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27/03/13

sebastianismo de pernas para o ar

27 de março de 2013,
aqui
por Daniel Oliveira  

O regresso de Sócrates: sebastianismo de pernas para o ar 


Regressado de uma ausência de dez dias, contava encontrar o País a descutir a situação no Chipre (assunto que se debatia e que eu próprio tratei no "Expresso" quando parti) ou a situação em que Portugal ficará quando o Tribunal Contitucional tornar este Orçamento inviável (que só pode ser resolvida com a queda do governo). Afinal a excitação era o regresso de José Sócrates pela mão da RTP de Miguel Relvas. Sobre as razões de Sócrates para aceitar tal convite e os efeitos que este terá no PS já demasiadas teorias da conspiração floresceram. Prefiro concentrar-me nas reações a esta notícia e nas suas razões profundas. E de caminho fazer um último (seria bom que fosse o último) balanço da governação socrática. 

Morais Sarmento, ministro do governante que abandonou um País porque lhe ofereceram um melhor lugar na Europa, definiu o regresso de Sócrates como sinal de ser um "homem sem vergonha". Medina Carreira, que grita hoje exatamente o oposto do que antes gritava sobre a austeridade, acompanhou o coro. Esther Mucznik veio mesmo comparar a contratação de Sócrates pela RTP com a exibição de um cartaz de Hitler numa escola, usando a pornografia argumentativa para apelar à censura. E há até uma petição, lançada por um líder local do CDS, contra a contratação de Sócrates como comentador político. 

Tenho todas as dúvidas sobre as vantagens desta nova moda de ex-líderes partidários serem comentadores políticos. Mas esta absoluta originalidade nacional parece ter aceitação pública. Se assim é, não vejo porque sejam as opiniões de Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa ou Francisco Louçã mais merecedoras de atenção do que as de José Sócrates. Se houvesse alguma dúvida sobre a relevância das opiniões de Sócrates ela estava respondida pela excitação que tal anúncio provocou. Alguém perdeu cinco segundos a debater o facto de Santana Lopes ser comentador televisivo? A televisão pública podia ter Marcelo a fazer comentário político e não pode ter Sócrates? Agora a censura faz-se através de petições? Só temos direito a ouvir quem um determinado grupo de pessoas aprecia? 

Opus-me ao governo de Sócrates e não me arrependo de o ter feito. O seu estilo autoritário; a sua falta de consistência política, que tantas vezes o fez ziguezaguear; a sua táctica de dividir para reinar, transformando, à vez, funcionários públicos, professores, profissionais liberais, juízes e sindicatos em culpados pelos males do país, isolaram-no. Teve, no entanto, uma vantagem sobre a maioria dos seus antecessores: foi a votos e aceitou os custos da sua derrota. Ao contrário de Soares, Cavaco, Guterres ou Durão Barroso, não deixou para outros o papel de cordeiros para sacrifício. Se há virtude que valorizo é a coragem. E essa ninguém consegue negar a José Sócrates. 

Os seus PEC's foram os preliminares da política que está a esmagar o País. E só tarde demais parece ter percebido como a política de austeridade só nos poderia enfiar num buraco. Não, o seu erro não foi aumentar a dívida, que, como qualquer pessoa informada e séria sabe, resultou do aumento dos juros a partir de 2008, fruto da crise internacional. As leituras simplistas sobre a crise portuguesa ainda poderiam ser toleradas há dois anos. Agora, com tudo o que sabemos sobre o que se passa na Europa e sobre os efeitos da austeridade em Portugal, elas só podem ser repetidas por má-fé. 

Como quase todos os governantes, Sócrates fez coisas boas e coisas más. É ele o principal responsável pela abertura de novos mercados para as nossas exportações, que o atual governo usa como a única bandeira que sobra de alguma esperança para o País. Foi ele que, por impreparação ou cegueira, foi incapaz de ver, a partir de 2008, os sinais do que aí vinha. Foi ele que, nas negociações com a troika, ainda deu alguns sinais de querer defender alguns interesses nacionais, enquanto Passos e Catroga jogavam tudo na intervenção externa, que inevitavelmente levaria a uma crise política que lhes daria acesso ao "pote". Foi ele que fez tudo para enfraquecer a sociedade civil e degradar o ambiente democrático que agora tanta falta fazem para resistir aos abusos de poder de quem nos governa. Sócrates foi, na minha opinião, um mau primeiro-ministro. Mas não foi o responsável pela crise económica portuguesa, grega, cipriota, italiana... 

A minha dúvida é esta: porque causa José Sócrates tanta urticária? Ao ponto de tanta gente, passados dois anos do início de um massacre social levado a cabo pelos que diziam que já chegava de sacrifícios, nem o querer ver na televisão. Três razões. 

A primeira: foi com ele que a troika entrou em Portugal, que a crise desabou sobre os portugueses e que chegámos a um beco sem saída. Esta é a razão respeitável e compreensível. 

 A segunda: Sócrates tem um estilo que os portugueses não apreciam e que, no centro-esquerda, é raro. É direto, truculento e combativo. Esta é a única razão porque tenho, apesar de nunca ter votado nem alguma vez me imaginar a votar nele, alguma admiração pela figura. Antes um Sócrates desagradável do que vinte Cavacos sonsos e trinta Passos melosos. Sócrates semeou, por boas e más razões, muitos ódios e paixões. E isso apenas quer dizer que existiu. Deus nos livre de políticos consensuais ou indiferentes. 

A terceira: com o PS dominado pela moleza de quem o dirige e a indecisão de quem gostaria de o dirigir, o regresso de Sócrates assusta. Por concentrar o debate num passado que se quer esquecido ou por mostrar a ineficácia do atual líder do PS e dos seus supostos opositores internos. Tanto faz. 

