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21/03/15

"As máximas vergonhas de Portugal. ..."

retirado do fb
20/3/2015

por António Pinho Vargas

As máximas vergonhas de Portugal. A moral da UE. A desgraça do estar-vivo nisto. 
Portugal podia ter tido a crise-pretexto para sacar dinheiro às populações, podia ter o governo mais à direita que existiu, podia ter desempregados na desgraça e velhos maltratados e jovens emigrantes em grande quantidade, podia ter o mais ridículo presidente, podia até não ter Syrisas nem Podemos, nem nada. Podia mas não devia. Mas, ainda por cima, ter toda esta pouca vergonha que se sucede, caso após caso, episódio após episódio, que nos faz desconfiar de que nos antros do poder, de todos os poderes financeiros, políticos e judiciais, circula uma enormíssima quantidade de vigaristas, de esquecidos das próprias vigarices, de irrevogáveis e quejandos, de inúmeros casos de tráfico de dinheiro em direcção aos próprios bolsos, que nos faz ver claramente visto que "as reformas" dos discursos eram apenas conversa fiada para justificar tudo o que foi feito quando, afinal, a reforma que devia ter sido feita era varrer toda esta gente que se tem em alta consideração - mesmo quando mente descaradamente - e ela, essa gente, é que era o problema principal do país: as elites financeiras, políticas e económicas, com umas pouquíssimas excepções. Ninguém tem vergonha de nada, e por isso, tudo junto, um e outro dia, sem parar, torna-se verdadeiramente insuportável.

Ninguém se pode admirar que eu vá sabendo das coisas pelos jornais - chega perfeitamente - e não veja televisão. Não quero ver o espectáculo desta miséria, nem a miséria deste espectáculo, que mais parece um polvo, no sentido mafioso do termo, a falar por múltiplas bocas. Mas até uma máfia deve mostrar alguma competência; se não mostra nenhuma deixa de ser digna do seu nome: máfia.
Nem isso conseguem ser: é uma "coisa" mais desorganizada, mais incompetente, mais idiota, mais inculta - mas quão inculta nos seus fatos de bom corte e cabeças ocas e vazias - do que os famosos italianos.

Como foi possível que o enorme dinheiro que veio da Europa para Cavaco parecer competente e que foi parar aos primordiais bolsos corruptos e hoje apenas se possa contemplar quando vemos umas auto-estradas? Todo o resto foi mal gasto, mal aplicado, gasto em boas roupas enquanto houve dinheiro para ir ao bar pós-moderno da moda ou, provavelmente em mais casos, desapareceu talvez nas Ilhas Caimão, ou em Cabo Verde ou nos milhares de offshores do, mais que alguma vez foi, imoral capitalismo actual.

Não há ponta por onde se pegue. Perante as medidas do governo grego, justas e urgentes para muitos dos que lá vivem, a Europa, ou melhor dizendo, aquela associação de malfeitores conhecida pelo nome de "credores" tremem: ai que o nosso dinheirinho que tão generosamente lhes oferecemos, para ser gasto em aviões, submarinos e privatizações futuras, vai servir para pagar a electricidade de quem não tem dinheiro para a pagar. Bandidos! Comunistas! O dinheiro é nosso e das nossas ilustres instituições financeiras.
Enquanto levámos estes países para a desgraça colectiva dizíamos: "estão no bom caminho", "as reformas vão no bom caminho". Agora, dinheiro tão ilustre, tão fino, tão puro na sua original sujidade intrínseca, nas mãos de umas velhotas gregas na desgraça? Pode lá ser!. É esta a "moral" da UE.

APV

"Cadê os outros?"

21.03.2015 
fonte

por Paulo de Morais

Sócrates está preso há mais de quatro meses, o que surpreende muita gente; de facto, a situação é inédita. Mas, face às maldades que vêm sendo feitas pelos políticos ao povo português, o que mais espanta é o facto de apenas Sócrates estar preso, que não haja dezenas de políticos na cadeia.

Independentemente do que vier a substanciar a acusação do Ministério Público ao ex-primeiro-ministro, é certo que, enquanto governante, Sócrates celebrou contratos ruinosos para o Estado, em particular os das parcerias público-privadas rodoviárias. Garantiu rentabilidades anuais milionárias aos concessionários. Com estes contratos, Sócrates comprometeu a saúde das finanças públicas até 2035. Mas o facto é que não atuou sozinho: teve como cúmplices Mário Lino, Paulo Campos e alguns outros. E, ao que consta, estes nem foram minimamente incomodados pela Justiça.

Data também dos tempos do consulado de Sócrates a nacionalização do Banco Português de Negócios. O BPN estava falido, mas pertencia a um grupo florescente, a Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Inexplicavelmente, Sócrates nacionalizou o BPN, assumindo o Estado prejuízos de sete mil milhões. Mas deixou aos acionistas e administradores da SLN, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros todos os bens de fortuna. Com a conivência de PSD e CDS, Sócrates e Teixeira dos Santos celebraram um dos mais ruinosos negócios de que há memória. Mas nem Teixeira dos Santos nem Dias Loureiro foram até hoje inquietados.

Assim, Sócrates será um dos principais responsáveis pela "rede que utiliza o aparelho de estado para corrupção", assumida pela Procuradora-Geral. Está preso.

