- as imagens das colunas laterais têm quase todas links ..
- nas páginas 'autónomas' (abaixo) vou recolhendo posts recuperados do 'vento 1', acrescentando algo novo ..

28/02/13

passar das palavras .. aos actos?

PÚBLICO e Lusa -- 28/02/2013- 18:46

Passos Coelho ouve Grândola, Vila Morena e insultos

 "Indignação não é suficiente como resposta à crise", disse primeiro-ministro.
notícia e vídeo aqui 

dog-woman, de Paula Rego


e uma raiva a crescer-me nos dentes ..
.. uma vontade de lhe dar a resposta adequada ..

 

Militares participam na manifestação anti-troika

no Público online, aqui
em 1974 foi assim ..
por Pedro Nunes Rodrigues 
28/02/2013 - 18:06 

A Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a Associação de Praças (AP) estão a dar indicações aos seus associados para participarem na manifestação deste sábado, inicialmente convocada pelo movimento Que se Lixe a Troika.
(..)
O presidente da AP, Luís Reis, afirmou ao PÚBLICO que a organização está a dar “indicações para que [os militares] participem na manifestação enquanto membros da sociedade”. Um comunicado de imprensa enviado ao PÚBLICO pela AP “apela a todos os praças que, fazendo uso do seu direito de cidadania, participem em iniciativas organizadas pela sociedade civil” para demonstrar que os militares estão “solidários nos seus legítimos anseios numa vida melhor”. 

O documento refere ainda que as medidas levadas a cabo por um Governo “que, num acto de genuflexão para com a troika, entrega de mão beijada a soberania nacional” não podem ser medidas “que os militares aceitem de bom grado”.

a 2 de Março não posso deixar de ir!


Sei .. tenho-me farto de refilar contra o facto de, ultimamente, se fazerem manifestações-só, uma atrás da outra e os efeitos quase nulos, ninguém parecendo disposto a outras formas de luta que façam 'mossa'.

Nos tempos da megera MLR (como, de resto, ao longo de todo o meu percurso de vida 'consciente'..) participei em tudo, estive nas manifs todas, nomeadamente aquela em que 120, 130 mil professores entupiram as avenidas de Lisboa, declarando-se, alto e bom-som, contra a entrega dos O.I. (os 'objectivos individuais' do novo modelo de avaliação docente). Logo a seguir, vi-os (e nem queria acreditar!!) - quase todos, a desfazerem, na escola, aquilo que tinham construído nas ruas. E jurei a mim mesma que nunca mais.

Vou 'quebrar a jura' a 2 de Março. Pura e simplesmente, não posso deixar de ir.
Não quero fazer parte de nenhuma "maioria silenciosa", a de ontem ou a de hoje.

Não vai ser a falta da minha voz a dar argumentos ao senhor Coelho quando diz que os protestos que se ouvem não são representativos do sentir de um povo.

Neste momento estou aposentada. Pertenço agora ao grupo mais vilipendiado, mais atacado por este governo nazi, morresse eu e eles agradeciam.
Pois não contem com isso.
Eu sou a geração do 25 de Abril.
Eu fiz uma greve no tempo do fascismo, aluna do secundário - em Viseu!
Eu estive na RGA clandestina da faculdade de Letras, no mesmo dia em que, em protesto, os estudantes de Direito viravam o carro de um tal Martinez.
E estive debaixo do fogo da polícia de choque na cantina velha da cidade universitária, nesse mesmo dia, tinha 19 anos.
Pouco tempo depois aconteceu-me o 25 de Abril. Entranhou-se-me. Moldou-me assim inquieta, para sempre "exigindo o impossível".


25 Abril, Vieira da Silva
No dia 2 de Março, não vou deixar que só os outros gritem a raiva que também é minha.

Vou para Lisboa e hei-de juntar-me às marés que vierem, a da educação, a dos reformados, ondas seremos todos, furiosas  batendo na cara destes políticos que ninguém elegeu, que não têm legitimidade para governar porque os seus partidos foram a votos com um programa e impõem outro, gente mais sem vergonha e sem carácter, as asneiras que fazem e por que não pagam, dia, após dia, após dia e um povo empobrecendo-se, sem comida, sem esperança, sem tecto, sem futuro.

ESTOU FARTA.

Se o que há é uma manifestação de gente farta como eu, eu estarei lá.

Serei apenas mais uma, não importa. Um cisco que seja no olho do Passos ou do Relvas ou do raio que os parta a todos.

Não gosto da ladainha do "está na hora..", mas hei-de cantar a Grândola - até que a voz me doa!