Fui opositor de Sócrates. Foi a sua paixão pela "terceira via" de Tony Blair (o suicídio ideológico da esquerda), o seu entusiasmo acrítico pelo Tratado de Lisboa (a última machadada no projeto europeu), o seu estilo autoritário (um pecado em democracia) e os seus PEC's (que aceleraram a crise) que me levam a não simpatizar com o seu legado. Mas não faço coro com os que o criticam por supostamente ter defendido o investimento público (que a União Europeia aconselhou aos Estados membros até à 25ª hora) ou por alegadamente ter tentado adiar a intervenção externa que se adivinhava trágica. Seria, da minha parte, uma desonestidade política. 

Não faço coro com o antisocratismo dos que sempre sonharam com a revolução neoliberal que está a destruir este País. Porque sei que a demonização do anterior primeiro-ministro apenas dá jeito a quem não quer assumir as responsabilidades das decisões que agora toma. 

Escrevi, quando Sócrates era primeiro-ministro: "E tudo se resume a livrarmo-nos de Sócrates. São sempre tão simples os dilemas nacionais: encontra-se um vilão, espera-se um salvador. Sócrates foi um péssimo primeiro-ministro? Seria o último a negá-lo. Mas, com estas opções europeias e a arquitetura do euro, um excelente governo apenas teria conseguido que estivéssemos um pouco menos mal. Só que discutir opções económicas e políticas dá demasiado trabalho. Discutir a Europa, que é 'lá fora', é enfadonho. É mais fácil reduzir a coisa a uma pessoa. Seria excelente que tudo se resumisse à inegável incompetência de Sócrates. Resolvia-se já amanhã". Não retiro uma palavra. Até porque o presente mostra como tinha razão.

União Europeia morreu em Chipre

por VIRIATO SOROMENHO MARQUES
Ontem
aqui

Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. 
A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. 
Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. 
Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.

Há quem nos diga que os porcos voarão

Público,
27/3/2013
por Santana Castilho *

Há quem nos diga que os porcos voarão

1. Quando, em dois de Janeiro passado, antecipei nesta coluna o descambar da situação do país, logo no fim do primeiro trimestre da execução do orçamento de 2013, não fui original. Tão-só acompanhava a voz dos que não acreditavam que algum dia os porcos voassem. Aumentou o desemprego. Cresceu o défice e a dívida. Galoparam a recessão e o sofrimento dos portugueses. E, enquanto a realidade evidencia que nenhum problema foi resolvido e todos se agravaram, há quem diga, de cara dura, que é uma questão de tempo, que sim, que os porcos voarão. 

2. Crato regressou da sua viagem à volta da Terra, em 14 dias, depois de a troika ter aviado a sétima avaliação. Fez bem. Assim, a troika decidiu por ele, sem lhe perguntar se concordava com a chuva. Nada do que se passa, aliás, depreende-se das declarações do ministro à chegada, tem a ver com ele, porque, disse, “… o mundo está a mudar muito depressa …”, “… a situação política é volátil …” e, além disso, “… não há nenhum ministro que decida tudo por si…”. Querem razão mais científica e tempo mais propício para um saltinho à China, Chile e Brasil? 

3. E que se passa, afinal? 

Em Março de 2010, sob a epígrafe “Europa 2020 – Estratégia para um Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo”, a Comissão Europeia desenhou um plano de revitalização da sua economia, que considerava indispensável diminuir a taxa de abandono escolar precoce para 10 por cento e elevar para 40 por cento a dos diplomados com o ensino superior, na faixa etária dos 30 aos 34 anos. 

Dados estatísticos, recentemente divulgados por David Justino, no âmbito de um trabalho que desenvolve no seio do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, revelam que a Taxa de Abandono Escolar (percentagem de jovens dos 10 aos 15 anos, que nunca frequentaram o ensino básico ou que o abandonaram sem concluir o 3º ciclo) se cifra em 1,7 e que a Taxa de Abandono Precoce (percentagem da população com idade compreendida entre os 18 e os 24 anos, que não frequentou o ensino secundário ou o abandonou sem o ter concluído) se fixa em 27,1. Estes dois indicadores, expressos em números absolutos, significam, respectivamente, 11 mil 417 e 220 mil 472 indivíduos. 

Pois é neste contexto que o Governo anunciou a passagem ao regime de mobilidade especial, modo eufemístico de mascarar o despedimento posterior, de 10 mil professores, que se somam aos 15 mil já dispensados este ano, tudo a acrescer a uma perda de rendimento da classe (considerado o aumento da carga horária) da ordem dos 30 por cento e a um concurso, em preparação, a reger por regras próprias dos tempos feudais. É sem uma réstia de pensamento estratégico para a Educação nacional e políticas centradas na destruição acéfala do que se conseguiu, e foi muito, apesar dos erros, que procuramos o futuro? É com professores mal pagos (não me venham contradizer com dados da OCDE, inflacionados por níveis salariais do último escalão da grelha salarial congelada, onde não há um único professor, e referidos a tempos anteriores aos cortes brutais dos últimos anos), apavorados pela ameaça do desemprego, desnorteados pela legalidade em construção, que lhes pode fixar o local de trabalho a mais de 300 quilómetros da residência e os sujeita a mais ignominiosas iniquidades, sempre introduzidas por cada uma das sucessivas alterações aos diplomas de concurso, sem visão de conjunto, que ajudaremos a economia a endireitar-se? É lançando na selva do mercado de trabalho jovens sem as qualificações básicas exigidas pela Europa, que combatemos a sua taxa de desemprego, a rondar já os 50 por cento? É cruzando os braços ante mais de dois milhões de activos, que não concluíram o ensino secundário, que melhoraremos a competitividade da nossa economia? Resolveremos o défice e a dívida cortando, sem critério nem visão, no essencial, a educação e a formação de um povo? Obliterados pela pressão do urgente, continuaremos a regredir no importante? 