Mas o regime, o modelo e funcionamento da Justiça têm poupado, de forma recorrente, quase todos os políticos. E mesmo os que são julgados ludibriam o sistema. Até Armando Vara, condenado a cinco anos de prisão efetiva... efetivamente está solto.

Tem sido longa a lista de políticos que ruma a Évora visitar e prestar vassalagem ao ex-primeiro-ministro. O que deve espantar Sócrates é como não ficam lá muitos deles a fazer-lhe companhia.

05/06/13

Os três pastorinhos e a greve dos professores

..
O artigo que segue não é só um belíssimo texto. É uma bandeira, um grito de alerta, a representação do que devia ser uma consciência colectiva. Este é o cravo vermelho que os professores deviam ostentar, orgulhosos e unidos nesta luta que é a de um povo e de um país, e tem em Santana Castilho - de novo e sempre - o seu paladino e o seu arauto MAIOR! 

 in Público,
5 de Junho de 2013

Santana Castilho *

Os três pastorinhos e a greve dos professores


Depois do presidente Cavaco, que não é palhaço como sugeriu Miguel Sousa Tavares, ter atribuído à Nossa Senhora de Fátima a inspiração da trindade que nos tutela para fechar a sétima avaliação, vieram três pastorinhos (Marques Mendes, Portas e Crato) pregar no altar do cinismo, a propósito da greve dos professores: “ … marcar uma greve para coincidir com o tempo dos exames nacionais … não é um direito … é quase criminoso … é uma falta de respeito … ” (Marques Mendes); “… se as greves forem marcadas para os dias dos exames, prejudicam o esforço dos alunos, inquietam as famílias …” (Portas); “… lamentamos que essa greve tenha sido declarada de forma a potencialmente criar problemas aos nossos jovens, na altura dos exames …” (Crato). Marques Mendes “redunda” quando afirma que a greve é um direito constitucional. Mas depois qualifica-a de abuso e falta de respeito. Que propõe? Que se ressuscite o papel selado para que Mário Nogueira e Dias da Silva requeiram ao amanuense Passos a indicação da data que mais convém à troika? Conhecerá Portas greves com cores de arco-íris, acetinadas, que sejam cómodas para todos? Que pretenderia Crato? Que os professores marcassem a greve às aulas que estão a terminar? Ou preferia o 10 de Junho? A candura destes pastorinhos comove-me. Sem jeito para sacristão, chega-me a decência mínima para lhes explicar o óbvio, isto é, que os professores, humilhados como nenhuma outra classe profissional nos últimos anos, decidiram, finalmente, dizer que não aceitam mais a desvalorização da dignidade do seu trabalho. 
  • Porque se sentem governados por déspotas de falas mansas, que instituíram clandestinamente um estado de excepção. 
  • Porque, conjuntamente com os demais funcionários públicos, se sentem alvo da raiva do Governo, coisas descartáveis e manipuláveis, joguetes no fomento das invejas sociais que a fome e o desemprego propiciam. 
  • Porque têm mais que legítimo receio quanto à sobrevivência do ensino público. 
  • Porque viram, na prática, os quadros de nomeação definitiva pulverizados pelo arbítrio. 
  • Porque rejeitam a vulgarização da precariedade como forma de esmagar salários e promover condições laborais degradantes. 
  • Porque foram expedientes perversos de reorganização curricular, de aumento do número de alunos por turma e de cálculo de trabalho semanal que geraram os propalados horários-zero, que não a diminuição da natalidade, suficientemente compensada pelo alargamento da escolaridade obrigatória e pela diminuição da taxa de abandono escolar. 
  • Porque a dignidade que reivindicam para si próprios é a mesma que reclamam para todos os portugueses que trabalham, sejam eles públicos ou privados. 
  • Porque sabem que a tragédia presente de professores despedidos será o desastre futuro dos estudantes e do país. 
  • Porque a disputa por que agora se expõem defende a sociedade civilizada, as famílias e os jovens. 

Rejeito a modéstia falsa para afirmar que poucos como eu terão acompanhado o evoluir das políticas de educação dos últimos tempos. Outorgo-me por isso autoridade para afirmar que é irrecuperável a desarmonia entre Governo e professores. A confiança, esse valor supremo da convivência entre a sociedade civil e o Estado, foi definitivamente ferido de morte quando a incultura, a falta de maturidade política e o fundamentalismo ideológico de Passos, Gaspar e Crato trouxeram os problemas para o campo da agressão selvagem. Estes três agentes da barbárie financeira vigente confundiram a legitimidade eleitoral, que o PSD ganhou nas urnas, com a legitimidade para exercer o poder, que o Governo perdeu quando escolheu servir estrangeiros e renegar os portugueses e a sua Constituição. Com muitos acidentes de percurso, é certo, a Nação cimentada pela gestão solidária de princípios e valores de Abril está a ser posta em causa por garotos lampeiros, apostados em recuperar castas e servidões. Alguém lhes tem que dizer que a educação, além de direito fundamental, é instrumento de exercício de soberania. Alguém lhes tem que dizer que princípios que o Ocidente levou séculos a desenvolver não se podem dissolver na gestão incompetente do orçamento. Alguém lhes tem que dizer que o desemprego e a fome não são estigmas constitucionais. Que sejam os professores, que no passado se souberam entender por coisas bem menores do que aquelas que hoje os ameaçam, esse alguém. Alguém suficientemente clarividente para vencer medos e comodismos, relevar disputas faccionárias recentes, pôr ombro a ombro contratados com “efectivos”, velhos com novos, os “a despedir” com os já despedidos. Alguém que defenda o direito a pensar a mais bela profissão do mundo sem as baias da ignorância. Alguém que diga não à transformação da educação em negócio. Alguém que recuse transferir para estranhos aquilo que nos pertence: a responsabilidade pelo ensino dos nossos alunos. 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

