE 

Os alemães são um dos povos mais pobres da Europa, ainda mais do que os gregos, espanhóis ou italianos, de acordo com uma conclusão surpreendente de um estudo realizado por várias divisões do Banco Central Europeu (BCE).

a pobre alemã
O Departamento de Pesquisa de Finanças e Consumo do BCE analisou a riqueza das famílias de alguns países chave da zona euro e concluiu que os alemães são um dos povos mais pobres da Europa, ainda mais pobres do que os gregos, espanhóis ou italianos. 

De acordo com o estudo, “a composição da riqueza líquida é primeiramente impulsionada por activos reais”, sendo que o principal componente é a posse de imóveis. 

Os quatro países identificados onde não se verifica uma elevada taxa de detenção de imóveis, não experimentaram um aumento significativo dos preços das casas, e, nesses Estados a riqueza líquida parece marcadamente mais ligeira, como é o caso da Alemanha, que é considerada “mais pobre” em termos de riqueza líquida do que alguns países sob programas de resgate financeiro. 

O estudo analisou a taxa de detenção das famílias no que respeita cinco categorias de activos: casa própria, outros imóveis, veículos, objectos de valor e negócios próprios. 

No final, os alemães são os que apresentaram as menores taxas entre todos os países analisados. O estudo revela mesmo que a Alemanha tem uma das taxas mais baixas ao nível da posse de residência própria e também uma das mais baixas no que respeita a posse de outros bens imobiliários. 

O estudo do BCE revela ainda que Grécia, Chipre e Espanha apresentaram taxas mais elevadas nas cinco categorias de activos sob análise e, assim, um maior nível de riqueza. 
-- fonte

16/01/13

Uma nota para Moedas

Houvesse muitos como ele,  dessem-lhe as televisões tempo de antena regular em horário nobre, ouvissem-no e lessem-no um muito maior número de pessoas, e esta treta deste país nunca tinha chegado ao que chegou! 
Santana Castilho não se deixa enganar por relatórios pomposos, ao contrário do que acontece à social-pacovice nacional. 
Tenho-o dito e repito-o: Santana Castilho é de uma precisão absolutamente cirúrgica nas suas análises: os números não mentem - e ele parece conhecê-los todos! As fontes estão lá, inesgotáveis, para quem tenha a veleidade de o contradizer. Um Homem assim, informado, inteligente, ousado, transparente e comprometido com o que é justo, racional, verdadeiro e humano, transformaria pelo menos a consciência que o 'Zé -Povo' tem das coisas. 
Assim lhe dessem a visibilidade que merece e de que o país precisa. 
Assim muitos mais o ouvissem e lessem..


no Público de 16 de Janeiro de 2013

por Santana Castilho *

Uma nota para Moedas

Como estaria a educação nacional se tivéssemos um curriculum coerente, de alto a baixo? E se o modelo de gestão das escolas atraísse os melhores? Que teria acontecido se a política educativa privilegiasse a cooperação, que une, em detrimento da competição, que divide? E se os professores fossem respeitados, que não vilipendiados? O exercício dicotómico que esbocei prolongar-se-ia longamente, opondo o que é ao que poderia ser. Mas porque não aconteceu cada metade de cada pergunta, os putativos resultados permanecerão no campo da dialéctica. Diferente é o que está apurado e passou a factual. É por isso que o relatório do FMI está mal feito. Nesta crónica, que é uma nota para Moedas, apontarei alguns dos muitos erros que tornam mau aquilo que Moedas diz que é bom. E porque nem eles, técnicos, nem ele, político, podem ignorar a verdade, concluirei dizendo que uns e outro foram desonestos. Eles, intelectualmente. Ele, politicamente.

Diz o relatório, a abrir (p.58), que o sistema de educação em Portugal perde por comparação com os demais países da Europa, no que toca à relação entre os custos, por referência ao PIB, e os resultados. O relatório diz que gastámos, em 2010, 6,2 por cento do PIB. Está errado. Gastámos cinco, inferior à média da UE. Mas, porquê 2010? Depois de tanta avaliação e tantas missões, estes mafarricos não conhecem o valor actual, que se cifrará por volta dos 3,8 por cento? A afirmação é falsa e particularmente grave, por coexistir com a recente divulgação dos resultados de dois dos mais credíveis instrumentos de notação dos sistemas de educação: o TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Como, aliás, referi no meu último artigo [ver aqui], Portugal foi o país que mais progrediu no ensino da Matemática e o segundo que melhores resultados obteve no que toca às ciências. Que mundo observam estes peritos? Linhas à frente, afirmam que nos dois últimos anos o Governo melhorou a avaliação dos professores. Saberão que nesse tempo a coisa não mexeu, simplesmente hibernou?