Num estudo recente promovido pela Comissão Europeia, Portugal e Roménia são os únicos estados que reduziram as despesas públicas com a educação, em percentagem do PIB. Consignando-lhe 3,8 por cento de um PIB que caiu para valores próximos dos 152 mil 156 milhões, quando, em 2010, gastávamos 5 por cento de um PIB que se cifrava em 167 mil e 500 milhões, Portugal reduziu, neste curtíssimo período, 2 mil 594 milhões de euros com a educação. No memorando assinado com a troika, em Maio de 2011, fixavam-se os cortes em 195 milhões, em 2012, e 175 milhões, em 2013. A resposta às perguntas que formulei acima foi dada pela comissária europeia para a Educação, quando apresentou o estudo: “Se os estados-membros não investirem suficientemente na modernização da educação e das competências, ficaremos aquém dos nossos concorrentes mundiais e será mais difícil combater o desemprego juvenil”. 

 * Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

25/03/13

ARREBATADA
foto daqui

Eu não quero a ternura
quero o fogo
a chama da loucura desatada

quero a febre dos sentidos
e o desejo
o tumulto da paixão arrebatada

Eu não quero só o olhar
quero o corpo
abismo de navalha que nos mata

quero o cume da avidez
e do delírio,
sequiosa faminta apaixonada

Eu não quero o deleite
do amor
quero tudo o que é voraz

Eu quero a lava

Maria Teresa Horta

19/03/13

dívidas e dilemas

· Ontem

"ESPERAM-VOS 15 ANOS DE ESTAGNAÇÃO

SE NÃO HOUVER PERDÃO DE DÍVIDA"

O professor de Economia de Harvard, que avisou em 2009 sobre a inevitabilidade de crises de dívida na sequência da crise financeira, em entrevista ao Expresso, considera as políticas de austeridade, que estão a ser seguidas na zona euro, como condenadas a serem revistas, pois caso prossigam empurrarão os países "periféricos" para mais de uma década de estagnação e para situações sociais insustentáveis, além de não resolverem o problema do sobre-endividamento.
 
Fala de um dilema que se colocará, mais tarde ou mais cedo, aos próprios alemães: ou terão perdas por via de recessões e crises na zona euro, ou terão de assumir as perdas das dívidas. O que implicará usar outras ferramentas para resolver o problema do sobre-endividamento, como parcialmente já começou a ser feito na Grécia.

A história do sobre-endividamento na Europa em épocas passadas e da forma como se lidou com o problema dá pistas para enfrentar a situação atual, se não se sofrer de amnésia ou se não se permanecer em estado de negação.

Chipre vs Portugal

19.03.2013 
18:23 
- notícia e imagem  daqui
Parlamento do Chipre rejeita taxa sobre depósitos bancários no âmbito do Plano de Austeridade  


*

«São um país muito, mas mesmo muito mais pequeno do que Portugal. Chipre. O seu Parlamento acaba de bater o pé à troika. Nem um, um só, voto a favor do imposto sobre os depósitos. 
Os nossos três partidos do “não há alternativas”, a sua corte de comentadores e o seu eleitorado crónico vão ter muitas dificuldades em digerir isto. Quem sistematicamente se ajoelha diante da Alemanha e dos senhores da troika não o faz pela reduzida dimensão do país. Comprovadamente, ou o fazem por falta de coluna vertebral, ou então, e não é nada melhor, por servirem outros interesses que não os do povo que representam. 
Felizmente que por cá também temos alguns deputados com coluna vertebral e que não viram a cara à luta na defesa do seu povo, mas são uma minoria. Pode ser que um dia todos sejam como no Chipre. Está nas mãos dos portugueses aprenderem a escolher melhor os seus representantes. No dia em que o fizerem, seremos novamente donos dos nossos destinos. »
publicado por Filipe Tourais,
aqui

*
img daqui

fraudulentos e impunes

 "Aprendamos um pouco, isso e o resto, o próprio orgulho também, com aqueles que do chão se levantaram e a ele não tornam, porque do chão só devemos querer o alimento e aceitar a sepultura, nunca a resignação" 
José Saramago in "Levantado do Chão" 

9.710.539.940,09 EUROS 
- É O VALOR DA FRAUDE DO BPN!

http://indignadoslisboa.net/2013/03/13/voces-podem-cancelar-a-divida-por-eric-toussaint-entrevistado-por-despina-papageorgiou/ 


Há, ou não HÁ, alternativas?

'vendo-o' como o 'comprei' ..
recebido via e-mail:

Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013 ?!... 

PROPOSTAS DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras:
  • Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +/- 43.000.000,00€ 
  • Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +/- 7.600.000,00€ 
  • Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +/- 8.000.000,00€ 
  • Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +/- 2.000.000.00€ 
  • Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +/- 40.000.000,00€.
  • Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€. 

Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança:
  • Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€ 
  • Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00€ 
  • Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +/- 5.000.000,00€ 
  • Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e POUPARÃO em Administrações +/- 7.000.000,00€ 

Há, ou não HÁ, alternativas?

13/03/13

Quando o director-geral é amigo do ministro, fica dispensado de cumprir a lei?

Público,
13 de Março de 2013

por  Santana Castilho *

Quando o director-geral é amigo do ministro, fica dispensado de cumprir a lei? 