17/05/13

«uma selvajaria sobre as pessoas»

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  • de um governo que considera os funcionários públicos como «os párias da sociedade»,
  • de uma maioria de deputados sem escrúpulos
  • e da conivência de um PR inútil e amoral ..
Jorge Reis Novais
.. entregues aos bichos, com a esperança apenas num Tribunal Constitucional que ponha algum cobro a estes desvarios legislativos ..

via Jugular



Por Reis Novais, Professor Associado do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (ICJP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa:

06/05/13

Passos e Portas: 48 horas de embuste

fonte: Cantigas Do Maio  

os embusteiros-mor
O governo já nem tenta disfarçar a manobra de diversão e o embuste, o que é a prova de que se sente impune, faça o que fizer. 

Passos Coelho apresentou sexta-feira as novas medidas de corte na despesa a inserir no Orçamento rectificativo. Uma delas, a nova contribuição para os pensionistas, foi lançada só para ser rejeitada por Paulo Portas e dar-lhe espaço político para se manter na coligação. 

O governo não se importou que parecesse gratuito e fantasioso estar a lançar mais uma contribuição para os pensionistas em cima da contribuição extraordinária de solidariedade do Orçamento para 2013, viabilizada recentemente pelo Tribunal Constitucional. No sábado, Passos ainda lhe estendeu o tapete para o grande discurso das 19 horas de domingo. Que Portas tinha participado nas novas medidas mas que ele, Passos, estava aberto a alternativas.... 

Mas o espectáculo que começou às 20 horas de sexta-feira, foi já hoje desmontando. Passos diz ao diário Económico que "precisamos de equacionar a aplicação de uma contribuição sobre as pensões". 

Não se pode demitir o governo por 48 horas de embuste? 

Um Presidente da República que não fosse cúmplice desta impostura metia o governo na ordem em três tempos. 

Uma sociedade civil mais exigente não se calaria após ser tratada com tamanho despudor como se fosse mentecapta. 

[Paulo Gaião, Expresso]

Nota — A nova taxa de sustentabilidade sobre pensões implica um corte médio de 1,9% e a roubalheira, perdão, poupança estimada com a medida é de 436 milhões de euros, a partir de 2014. 

Fonte <http://bit.ly/11anO8l>

07/03/13

PS e PSD, «dois irmãos siameses..

.. ligados pela testa», qualquer coisa assim lhes chamou o músico de Belas-Artes Manuel João Vieira (dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), quando era candidato à presidência da República (lembram-se?)

Pois é, quando na oposição o discurso é um, no poder completamente outro. 
E os 'manos' revezando-se há quase 4 décadas ... no poleiro e nas inconvicções..
  
 .

07/01/13

Os fantasmas

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de Paula Rego, Salazar vomitando a pátria- ou será Gaspar?


-- recebido por e-mail, um texto que recomendo..

por Luís Manuel Cunha *
in “Jornal de Barcelos” de 10.10.2012 

 Os fantasmas
Esta coisa de escrever crónicas “é um jogo permanente entre o estilo e a substância”. Uma luta entre “o deboche estilístico” do gozo da escrita e “a frieza analítica” do pensamento do cronista. Por isso, enquanto cidadão, só posso ver este governo como uma verdadeira praga bíblica que caiu sobre um povo que o não merecia. Mas, enquanto cronista, encaro-o como uma dádiva dos céus, um maná dos deuses, “um harém de metáforas”, uma verdadeira girândola de piruetas estilísticas.

Tomemos como exemplo o ministro Gaspar. Licenciado e doutorado em Economia, fez parte da carreira em Bruxelas onde foi director do Departamento de Estudos do BCE. Por cá, passou pelo Banco de Portugal, foi chefe de gabinete de Miguel Beleza e colaborador de Braga de Macedo. É o actual ministro das Finanças. Pois bem. O cronista olha para este “talento” e que vê nele? Um retardado mental? Uma rábula com olheiras? Um pantomineiro idiota? Não me compete, enquanto cidadão, dar a resposta. Mas não posso deixar de referir a reacção ministerial à manifestação de 15 de Setembro que, repito, adjectivava os governantes onde se inclui o soporífero Gaspar, como “gatunos, mafiosos, carteiristas, chulos, chupistas, vigaristas, filhos da puta”. Pois bem. Gaspar afirmou na Assembleia da República que o povo português, este mesmo povo português que assim se referia ao seu governo, “revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal”! Assumpção autocrítica de alguém que também é capaz de, lucidamente, se entender, por exemplo, como um “chulo” do país? Incapacidade congénita de interpretar o designativo metafórico de “filhos da puta”? Não me parece. Parece-­me sim um exercício de cinismo, sarcástico e obsceno, de quem se está simplesmente “a cagar” para o povo que protesta. A ser assim, julgo como perfeitamente adequado repetir aqui uma passagem de um texto em forma de requerimento “poético” de 1934. Assim: “A Nação confiou-­lhe os seus destinos?... / Então, comprima, aperte os intestinos. / Se lhe escapar um traque, não se importe… / Quem sabe se o cheirá-­lo nos dá sorte? / Quantos porão as suas esperanças / Num traque do ministro das Finanças?... / E quem viver aflito, sem recursos / Já não distingue os traques dos discursos.” [+  aquiProvavelmente o sr. ministro desconhecerá a história daquele gajo que era tão feio, tão feio, que os gases andavam sempre num vaivém constante para cima e para baixo, sem saber se sair pela boca se pelo ânus, dado que os dois orifícios esteticamente se confundiam. Pois bem. O sr. ministro é o primeiro, honra lhe seja concedida, que já confunde os traques com os discursos. Os seus. Desta vez, o traque saiu-lhe pelo local de onde deveria ter saído o discurso! Ou seja e desculpar-me-ão a grosseria linguística, em vez de falar, “cagou-­se”. Para o povo português. Lamentavelmente.