APRe!

imagem daqui

a indignação-só não basta!

..
Morreu Stéphane Hessel, autor de Indignai-vos! - notícia aqui
"Acredito que há um risco, que é o de que as pessoas se indignem, protestem e depois tudo continue na mesma. 
É preciso que a indignação dê lugar a um comprometimento conjunto."

pela ESCOLA PÚBLICA e o S. N. de SAÚDE

do esquerda.net:

Maré da Educação vai juntar-se à Maré da Saúde

No sábado 2 de Março em Lisboa, a Maré da Educação vai formar-se junto ao ministério da Educação na avenida 5 de Outubro, de onde partirá para se juntar à Maré da Saúde, junto à Maternidade Alfredo da Costa, onde se concentram os profissionais da saúde. A defesa da Escola Pública e do SNS unirá estas duas marés. --- ler mais 


2 de Março: 
Manifestações em mais cidades e com mais marés
notícia aqui

mais 'passista' que o papa-troika ..

OCDE diz que Portugal cortou na Saúde o dobro do que negociou com a troika 
por Romana Borja-Santos
01/02/2013
aqui

Relatório destaca cortes nas despesas com o pessoal e “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais como principais caminhos seguidos.
As medidas do Governo de contenção da despesa no sector da saúde fizeram com que Portugal acabasse por cortar o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a troika, diz um relatório da OCDE. 
Esta é uma das principais conclusões do relatório Health Spending Growth at Zero – Which countries, which sectors are most affected?, que acaba de ser publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que compara os cortes no sector da saúde em vários países. 

A OCDE ressalva que este relatório limita-se a analisar as tendências e não a discutir a eficácia das medidas ou o seu efeito no estado de saúde da população. O relatório refere que a Alemanha foi o único país da OCDE que não registou um abrandamento na taxa de despesa em Saúde em 2010, em comparação com os anos anteriores. [pois .. ]

contra tudo e contra todos ..

A poucos dias do Governo se lançar, com a ajuda da troika, em mais um corte de 4000 milhões de euros nos serviços públicos, o esquerda.net publica uma série de gráficos que revelam o verdadeiro estado do Estado Social.
Começamos pela Educação.
Artigo | 28 Fevereiro, 2013 - 00:52 -- aqui

 clicar na img para ampliar:

https://www.facebook.com/esquerda.net


e eu digo,
.. OBRIGADA, PROFESSORES !

INDIGNADOS DE LISBOA - mudar de rumo

retirado do facebook,

PROPOSTAS DOS INDIGNADOS DE LISBOA 

Estás descontente com este Governo e com este Sistema? 

Faz-te ouvir!

https://www.facebook.com/IndignadosLisboa?ref=ts&fref=ts

Nós estamos descontentes e saímos à rua com as seguintes propostas:

  • Suspensão do pagamento da dívida até avaliação daquela que é proveniente de vigarices;
  • Fim da política de empobrecimento generalizado;
  • Política de forte redistribuição do rendimento a favor de trabalhadores, desempregados e reformados, ao contrário do que tem acontecido;
  • Início de um processo de revisão constitucional, protagonizada pelo povo, que o torne sujeito e árbitro da democracia. E, contendo, por exemplo:
  • Eleição de indivíduos e não de listas;
  • Possibilidade de cessação de mandatos por iniciativa popular;
  • Abertura e facilitação de referendos, locais, regionais, nacionais, como forma de expressão da soberania popular;
  • Limitação do número de mandatos para todos os eleitos;
  • Total ausência de mordomias para os eleitos e criação de mecanismos de verificação do exercício da imunidade, por entidades independentes;
  • Total independência do aparelho judicial face ao governo;
  • Administração pública independente do governo, que não poderá nomear ou exonerar dirigentes da Administração Pública, devendo esta constituir a principal assessoria do governo, sem o uso e abuso de enxames de consultores e advogados mafiosos ou de ajustes directos injustificáveis;
  • Acesso gratuito e facilitado a todos os arquivos e decisões dos órgãos públicos, incluindo das reuniões do conselho de ministros;
  • Moldura penal agravada e de aplicação célere para casos de corrupção, peculato, gestão danosa e favorecimento pessoal dos investidos em cargos públicos;
  • Julgamento dos actos corruptos e de gestão danosa ocorridos nos últimos anos.

manif 2 de Março

"Passos Coelho tinha dito que anunciava as medidas para a reforma do Estado durante o mês de Fevereiro. Acaba amanhã.
Está a pensar na manifestação de 2 de Março, com medo de anunciar medidas antes dela.