A última manifestação, de 2 de Março, expôs, na rua, o isolamento do Governo. Gaspar e Passos são hoje figuras grotescas, que a maioria dos portugueses detesta. Arrogando-se de uma infalibilidade destroçada pelo incumprimento sistemático de todas as previsões e de todas as metas a que se propuseram, custasse o que custasse, comportam-se como autistas políticos e sociais. São colaboracionistas perfeitos, porque estão sempre mais à frente que as exigências dos ocupantes, convencidos de uma inevitabilidade que vai juncando o seu caminho de vidas destroçadas. Este caldo de cultura política insensata propala-se, como mal endémico, aos “ajudantes” e, destes, às terceiras, quartas e a todas as linhas da penúria administrativa e burocrática que gera. Segue-se a permissão clássica para os fiéis calcarem a lei e transformarem o Estado de direito no Estado dos amigos. Façam o favor de visitar dois exemplos, que medram no condado de Crato, com perfeito e cabal conhecimento de destacados cortesãos: 

1. Desde Julho de 2011 que a inépcia do Ministério da Educação e Ciência permitiu que transitasse para os tribunais aquilo que tinha obrigação de ter resolvido num minuto. Durante um ano e meio, o cargo de director do Agrupamento de Escolas de Dr. João Araújo Correia foi usurpado pela acção de um impostor e pela omissão de vários serviços do ministério. O director faleceu ainda na pendência de um recurso e já não conheceu a decisão definitiva da Justiça, que mandou repetir o processo, com a sua exclusão do concurso. Vejo, perplexo, que o Conselho Geral do Agrupamento, que deve dar cumprimento à decisão judicial, é presidido por um recém-condenado a prisão, com pena suspensa, e envolvimento activo nos antecedentes. O Ministério da Educação e Ciência assiste com candura celestial. O meu prognóstico é que tudo vai voltar aos tribunais, sob o conveniente sono eterno da tutela. 

 2. Tenho à minha frente a documentação de uma cena canalha, ocorrida a 26 de Setembro de 2012, na Direcção-Regional de Lisboa e Vale do Tejo, presidida pelo Dr. José Alberto Duarte, agora director-geral dos Estabelecimentos Escolares. Por incompetência dos serviços, foi mandada apresentar à Junta Médica uma professora já aposentada, sobre a qual, obviamente, o ministério não tinha poder hierárquico. Apesar disso, a professora compareceu, com o relatório médico pedido e o respectivo dossier clínico. A presidente da junta recebeu-a aos gritos. Recusou ver o dossier clínico. Sem deontologia mínima, pôs em causa o relatório do colega e a especialidade do mesmo. Ignorante, fez exigências que a Lei não permitia. Malcriada, tratou com desumanidade uma cidadã fragilizada por doença grave e prolongada. Juntou-se ao festim uma funcionária administrativa, tão rude e ignorante como a médica. A professora reagiu. No acto e posteriormente. Requereu ao director-regional a instauração de um processo de inquérito, para apuramento de responsabilidades. Narrou e denunciou a forma bizarra de funcionamento daquela Junta Médica, que chegou com uma hora de atraso para atender cerca de meia centena de professores doentes, todos convocados para a mesma hora. Questionou a relevância de pseudo exames, que duram dois a três minutos. Denunciou a falsificação grosseira de um documento, feita à sua frente, sem qualquer pudor. Protestou conhecer os nomes dos membros da Junta, designadamente da presidente (desconhecidos nos serviços, inclusive pelo próprio Chefe de Divisão) com o intuito, que referiu, de apresentar queixa à Ordem dos Médicos. Requereu informação sobre a entidade contratada, os termos contratuais precisos e preço em que assentou o negócio público que permitiu o funcionamento daquela junta médica, cujo conhecimento público permanece escamoteado, ao arrepio das normas vigentes. O silêncio foi a resposta. Dois meses volvidos, a professora invocou o Código do Procedimento Administrativo para saber do andamento do processo. Citou os termos precisos dos preceitos legais que estavam a ser violados, nomeadamente o direito de obter resposta no prazo máximo de 10 dias. Advertiu o então director-regional para o boicote em que incorria ao exercício de direitos que assistiam à reclamante. Mais dois meses de silêncio. A professora deduziu, então, queixa disciplinar, junto do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, contra o Dr. José Alberto Duarte, entretanto promovido a director-geral dos Estabelecimentos Escolares. E voltou a requerer as informações sistematicamente sonegadas. Já lá vai mais um mês de mudez oficial. Agora temos mais um prevaricador. Quem se julgam estes figurões? Quando o director-geral é amigo do ministro, fica dispensado de cumprir a lei? 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

08/03/13

Mulher

da Wikpedia, um artigo muito completo:

Mª Fonte- jd. Teófilo Braga, Lx
Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral.
A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis que se lhe seguiram de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.
Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) por uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte.  

Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta.  --- ler mais

*
Durante a Revolução da Maria da Fonte, o maestro Ângelo Frondini compôs um hino popular conhecido por Maria da Fonte ou Hino do Minho, que continua a ser a música com que se saúdam os ministros portugueses, sendo utilizado em cerimónias civis e militares. -- fonte
  
Hino da Maria da Fonte: música: Angelo Frondoni (1812-1891) 
letra: Paulo Midosi (1821-1888)
voz: Vitorino

A letra de Paulo Midosi Júnior (ele próprio muito confundido na internet..) foi sofrendo variações ao longo dos tempos; tantas, que não é fácil perceber-se qual a original (na web, os mesmos sítios que a publicam apontam depois para uma versão cantada que é diferente..). Também a Maria da Fonte (que poderão ter sido muitas Marias!) se transformou numa personagem mais ou menos nebulosa da história portuguesa, havendo várias versões, muitas delas contraditórias. Na pesquisa, aprendi, pelo menos, duas coisas:
- a revolução da Maria da Fonte vai muito além de uma questiúncula sobre onde enterrar os mortos (o que me ficou do que me foi ensinado no liceu) .. 
- houve em Portugal, em 1822, uma Constituição revolucionária que «marcou uma tentativa de pôr fim ao absolutismo».. Ainda assim, com dois "pecados capitais": não permitia a liberdade de culto religioso; vedava o direito de voto (para eleição dos parlamentares) às mulheres, entre outros descriminados.
.
da Wikipedia,
A Constituição portuguesa de 1822 foi resultado dos trabalhos das Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa de 1821-1822, eleitas pelo conjunto da Nação Portuguesa - a primeira experiência parlamentar em Portugal, nascida na sequência da revolução liberal de 24 de Agosto de 1820, no Porto. -- ler mais
Cartismo é a designação que se deu em Portugal à tendência mais conservadora do liberalismo surgido após a revolução de 1820, centrada em torno da Carta Constitucional de 1826, outorgada por D. Pedro IV numa tentativa de reduzir os conflitos abertos pela revolução, dado o seu carácter menos radicalizante do que a Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1822.    -- ler mais
*
As sete Mulheres do Minho, de Zeca Afonso,
cantada por Faltriqueira e Dulce Pontes 
.
 