Outro exemplar destes políticos que fazem as delícias de um cronista é Cavaco Silva. Cavaco está politicamente senil. Soletra umas solenidades de circunstância, meia-dúzia de banalidades e, limitado intelectualmente como é, permanece “amarrado à âncora da sua ignorância”. Só neste contexto se compreende o espanto expresso publicamente com “o sorriso das vacas”, as lamúrias por uma reforma insuficiente de 10 mil euros mensais, a constante repetição do “estou muito preocupado” e outros lugares-comuns que fazem deste parolo de Boliqueime uma fotocópia histórica de Américo Tomás, o almirante de Salazar. Já o escrevi aqui várias vezes. Na cabeça de Cavaco reina um vácuo absoluto. Pelo que, quando fala, balbucia algumas baboseiras lapalicianas reveladoras de quem não pode falar do mundo complexo em que vivemos com a inteligência de um homem de Estado. Simplesmente porque não a tem. Cavaco é uma irrelevância de quem nada há a esperar, a não ser afirmações como a recentemente proferida aquando das comemorações do 5 de Outubro de que “o futuro são os jovens deste país”! Pudera! Cavaco não surpreenderia ninguém se subscrevesse por exemplo a afirmação do Tomás ao referir-­se à promulgação de um qualquer despacho número cem dizendo que lhe fora dado esse número “não por acaso mas porque ele vem não sequência de outros noventa e nove anteriores…” Tal e qual.

Termino esta crónica socorrendo-me da adaptação feliz de um aforismo do comendador Marques de Correia e que diz assim: “Faz de Gaspar um novo Salazar, faz de Cavaco um novo Tomás e canta ó tempo volta para trás”. É que só falta mesmo isso. Que o tempo volte para trás. Porque Salazar e Tomás já os temos por cá.

P.S.: Permitam-me a assumpção da mea culpa. Critiquei aqui violentamente José Sócrates. Mantenho o que disse. Mas hoje, comparando-o com esse garotelho sem qualquer arcaboiço para governar chamado Passos Coelho, reconheço que é como comparar merda com pudim. Para Sócrates, obviamente, a metáfora do pudim. Sinceramente, nunca pensei ter de escrever isto. 

* Professor 

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15/10/12

eyes wide shut


O governo (que Cavaco Silva ainda não demitiu!!) é cego e surdo ao que se passa no país. Vai continuando na sua senda destruidora, paulatinamente, sem sobressaltos - lá saberão quem lhes aquece as costas ..

Os portugueses saem à rua, os portugueses protestam, reclamam, manifestam-se, exigem.
Eles (os outros) parecem nem dar-se conta. Melhor dizendo, parecem tirar um enorme gozo de todo este sofrimento assim exposto. No dia seguinte vingam-se, fazem ainda pior, machadada atrás de machadada na desesperança de um povo que não é o seu. Como se não houvesse contas a prestar-nos, como se tivessem a segura garantia de que a corda estica, estica, mas não rompe.
A arrogância, a prepotência deles não têm limites. A falta da mais mínima decência, a desumanidade sem remorso das suas medidas assassinas, os seus ouvidos moucos e os seus olhos fechados não vão ser afectados por uma greve geral. Não uma que dure apenas um dia. E já os vejo até celebrando os dinheirinhos extra que vão entrar nos cofres do Estado, torcendo para que sejam muitos os que venham a aderir, cambada de tansos que a mais do que isto não se atreve.
Eles não se comovem.
Eles são incapazes de um acto solidário.
Eles babam-se de ganância e desprezo por nós.
Eles «trazem no ventre despojos antigos (...),  nada os prende às (nossas) vidas acabadas» (link para "os vampiros, do Zeca)

Os portugueses saem à rua, os portugueses protestam, reclamam, manifestam-se, exigem. 