Afirma o relatório (p. 61) que é evidente que o custo por aluno nas escolas privadas é inferior ao das públicas. Cita os dois estudos recentemente divulgados, o do Tribunal de Contas e o do grupo de trabalho designado pelo MEC. Mas só utiliza as conclusões do primeiro, aliás com validade condicionada pela própria autoria. Diligentemente, manhosamente, como se os colonizados fossem estúpidos e não simples vítimas de meliantes da mesma ideologia, o relatório escamoteia as conclusões do segundo estudo. Porquê? Porque essas conclusões dizem que 80 por cento das turmas financiadas pelo Estado ao privado têm um custo superior às públicas, de cerca de 15 mil euros. Porque, de outro modo, não poderiam sugerir a privatização do ensino. Demasiado baixo. Mesmo má moeda.

Recomenda o relatório (p. 63) o aumento das propinas no ensino superior. Mas mostra a realidade que os valores cobrados já são dos mais elevados da Europa, apesar de termos um rendimento per capita dos mais baixos e a carga de impostos mais alta. Dado o tom de sofisticação analítica que 24 quadros, cinco tabelas e duas caixas emprestam ao documento, seria de esperar um quadro comparativo com os valores cobrados no espaço Europeu. Como convém a recomendações pré-ordenadas, o documento é aí omisso. Como estamos a ver, a ocultação cirúrgica e a distorção mascarada de tecnicidade são figuras de estilo do relatório. 

Exemplos similares podem ser abundantemente colhidos se deslocarmos a análise para as áreas da saúde ou segurança social e evidenciam que o relatório não conclui como corolário de uma exposição sequencial de factos. Antes, manipula números para forçar um preconceito, qual seja o de apontar o Estado social como o responsável pela crise. E não é. As despesas sociais pesam 19 por cento no PIB português, enquanto a média da zona Euro se cifra nos 21 por cento. A crise resulta da acumulação de erros políticos, nossos e da Europa. Só se resolve à escala transnacional, com crescimento económico. Se este relatório colhesse crédito, os países escandinavos seriam miragem. E não são. Existem.

Sem negar a importância dos dados quantitativos, temos que ter bem presente que a realidade, particularmente nas áreas sociais, não é redutível à simples linguagem numérica. Porém, quando intencionalmente distorcemos a realidade e por via da manipulação dos números, ocultando aqui, distorcendo ali, pretendemos modificar a percepção que os outros têm dela, resvalamos para o campo da canalhice. Em tempo de protectorado humilhante, importa redobrar a atenção cívica aos canalhas e aos colaboracionistas. 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt) 
.

23/07/12

o particular é q está a dar!

...
de Franz Marc (esticada)
e não pensem que é de agora! Relativamente aos exames, há um factor de que raramente se fala e que se prende com quem e como (se) faz a vigilância. Vão por mim, sei do que falo: há quem vigie - mesmo - e quem .. Dos colégios particulares ouvi repetidamente (e tem a credibilidade inerente ..) que há professores que ditam as respostas aos alunos.. 

Enfim, leiam a notícia, que por sinal não se prende com vigilâncias.. e, se puderem, ponham os vossos filhos no privado. Assim como assim, tão subsidiado está um como o outro, ou quase ..

 

Estudo conclui que alunos do particular têm sido beneficiados

jornal Público
23.07.2012 - 12:02 Por Clara Viana

Esta conclusão tem por base a diferença entre a média que os alunos obtêm nas provas nacionais (classificação externa) e aquela que lhes é atribuída nas suas escolas de origem (classificação interna), dados que também estão disponíveis nas bases de dados dos exames. Depois de compararem os dados existentes entre 2002 e 2010, os investigadores Tiago Neves, João Pereira e Gil Nata verificaram que estes mostram "que de forma sistemática existe um padrão de diferença entre a classificação interna e a classificação externa que tem favorecido os estudantes das escolas privadas", explicaram ao PÚBLICO. "Este facto é particularmente acentuado nas classificações onde mais se joga o acesso ao ensino superior", sublinham.  --------   ler mais
.