da Biblioteca Nacional, aqui:
AUTOR(ES): Frondoni, Angelo, 1812-1891; Midosi Júnior, Paulo, 1821-1888, co-autor; Casa Moreira de Sá (Editores de música), ed. com. 
TÍT. UNIF.: Hino do Minho, V, pf 
ASSUNTOS: Hinos políticos -- [Música impressa] ; Música para canto e piano -- Séc. 19 

do Dicionário Histórico de Portugal, aqui :
Camilo Castelo Branco escreveu um livro com o título Maria da Fonte, que trata minuciosamente deste assunto. 
São também interessantes os Apontamentos para a historia da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte, pelo padre Casimiro. 
Na Biblioteca do Povo e das Escolas, o n.º 167 é a história da Revolução da Maria da Fonte, pelo Sr. João Augusto Marques Gomes. 
Um dos primeiros trabalhos do romancista Sr. Rocha Martins intitula-se Maria da Fonte.
.

Mulher

Não é nenhuma das da foto, mas estará certamente entre elas. Comovi-me quando a ouvi ontem na TVI, a tristeza, a determinação tantas :
mais fotos aqui
«Chávez, 
¡Estoy aquí con las botas bien puestas, negro! 
Aquí estoy siguiendo amándote, 
siguiendo tus pasos, 
¡siguiendo lo que me enseñaste de la revolución!»

Mulher

...
com M bem grande, esta que aqui faz uma intervenção sentida e inteligente, poética e filosófica, objectiva, acutilante: os jovens e a história, o país e as políticas, o futuro incerto ..
.
Published on 5 Mar 2013
Declarações de Joana Manuel, Actriz, no quadro da Conferência Nacional - Em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido, dia 23 de Fevereiro de 2013 no auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa

07/03/13

o adeus a um amigo ..

(foto: Reuters),cortejo de acompanhamento a Hugo Chávez
.. e, em minha opinião, a foto diz tudo ..

Penso num exercício daqueles: "descubra as diferenças" e imagino o funeral do Passos Coelho:
- em vez do vermelho, a cor dominante seria, obviamente, o preto -- não necessariamente de luto; de circunstância;
- em vez de uma multidão quase engolindo o carro funerário, como se quisessem abraçá-lo, guardá-lo consigo, haveria uma série de guarda-costas a não deixarem aproximar-se o povo enfurecido - e eufórico. 
Calculo que os seus 13 motoristas também marcassem presença ..
A Grândola ia provavelmente ouvir-se.
Pairando sobre o caixão, numa dança frenética, estariam os fantasmas de todos os mortos de fome e de frio, dos que se suicidaram porque já não aguentavam tanta agressão e tanto de nada esperar, dos que mataram a família em estado de desespero e de loucura, as mães e os pais despojados deste país, os filhos, os avós.

*

Milhares nas ruas no início da despedida a Chávez

 *

Empresas portuguesas reagem à morte de Hugo Chávez

«As autoridades locais têm uma força enorme. E o povo é que manda; quer dizer, o povo manda..»-- Horta Osório, presidente da Electricidade Industrial Portuguesa- ouvir aqui
.

e não se pode .. impeachá-lo?!!

.. E, digam-me lá,
POR QUE É QUE ESTE (.. ? ..) NÃO SE DEMITE ?!
E o Relvas, e o Coelho, e o Gaspar, e o Crato, e etc?

Nahhh (..), eu respondo:
'mamistas' AGARRADOS AO TACHO enquanto a gente deixar,
gente sem vergonha e sem dignidade, pois que outras justificações?


Tugaleaks: Cavaco a trabalhar

um dos do anedotário nacional ..


«Cavaco Silva anunciou nesta quinta-feira na sua página no Facebook que vai explicar no próximo sábado “como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos”.
O Presidente da República não dará, porém, essa explicação de viva voz.(...)
Acrescentou que “Há uma relação inversa entre o protagonismo mediático de um Presidente da República e a sua capacidade de influência nas decisões políticas.” Cavaco argumentou que ninguém sabe disso melhor do que ele, uma vez que ninguém tem a sua experiência de dez anos como primeiro-ministro a que se somam sete como chefe do Estado. » - notícia completa aqui

Pois. A gente viu / está ver como ele é digno de respeito, confiança, etc .. O SEU, NÃO É EXEMPLO PARA NINGUÉM! E as 'explicações', está claro, dispensamo-las!
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Lili Caneças em versão masculina, ou o regresso de Américo Tomás


contrariando a alegada LEGITIMIDADE,
preâmbulo: 
Cavaco Silva foi reeleito para um segundo mandato como Presidente da República com 2.209.227 votos, num universo de 4.431.849 votantes. (...) estavam inscritos para votar nas eleições presidenciais de 23 de janeiro 9.435.050 eleitores  (fonte)
As eleições de hoje [23/01/2011] tiveram uma abstenção recorde em presidenciais - 53,37 por cento. Votos brancos e nulos também atingiram pico histórico. (fonte)
- fonte: (...) foram apontados "erros" e "incorreções" no apuramento, designadamente a omissão de cerca de 120 mil eleitores e 60 mil votos no distrito de Setúbal e a contabilização a mais de 40 mil eleitores e 20 mil votos em Viseu. [... estranho ... enquanto se retiram eleitores de Setúbal, acrescentam-se em Viseu .. o 'Cavaquistão', lembram-se?]