 (Foto: Nuno Ferreira Santos)

Eles .. respondem assim:






IRS anula reposição de subsídios para pensões acima de 1500 euros brutos 

*
"Somos diferentes (dos espanhóis, gregos..) , somos pacíficos, merecemos respeito", declarava no sábado, para a televisão, uma jovem manifestante. Pois talvez o problema, precisamente,  seja este pacífico estar português que nos tolhe as pernas, estas 'boas-maneiras' que não nos deixam chegar, ao menos, a Massamá!
 *
--- a lembrar, para quem ache que 1500 euros (brutos) de pensão são 'uma fortuna' :
em 20 Jan.2012 .. Cavaco (Silva) queixa-se por receber quase 12 mil euros de reforma por mês “Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas- fonte

e daqui : A pergunta coloca-se (...) : afinal que despesas tem o Presidente da República para que dez mil euros por mês brutos não cheguem? Mas não são dez mil, são quase 13 mil euros brutos. Além das reformas de quase dez mil euros, o Presidente da República recebe ainda 2900 euros por mês para despesas de representação pelo cargo que ocupa. Assim, a Presidência assegura a Cavaco, durante os próximos quatro anos, os gastos com alimentação, habitação, médico e outras despesas pessoais.
O Orçamento da Presidência da República prevê uma verba de 4,5 milhões de euros para 2012 na rubrica representação da República. Um valor que inclui (...)  ainda as remunerações pagas ao pessoal dos gabinetes dos anteriores presidentes da República. Uma benesse que também Cavaco irá ter depois de sair de Belém.

*



12/10/12

mas até quando vamos nós aguentar isto???

Polémica

Zorrinho e os novos carros do PS: 
é dinheiro dos contribuintes, mas a democracia tem custos 

11.10.2012 - 17:37 
Por PÚBLICO - aqui


«a democracia tem custos» ?!!!! E esses custos traduzem-se em sustentar bestas destas? - que podem "saber a tabuada" (sic, António Vilar) mas que de democracia percebem ZERO??!! )

A democracia, senhor Zorrinho, é o poder de o povo decidir! E eu não quero o dinheiro dos meus impostos a ser esbanjado por si e pelos da sua laia em carros de luxo nem em porcaria nenhuma do género! Esses NÃO SÃO os "custos" da democracia!!

BMW 5 , Audi 5, VW Passat -- «a solução mais barata» ??!!!!??
  • Que tal um Opel Corsa, por exemplo? Pequeno demais para ostentar o seu "socialismo" ? 
  • E por que não usa o senhor o seu próprio carro, como o resto dos trabalhadores?  
  • Ou os transportes públicos, como o fazem os parlamentares suecos? - segundo o senhor, por certo, uns bandidos "não-democratas"..

« (...) quem quer uma democracia sem custos, o que verdadeiramente deseja é uma não democracia. Sem democracia os custos são ainda mais elevados mas ninguém sabe. Eu sou democrata e quero que tudo se saiba.”

Olhe, senhor Zorrinho, vá-se f**** com essa conversa !!!!!  «Ninguém sabe»? Mas ninguém sabe o quê?? Mas o senhor alguma vez sentou esse seu doutorado traseiro nos bancos de uma escola??? Pois procure lá nos livros o que é, de facto, a DEMOCRACIA! (umas 3 linhas de um simples dicionário devem chegar)

E faça o favor de não insultar, nem os verdadeiros democratas, nem a nossa inteligência!
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05/10/12

CANIBALIZAÇÃO ECONÓMICA DE PORTUGAL

recebido via e-mail, título e tudo

O Moedas-carlos moedas 


foto retirada daqui
Os arautos da transparência, têm como exemplo disso mesmo ? transparência ? o adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que, veio agora a saber-se, tem 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação. Como sócios, teve os senhores Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button, a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes, tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros, entre outros. Nada obsceno, para quem é adjunto de Pedro Passos Coelho! 
E não é que o bom do Moedas até comprou as participações dos ex-sócios para "oferecer" o bolo inteiro à mulher?! (Disse-o ele à Sábado). 
Não esquecer ainda que Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalhar antes de vir para o Governo.
Também António Borges é outro ex-dirigente do Goldman, e que está agora a orientar(!?) as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc. Adoráveis, estes liberais de trazer por casa, dependentes do Estado, quer para um emprego, quer para os seus negócios.
Lamentavelmente, à política económica suicidária da UE, que resultou nas tragédias que já todos conhecem, acresce a queda do Governo Holandês (ironicamente, acérrimo defensor da austeridade) e o agravamento da recessão em Espanha. Por conseguinte, a zona euro vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido e os ataques dos especuladores são cada vez mais mortíferos. 
Vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc., apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única. Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores.
Ficou também demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido. Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes). 
Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta. Entretanto, todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória. Tudo isto, revoltantemente, acontece com a cumplicidade de governantes e das autoridades reguladoras. 
Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos. Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos. Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como condena milhões de pessoas à fome. 
No que toca a canibalização económica de um país, a fórmula é simples: o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-o, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas.. Em simultâneo, impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse país. De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a abrir os seus sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais.
Como as empresas nacionais estão bastante fragilizadas e depauperadas pelas medidas de austeridade e da consequente recessão, não conseguem competir e acabam por ser presa fácil das grandes corporações internacionais. 
A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente. Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações..
Desta maneira, dos cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc., fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros.
Alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, têm fortes ligações ao Goldman and Sachs.
Este poderoso império do mal, que se exprime através de sociedades anónimas, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias. 

Domingos Ferreira 
Professor/Investigador
Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa

29/09/12

tudo em 'pratos limpos', por José Gomes Ferreira


JGF: «Esta é a história de um grande conluio entre alguns políticos, bancos, construtoras, consultoras e grandes gabinetes de advogados, (...)» 
« ... chega ao desplante de a troika vir dizer: "se não conseguirem cortar estes contratos (os tais que Cavaco Silva paulatinamente assinou!), chamem a opinião pública para pressionar estes senhores!" Somos todos cidadãos, é um dever de todos nós! » - Vamos a isso, pessoal? 