img daqui

O Presidente emitiu uns sons que não podem deixar de ser escutados

por Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
daqui


O Presidente da República tem poucos poderes. O da palavra é um deles. E em momentos de crise deve usá-la com cautela mas eficácia. O Presidente saiu de casa ao fim de mais de um mês. Que se saiba, não estava de férias. Ia dizer que nós não lhe pagamos para viver num palácio. Pagamos-lhe para fazer política. Mas não é verdade, porque nós não pagamos ao Presidente da República. Num ato de enorme elevação institucional e respeito pelo cargo que ocupa, o Presidente preferiu ser pensionista, porque sempre recebia mais. Pouco, no entanto, já se sabe. Será que já aderiu aos "Indignados do Pinhal"?
Dizia eu que o principal poder do Presidente é a palavra. E Cavaco Silva foi finalmente à rua (o passe está pela hora da morte e, como se sabe, a reforma não é generosa). Na inauguração duma moagem e usou-a finalmente. [aqui] Primeiro, explicou o seu silêncio. Não quer "protagonismos mediáticos" que, diz, são "inversamente proporcionais" à capacidade de um Presidente "influenciar as decisões tomadas por um País". Cavaco dá-nos sempre a entender de que quando não parece estar a fazer nada é porque está a fazer imensas coisas. Nós é que nunca percebemos o que faz exatamente. Até porque sempre que toma decisões elas são ou inconsequentes ou redundantes ou as duas coisas em simultâneo - como quando enviou para o Tribunal Constitucional o orçamento que já tinha sido enviado pela oposição com dúvidas que não tinha tido no orçamento anterior. Mas devemos ter confiança no seu mutismo. "Ninguém tem a experiência que eu tenho", explicou. Assim como nunca se engana e qualquer um tem nascer duas vezes para ser mais sério do que ele. E, falta acrescentar, ainda está para vir alguém mais modesto do que Aníbal Cavaco Silva.
Falou para dizer coisas que marcam a vida política portuguesa e são um contributo fundamental para devolver confiança aos portugueses. Sobre a crise, disse que "só poderá ser vencida com a ajuda dos empresários". Uma afirmação que abala todas as falsas convicções que muitos têm em relação à nossa situação económica. Sobre o alargamento dos prazos de pagamento dos empréstimos disse que foi "um passo positivo ". Defendeu que a União Europeia deve "passar das palavras aos atos", o que fez tremer Bruxelas perante tanta ousadia política.
Mas foi sobre as manifestações que teve as palavras mais contundentes: "as vozes que se fazem ouvir não podem deixar de ser escutadas". É, diz-se, uma das principais características do que se faz ouvir: não poder deixar de ser escutado. Diria que acontece o mesmo ao se faz ver. Não pode deixar de ser visto. O que se faz cheirar consta que também não pode deixar de ser cheirado. E, como dizia o saudoso César Monteiro, assim sucessivamente.
Das duas uma: ou o Presidenta fala muito e no meio vai dizendo umas coisas importantes ou fala pouco e quando fala marca a vida política. Cavaco fala pouco para, quando fala, percebermos porque estava calado: não tem rigorosamente nada para dizer. Na realidade, eu próprio tenho defendido que, perante a crise social profunda que vivemos, o presidente deveria falar. Depois ele fala e eu próprio me pergunto o que raio esperava que o campeão nacional da banalidade dissesse. Se não deveríamos tratar o Chefe de Estado como um mero pensionista de luxo, retirado da política e a viver num lar em Belém.
Nesta crise, o Presidente até poderia ter uma função fundamental para a credibilidade da política. Podia fazer presidências abertas, por exemplo. Ou ajudar a dirimir conflitos sociais. Ou falar em nome de um País desesperado, deprimido e revoltado. Ouvir as pessoas, dar voz e rosto aos seus problemas. Mas para isso era fundamental que tivéssemos mesmo um Presidente. Alguém que sabe escutar e ver o que não pode deixar de ser escutado e visto.
Se o atual Presidente tem experiência política - que lhe permite sempre sobreviver sem correr qualquer risco -, nós, ao longo de várias décadas de convivência, também a temos. E sabemos que o seu desígnio político se resume em três palavras: Aníbal Cavaco Silva. O resto vem sempre depois. E, por agora, caladinho é que se está bem. Se é para desconversar, também me parece.

Daniel Oliveira

P de pulha


https://www.facebook.com/precariosinflexiveis


Passos Coelho diz que aumento no salário mínimo é "barreira" para o emprego 
Lusa 07/03/2013 - 16:39  - ler

Não, estúpido! A 'barreira' és tu mais a nódoa da tua cabeça!
"Barreira para o emprego" é tudo fechar porque ninguém tem poder de compra!

Autoeuropa aumenta salários e compensa trabalhadores pela conjuntura nacional
Trabalhadores da fábrica de Palmela têm dois aumentos salariais em 2013 e recebem ainda um apoio social como compensação pela conjuntura económica do país. - ler

PS e PSD, «dois irmãos siameses..

.. ligados pela testa», qualquer coisa assim lhes chamou o músico de Belas-Artes Manuel João Vieira (dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), quando era candidato à presidência da República (lembram-se?)

Pois é, quando na oposição o discurso é um, no poder completamente outro. 
E os 'manos' revezando-se há quase 4 décadas ... no poleiro e nas inconvicções..
  
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políticos corruptos na prisão -- na Grécia, que não aqui!


-- qualquer semelhança com políticos portugueses -- nomeadamente .. José Sócrates, Paulo Portas, Isaltino Morais --- NÃO É PURA COINCIDÊNCIA! 

A diferença é que lá, prendem-nos. Aqui, promovem-nos.

Ex-ministro grego condenado a prisão

Corrupção, suborno e não só

fonte

Um ex-ministro grego foi hoje condenado a oito anos de prisão, 520.000 euros de multa e confiscação de uma vivenda de luxo por não ter justificado a origem de rendimentos e por aquisição fraudulenta de habitação.
Akis Tsochatzopoulos, 73 anos, membro do Partido Socialista Pan-Helénico (Pasok) foi detido em Abril de 2012 após diversas acusações de corrupção, incluindo má gestão de fundos públicos e encontra-se desde então detido na prisão de Korydalos, no Pireu.
Neste processo, o ex-ministro enfrentou as acusações de não ter declarado os seus rendimentos entre 2006 e 2009, como estão obrigados por lei todos os deputados e membros do governo. Os responsáveis políticos devem justificar a sua riqueza durante o período em que exercem um cargo, e ainda durante mais de três anos após concluírem as funções.
Um tribunal de Atenas considerou que Tsochatzopoulos não apresentou a justificação da origem dos bens com os quais adquiriu, através da sua mulher, uma vivenda de luxo numa das zonas mais caras de Atenas, e a forma fraudulenta como realizou a operação. A empresa vendedora era uma companhia com sede num paraíso fiscal e com o nome do próprio ministro.
Eleito ininterruptamente entre 1981 e 2007 como deputado do Pasok, Tsochatzopoulos, que foi fundador do partido, ocupou em diversas legislaturas as pastas das Obras Públicas, Presidência, Interior, Transportes, Defesa e Desenvolvimento.
Atualmente é ainda investigado por má gestão de fundos públicos, num processo relacionado com a aquisição de material militar a empresas alemães e russas, mas a um preço muito superior ao real.
De acordo com as autoridades judiciais, Tsochatzopoulos não declarou entre 1998 e 2002 rendimentos avaliados em 19 milhões de francos suíços e 1,75 milhões de dólares (um total de 17 milhões de euros) e "produto de subornos para a compra de vários sistemas de armamento".
A mulher do ex-ministro, Viki Stamati, e a sua filha Areti também se encontram detidas por suposto envolvimento nestes negócios ilegais.
Numerosos responsáveis políticos gregos enfrentam acusações de corrupção. Em 27 de Fevereiro, o antigo presidente da Câmara Municipal de Salónica, Vasilis Papageorgopoulos, 65 anos, foi condenado a prisão perpétua por desvio de fundos municipais avaliados em 51,4 milhões de euros.
No cargo entre 1999 e 2010, o tribunal concluiu que os fundos desviados também serviram para financiar de forma ilícita a Nova Democracia (ND), a formação conservadora que dirige o atual Governo de coligação.

 

06/03/13

Chávez: trabalhar em benefício dos pobres

Ignacio Ramonet e Jean-Luc Mélenchon assinam este texto demolidor acerca da campanha mediática contra Hugo Chávez, escrito nas vésperas das eleições presidenciais de outubro passado.
Um líder político deve ser valorizado por seus atos, não por rumores veiculados contra ele. Os candidatos fazem promessas para ser eleitos: poucos são aqueles que, uma vez no poder, cumprem tais promessas. Desde o início, a proposta eleitoral de Chávez foi muito clara: trabalhar em benefício dos pobres, ou seja – naquele momento – a maioria dos venezuelanos. E cumpriu sua palavra.
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Por isso, este é o momento de recordar o que está verdadeiramente em jogo nesta eleição, agora que o povo venezuelano é convocado a votar. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas. Os governos que se alternavam, social-democratas ou democrata-cristãos, corruptos e submetidos aos mercados, privatizavam indiscriminadamente. Mais da metade dos venezuelanos vivia abaixo da linha de pobreza (70,8% em 1996).

Chávez fez a vontade política prevalecer. Domesticou os mercados, deteve a ofensiva neoliberal e posteriormente, graças ao envolvimento popular, fez o Estado se reapropriar dos setores estratégicos da economia. Recuperou a soberania nacional. E com ela, avançou na redistribuição da riqueza, a favor dos serviços públicos e dos esquecidos. Políticas sociais, investimento público, nacionalizações, reforma agrária, quase pleno-emprego, salário mínimo, imperativos ecológicos, acesso à moradia, direito à saúde, à educação, à aposentadoria… Chávez também se dedicou à construção de um Estado moderno. Colocou em marcha uma ambiciosa política de planeamento do uso do território: estradas, ferrovias, portos, represas, gasodutos, oleodutos.

Na política externa, apostou na integração latino-americana e privilegiou os eixos sul-sul, ao mesmo tempo que impunha aos Estados Unidos uma relação baseada no respeito mútuo… O impulso da Venezuela desencadeou uma verdadeira onda de revoluções progressistas na América Latina, convertendo este continente em um exemplo de resistência das esquerdas frente aos estragos causados pelo neoliberalismo.

Tal furacão de mudanças inverteu as estruturas tradicionais do poder e trouxe a refundação de uma sociedade que até então havia sido hierárquica, vertical e elitista. Isso só podia desencadear o ódio das classes dominantes, convencidas de serem donas legítimas do país. São essas classes burguesas que, com seus amigos protetores e Washington, vivem financiando as grandes campanhas de difamação contra Chávez. Até chegaram a organizar – junto com os grandes meios de comunicação lhes que pertencem – um golpe de Estado, em 11 de abril de 2002.

Estas campanhas continuam hoje em dia e certos setores políticos e mediáticos encarregam-se de fazer coro com elas. Assumindo – lamentavelmente – a repetição de pontos de vista como se demonstrasse que estão corretos, as mentes simples acabam por acreditar que Hugo Chávez está a implantar um “regime ditatorial no qual não há liberdade de expressão”.