31.05.2012 
- 23:14 

José Gomes Ferreira / Análise à auditoria do Tribunal de Contas sobre PPP

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23/09/12

«É a injustiça, estúpido!»

É a injustiça, estúpido!

Por José Vítor Malheiros

No passado sábado, horas antes das ruas portuguesas se encherem com os gritos de indignação de centenas de milhares de manifestantes, o futurólogo americano Andrew Zolli fazia no Centro Cultural de Belém uma conferência no âmbito do encontro Presente no Futuro - Os Portugueses em 2030.

Zolli mencionou um estudo hoje clássico do primatólogo holandês Frans de Waal, onde dois macacos, em jaulas contíguas, são treinados para realizar uma dada tarefa, recebendo como recompensa um pedaço de pepino. Os macacos fazem a tarefa repetidamente sem problema. A dada altura, a recompensa muda: um dos macacos recebe na mesma um pedaço de pepino, mas o outro recebe uma uva, um alimento que estes macacos capuchinhos adoram. A reacção do outro macaco é de espanto e agitação e acaba por atirar ao tratador com raiva o pedaço de pepino que lhe é dado. Quando a cena se repete, o macaco pura e simplesmente entra em greve e deixa de realizar a tarefa, recusando o pepino, furioso com o tratamento desigual.

A experiência, que teve um enorme impacto no mundo da biologia e das ciências sociais, sugere que o sentimento de justiça, de equidade, é um sentimento natural, extremamente poderoso e com raízes muito anteriores às que a civilização, a cultura ou a religião possam ter criado. Talvez mais espantosamente ainda, em certas repetições desta experiência há casos em que o próprio macaco que recebe as uvas se recusa a trabalhar se não houver equidade no tratamento - numa demonstração de empatia e solidariedade que não pode deixar de nos fazer pensar. E que poderia fazer pensar Pedro Passos Coelho ou Vítor Gaspar para além dos seus clichés, caso o exercício os motivasse.

Vem isto a propósito das manifestações de dia 15 e do sentimento que as provoca. Parece evidente que a enorme dimensão das manifestações deve muito a uma motivação egoísta, à defesa dos interesses individuais próprios dos cidadãos - uma motivação totalmente legítima - e não escondo que me teria sentido mais emocionado se tivesse visto manifestações desta dimensão perante os cortes no RSI, os aumentos das taxas moderadoras na Saúde, os cortes no apoio a pessoas com deficiências ou os cortes na educação, mesmo quando estas medidas iníquas não nos afectam a todos. Mas o que acontece - e o que o Governo não percebe - é que a indignação das pessoas não se deve apenas aos cortes em si, mas à sua iniquidade, à sua injustiça - bem exemplificada no caso da TSU. Deve-se à falta de vergonha com que se cortam os salários dos trabalhadores para os entregar aos patrões; ao descaramento com que se taxam os rendimentos do trabalho para poupar os do capital; à imoralidade com que se corta o RSI mas se permite que as empresas mais ricas do país deixem de pagar impostos em Portugal e inscrevam (legalmente mas desonestamente) as suas empresas na Holanda; à abjecção com que se corta nos subsídios de férias e Natal de assalariados e pensionistas mas se conferem em discretos despachos essas mesmas benesses aos filhos-família contratados pelos gabinetes ministeriais; à crueldade com que se fecham serviços e se despedem professores mas se continua a permitir a especulação bolsista sem freio; à desfaçatez com que se mantêm as rendas das empresas dos amigos do Governo mas se aumenta a energia e os transportes públicos; à desonestidade com que se defende a concorrência e o mercado mas se garantem lucros vitalícios sem risco às empresas das PPP; à subserviência com que se defende o dever sagrado de pagar ágios a bancos parasitas mas se recusa qualquer obrigação de protecção dos cidadãos mais frágeis; à vileza de recusar negociar o memorando da troika mas rasgar sem hesitar o contrato social que está na base da sociedade e da democracia.

As manifestações de dia 15 vieram sem dúvida dizer que há um limite para os sacrifícios e que ele já foi atingido. Mas vieram principalmente dizer que o limite para a iniquidade foi ultrapassado há muito. Há situações onde as sociedades conseguem levar os seus sacrifícios a extremos muito mais dolorosos do que os que vivemos hoje em Portugal, mas quando conseguem fazer isso é porque o fazem em nome de um objectivo definido e partilhado por todos, é com base num princípio de solidariedade que não admite excepções, é quando existe uma confiança total na justiça da distribuição dos sacrifícios. Este Governo não tem - nunca teve - essa confiança. Até a pobreza pode ser suportada com dignidade, mas nenhum homem pode aceitar a injustiça, porque isso seria garantir um futuro de escravidão para os seus filhos. O que os portugueses começaram a dizer é que não serão escravos.

Esquecer que existe um forte e animal sentimento de justiça em todos os homens e mulheres é apenas um dos seus pecados. O pecado que todos os fanáticos como Vítor Gaspar cometem, o pecado que todos os políticos servis como Pedro Passos Coelho cometem, porque pensam que a força dos fortes os protegerá sempre da fúria dos fracos. Mas isso nunca acontece para sempre.