Mas os factos são teimosos. Alguém viu um “regime ditatorial” estender os limites da democracia em vez de restringi-los? E conceder o direito de voto a milhões de pessoas até então excluídas? As eleições na Venezuela só aconteciam a cada quatro anos, Chávez organizou mais de uma por ano (catorze, em treze anos), em condições de legalidade democrática, reconhecidas pela ONU, pela União Europeia, pela OEA, pelo Centro Carter, etc. Chávez demonstrou que é possível construir o socialismo em liberdade e democracia. E ainda converte esse caráter democrático numa condição para o processo de transformação social. Chávez provou o seu respeito à vontade do povo, abandonando uma reforma constitucional rejeitada pelos eleitores em um referendo em 2007. Não é por acaso que a Fundação para o Avanço Democrático [Foundation for Democratic Advancement] (FDA), do Canadá, num estudo publicado em 2011, colocou a Venezuela em primeiro lugar na lista dos países que respeitam a justiça eleitoral.

O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O analfabetismo foi erradicado. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil). O país apresenta o maior coeficiente de Gini (que mede a desigualdade) da América Latina. Num relatório de janeiro de 2012, a Comissão Económica para América Latina e Caribe (Cepal, uma agência da ONU) estabelece que a Venezuela é o país sul americano que alcançou (junto com o Equador), entre 1996 e 2010, a maior redução da taxa de pobreza. Finalmente, o instituto norte americano de pesquisa Gallup coloca o país de Hugo Chávez como a sexta nação “mais feliz do mundo”.

O mais escandaloso, na atual campanha difamatória, é a pretensão de que a liberdade de expressão esteja restrita na Venezuela. A verdade é que o setor privado, contrário a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. Qualquer um pode comprovar isso. De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofónicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo.

Nada é perfeito, naturalmente, na Venezuela bolivariana – e onde existe um regime perfeito? Mas nada justifica essas campanhas de mentiras e ódio. A nova Venezuela é a ponta da lança da onda democrática que, na América Latina, varreu os regimes oligárquicos de nove países, logo depois da queda do Muro de Berlim, quando alguns previram o “fim da história” e o “choque de civilizações” como únicos horizontes para a humanidade.

A Venezuela bolivariana é uma fonte de inspiração da qual nos nutrimos, sem fechar os olhos e sem inocência. Com orgulho, no entanto, de estar do lado bom da barricada e de reservar os nossos ataques ao poder imperial dos Estados Unidos, aos seus aliados do Oriente Médio, tão firmemente protegidos, e a qualquer situação onde reinem o dinheiro e os privilégios.  
Por que Chávez desperta tanto rancor em seus adversários? Sem dúvida, porque, assim como fez Bolívar, soube emancipar o seu povo da resignação. E abrir o apetite pelo impossível.

Tradução: Daniela Frabasile.


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-- do jornal inglês The Guardian, foto, notícias, vídeo:


Hugo Chávez death: reaction and analysis – live updates

no The Independent:
Death of Venezuelan President Hugo 

Chavez leaves tears - and a nation divided 


Morreu o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez

Carlos Santos Neves, RTP 06 Mar, 2013, 08:06  - notícia aqui


05/03/13

«Prendemos 'banqueiros mafiosos', não activistas! -

-- o contrário do que faz a América.»

estava (quase) tudo no facebook, trouxe-o aqui p/ casa ..


«A Islândia mais uma vez dá o exemplo.
Após escrutinar [eu diria 'prender' - não foi o q aconteceu?] os banksters [palavra derivada destas 2: bankers+gangsters] recusa colaborar com o FBI na perseguição ao Wilkileaks ... um país com carácter, sem dúvida.... »

Iceland..a beacon of light..a blueprint for all the nations..the way they handle the bankers and the IMF and now the FBI..congratulations..

Iceland’s interior minister said Friday that he ordered the country’s police not to cooperate with FBI agents sent to investigate WikiLeaks two years ago, offering a rare glimpse into the U.S. Department of Justice’s investigation of the secret-busting site.

Ogmundur Jonasson told The Associated Press that he was upset when he found out that FBI agents had flown to the country to interview an unidentified WikiLeaks associate in August 2011.

“I, for one, was not aware that they were coming to Iceland,” he said in a brief telephone interview. “When I learned about it, I demanded that Icelandic police cease all cooperation and made it clear that people interviewed or interrogated in Iceland should be interrogated by Icelandic police.”

Jonasson said that Icelandic diplomats protested the FBI’s trip to their U.S. counterparts.

“We made clear to the American authorities that this was not well-seen by us,” he said.

The exact purpose of the FBI’s trip to Iceland isn’t clear _ the U.S. Embassy in Reykjavik referred questions to the FBI, and the bureau did not immediately return an email seeking comment _ but the tiny north Atlantic nation has been a key hub for WikiLeaks and its supporters.

In 2010 WikiLeaks founder Julian Assange helped craft Iceland’s journalist-friendly media law, and WikiLeaks payment processor, DataCell, is based in Reykjavik. Several key allies, including lawmaker Birgitta Jonsdottir and WikiLeaks spokesman Kristinn Hrafnsson, are also from the country. Hrafnsson said in a telephone interview that he believed the target of the FBI’s trip might have been a former WikiLeaks volunteer, whom he declined to name.

Regardless of what the target was, the minister’s account of the FBI’s trip opens a window into a sensitive inquiry which has so far remained largely under wraps. The U.S. Department of Justice has been investigating WikiLeaks since it began pouring classified U.S. documents into the public domain, but officials have refused to reveal almost any information about the size, scope, or nature of their inquiry, citing national security concerns.

troika para .. ?

 http://www.noticiasaominuto.com/economia
A percentagem de famílias com crédito vencido voltou a subir em Janeiro para 15,3%, acima dos 15,1% registados em Dezembro de 2012, agravando-se também o número de empresas com dívidas, que subiu para 29% (28,6% em Dezembro). -- ler mais