07/09/12

a notícia está aqui e pela minha parte não tenciono lê-la. Só com o título já fiquei agoniada! E até posso fazer futurologia ..

Passos anuncia mais medidas de austeridade às 19h15

07.09.2012 - 14:17 Por PÚBLICO


a foto, retirei-a do facebook..
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vemos, ouvimos e lemos ..

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.. e ignoramos. Estes todos cristãos (abertamente não-praticantes) não deviam ser, pelo menos, excomungados?! Pois não, somam e seguem, trafulhices e imoralidades umas atrás das outras. País de mrdea, povo brruo!

DN, 06 junho 2012

por BAPTISTA-BASTOS

Miséria moral

O dr. António Borges é um senhor de meia idade, cabelos ruivos e ralos, carregado de currículo, de patronímicos virtuosos e de tarefas cintilantes. Onde há funções que exijam perícia e frieza, lá está ele a preenchê-las com zelo e vultosas compensações. Em matéria de números, estratégias de lucro, prospectivas financeiras, mercados e juros, o dr. Borges sabe-a toda. Um jornalista de Le Monde, que o estudou, fala de mistério e de oclusão, num livro que está aí, cujo título, O Banco - Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo, e cujo conteúdo é demasiado perturbador para que o ignoremos.
Sobre todos estes tranquilos predicados, o dr. Borges é cristão [pois..], formal e brunido, conselheiro do Governo para as privatizações, dedicando-se, claro!, a outros biscates. Em 2011 arrecadou 225 mil euros, fora o que escorre, isentos de impostos. Pois o dr., em declarações a um jornal, foi veemente e irretorquível, na defesa da redução de ordenados. Disse, entre outras pérolas cristãs e compassivas: "A diminuição de salários, em Portugal, não é uma política, é uma urgência e uma emergência." Apesar da "miséria moral" em que vivemos [Francisco Pinto Balsemão dixit], as ditosas frases não caíram no vazio. Um vendaval de protestos e de indignações cobriu-o e à desvergonha das afirmações. O coro estendeu-se. A bojarda foi execrada por gente do PSD e do CDS, não muita, diga-se de passagem, mesmo assim...
Sorridente e na aparência são, o dr. Pedro Passos Coelho apoiou, com límpido silêncio, as declarações do dr. Borges. Loquaz foi, isso sim, com os procônsules da troika que, entre outras exigências, prescrevem o afastamento dos sindicatos de negociações e uma maior flexibilização das leis do trabalho. Dias antes, no jantar do Conselho Europeu, o governante português, "contrariando Monti, Hollande, Rajoy, Juncker, o FMI e a OCDE, entre muitos outros líderes e instituições, apoiou Angela Merkel contra as euro-obrigações", escreveu (DN, 25 de Maio, pp) o prof. Viriato Soromenho-Marques. Este, com a habitual lucidez, acrescentou: "O escândalo racional da chanceler alemã é, assim, apoiado pelo mistério irracional do comportamento do primeiro-ministro português. A lógica da subserviência tem, na decência, o seu limite moral, e no interesse nacional o seu absoluto limite político. Passos está a rasgar todos os limites."

A situação não é, apenas, política; é, também, moral, como diz o articulista. A história, para muitos de nós, continua a ser uma memória de facínoras, com as linhas de sustentabilidade mantidas por vastos interesses e por jornalistas e comentadores estipendiados. A comunicação de sentido, ao público, é propositadamente ambígua, a fim de salvar as aparências. Esta gente que dirige o País não se recomenda pela decência e pela integridade. É uma "miséria moral". 
 - fonte

02/08/12

todos os mega-ladrões serão recompensados!

recebido via e-mail  - e, aparentemente, veio para mim e mais para: 
Presidência da República; Primeiro Ministro Passos Coelho; PSD; PSD Partido Social Democrata; Ministro Assuntos Parlamentares; Ministro Estado; Ministro Finanças ..  ..   pois. .. .. ..

Miguel Relvas: O PGR continua a ignorar tudo isto ?!
 roubado à Visão, credível, portanto:

(clicar na imagem para ampliar)


Um político que gastou 29.000 euros em chamadas telefónicas quando era um mero presidente da assembleia municipal devia ser preso, quanto mais ser o número dois de um governo brutal na austeridade que quer impor aos portugueses. Este dr. Relvas não tem vergonha na cara!



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Pois .. Não tem, mas está longe de ser o único .. E eu pergunto-me para que pagamos nós a um presidente da república, um primeiro ministro, um PGR e mais toda uma cambada de parasitas ..

Em 2009, o DN publicou a notícia abaixo. Resultados práticos esperam-se ansiosamente!


Maior ONG contra corrupção entra em Portugal

por DAVID DINIS, 
30 Novembro 2009
Um grupo de especialistas portugueses, como Luís de Sousa (do ICS), Saldanha Sanches, Paulo Morais e Adelino Maltez, vai esta semana formalizar uma estrutura que permitirá a entrada da Transparency International em Portugal - que é um dos três países da Europa sem qualquer ligação à mais prestigiada ONG de luta contra a corrupção .

Portugal é um dos três países da Europa sem qualquer entidade reconhecida pelo mais importante organismo internacional de luta contra a corrupção, a Transparency International - a Organização Não Governamental que publica o único ranking de corrupção mundial, que trabalha com a ONU. A ausência só tem paralelo em Malta e Islândia. Mas agora, pela primeira vez, um grupo de especialistas iniciou o processo de "adesão" àquela organização, que levará - se tudo correr bem e a avaliação for positiva - a um reconhecimento pleno em 2012. -- ler mais

21/07/12

floihsdaptuademrdea, cõreabs -- sorry ..

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é o que esta gente me provoca, reacções assim intempestivo-irracionais-imprópriasdemim, ímpetos esganadores, linguagem desbragada! E valha-me o Gil Vicente!


imagem daqui: https://www.facebook.com/CEPOVOA.FORMACAO


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25/06/12

PS, um partido sem saber nem sabor

Júlio Pomar, Pessoa encontra D. Sebastião


25.06.2012 - 08:43 Por PÚBLICO
Parlamento

Passos Coelho recebe a primeira moção de censura


O Parlamento discute nesta segunda-feira a primeira moção de censura apresentada contra o Governo do PSD-CDS liderado por Pedro Passos Coelho. A censura ao Executivo é apresentada pelo PCP. A moção dos comunistas não vai passar no Parlamento, pois os deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS perfazem cinquenta por cento mais um dos lugares no hemiciclo. Mas o momento viverá do simbolismo democrático e parlamentar deste acto e do debate que se verificará.

A moção do PCP tem voto favorável garantido pelo BE . Já Os Verdes, partido que é eleito para São Bento em coligação com o PCP, irá votar ao lado dos comunistas. (bom... estes jornalistas deviam aprender a escrever... "já os Verdes.." e a gente fica a pensar numa traição.. enfim..) . A direcção do PS declarou logo a semana passada que o sentido do seu voto é a abstenção.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, justificou esta moção com o "pacto de agressão" a Portugal, o "aumento da exploração" e o "empobrecimento" que "afundam o país" e o conduzem "ao desastre".
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Nunca gostei de pessoas que, nos momentos decisivos, se abstêm. É assim como um assumir que não se tem opinião, um 'pilatoso' lavar de mãos, um encolher de ombros insultuoso - no caso, para com um povo que elegeu os seus representantes - não como "figuras de corpo presente-só"; não para que se descomprometam, cobardemente; não para que, estando lá, façam dos seus públicos e bem remunerados lugares uma confortável despresença.

Assim vem sendo frequentemente entre os partidos "de alterne" na AR: PS e PSD acobertando-se um ao outro com argumentos que já não pegam, nomeadamente o de garantirem um ao outro a possibilidade de governar sem sobressaltos, hoje tu, amanhã eu, favor com favor se paga, eu protejo os teus telhados enquanto tu protegeres os meus.

Confiam todos na proverbial estupidez dos portugueses, na sua falta de ousadia, nessa votação previsível e maioritária para apenas um e o outro, dois siameses ligados pela testa, qualquer coisa assim dizia -bem!- o às vezes candidato Manuel João Vieira, vocalista dos Ena Pá 2000.

O PS NÃO É alternativa a coisa nenhuma, já há muito, muito tempo deixou de o ser. É assim como farinha do mesmo saco a que se retira o dispensável fermento do 'D'. Tem líderes que o não são desde o Mário Soares dos primórdios, umas vezes farsolas corruptos e sem vergonha, outras vira-casacas à procura de poleiro, outras ainda uns paezinhos sem sal a desejarem segura invisibilidade, qualquer coisa que os não meta no forno das cozeduras políticas.

PS, dois erros crassos:
  1. O não se demarcarem nítida e inequivocamente do ex-querido-líder Sócrates. Que tinha de ter sido desmascarado, julgado e condenado por crimes de lesa-pátria - precisamente, primeiramente, pelo partido a que deu tão má fama. Ele e, não me esqueço nem perdoo, pelo menos mais a sua dilecta Milú, matadora da escola pública, 'assassina' de professores. Eles que tudo foram, excepto SOCIALISTAS! O continuarem as actuais cúpulas a bajulá-lo(s) faz dos PSs uns socratezinhos imprestáveis e saudosistas do seu destrambelhado fϋhrer. Gente sem alternativas e sem projectos que se vejam, sem ideias que os distingam das torpezas que agora nos (des)governam.
  2. O não ousarem constituir-se oposição aos PSD-CDS, que bem a precisavam agora, e forte, e credível, os destituídos portugueses.

O PCP tem fundamentos para apresentar esta moção de censura? Tem, mais que muitos. Obviamente!! O PS não vota favoravelmente porquê?! Por que se apressa a pre-anunciá-lo, metendo o rabinho entre as pernas? E por que carga de  água continua, numa suposta democracia, a existir a figura da "disciplina de voto"? Não há PSs e PSDs e CDSs com consciência cívica? Com um sentido mínimo de moralidade? Com um pingo de decência?
Pois 'fodeinde-vos' todos, como se diz em Barrosas, aldeia nortenha.

E vocês, compatriotas, larguem os ecrãs e os futebóis e marchem mas é a caminho de S. Bento. Votemos nós a moção, nem que seja à tomatada. Patriotismo é isto: lutar pela pátria que somos todos e cada um de nós, e apoiarmos quem nos apoia. Pois viva o PCP e a sua moção. Contra o "pacto de agressão" a Portugal, o "aumento da exploração" e o "empobrecimento" que "afundam o país" e o conduzem "ao desastre", CORRE, PORTUGAL!
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