E por isso quando dizem que as manifestações não contam para nada, é mentira. Contam e este é um exemplo." 
(Pacheco Pereira, ontem, na TVI24)

27/02/13

desinformar a todo o custo!

- notícias das 16, na TVI 24
 texto e vídeo aqui

«Passos ouve protestos em evento da JSD na fac. Direito Lx»

Vi. Não eram "cerca de uma dezena" os estudantes que protestaram, à entrada e à saída do parvalhão do PM, como está agora escrito na notícia. Eram mais, muitíssimos mais! 

E também não vi um coelho enforcado, como agora referem. Deviam ter mostrado isso na reportagem.
de Helena Almeida
Era importante, para dar a medida do ódio.  Para o parvalhão não vir gabar-se, com a cara de pau que o caracteriza, de que "convive bem com estes protestos". 

Como importante era que se tivessem ouvido as palavras de ordem - uma chuva delas - gritadas pelos estudantes, à entrada e à saída da odiosa figura - fossem eles do ISCTE, como insistia a pivot, ou de qualquer outra faculdade.

São estudantes, são jovens. Estão indignados e têm todas as razões para isso.
Calados hoje, em Direito, só os JSDs que organizaram o evento e convidaram, para falar do futuro, do seu futuro, o coveiro dele, 'lui-même'! E interrogo-me: 'jotas' ou não, que cegueira é essa que os não deixa reconhecer o campo de batalha que é/ deveria ser o seu?!

Desta vez não se cantou a Grândola, pena. 

A paspalha da barbie de serviço fez de tudo para não deixar ouvir os protestos dos estudantes, cá fora. Assim como se o J. A. Carvalho lhe estivesse a 'soprar' o papagueado em 'off'. É que a mulher não se calou um segundo!!! Só, claro!!, quando Passos discursou!!!
E eu irritando-me, irritando-me. 
Razão, muita razão, tem o Santana Castilho. Leiam-lhe a FANTÁSTICA crónica de hoje, logo aí abaixo!
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2 de Março

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Grândola e a democracia formal


no Público de 27/02/2013

por Santana Castilho *

 Grândola e a democracia formal


Coelho e Gaspar são seres ocos de alma. Actuam como robots, insensíveis às pessoas que abalroam. Quando se espetam na realidade, ficam ali, obcecados, empurrando o que não se move, moendo carretos, como os bonecos de corda da minha infância. Só mudam quando os senhores do dinheiro os reprogramam. Trocados os chips moídos, voltam à sugagem solipsista para que foram preparados. A obra-prima de Relvas foi levá-los ao Governo. Imagino-o produzindo-a, ora de avental, no secretismo da organização, ora de iphone à boca, injectando no tutano da fibra óptica a baba com que foi tecendo a conveniente teia partidária. Visto, cola-se-lhe à figura a falsidade e a falta de ética. “Ouvisto”, sobram as banalidades. Mas confrontá-lo com a “Grândola, Vila Morena” inquietou os defensores da democracia. Que democracia? A formal. A do “da” e do “de”, agora destrinçados pela fina porfia presidencial, em tempo certo, oito anos passados. Ao apreciarem os factos, esqueceram que há outra democracia: a que a alma imensa de Zeca Afonso cantou. 

No Clube dos Pensadores, primeiro, no ISCTE, depois, Relvas foi interpelado pela canção de Abril. No primeiro caso reagiu, cantando-a alarvemente. No segundo, foi, por uma vez, autêntico: fugiu, cobardemente. Quem disse que Relvas foi impedido de falar? Ao fim de dois minutos e 27 segundos de protesto, bateu em retirada. Na Assembleia da República, Passos ouviu e falou. Em Vila Nova de Gaia, o próprio Relvas ouviu e falou. No Porto, Paulo Macedo ouviu e falou. No ISCTE, Relvas ouviu e fugiu. Estes são os factos. O mesmo discurso que incensou a paciente resiliência da polícia, que guardava a Assembleia da República a 14 de Novembro de 2012, regressou agora, perene de hipocrisia. Então, justificou-se hora e meia de apedrejamento da polícia, por delinquentes comuns, com a tolerância democrática. Agora, dois minutos e 27 segundos de ruidoso mas pacífico protesto chegaram para decretar um inaceitável “atentado à liberdade de expressão”. Então, lavou-se uma carga policial bruta e desproporcionada. Agora, os moralistas do bloco central transformaram o algoz em mártir. Quem veio em socorro de Relvas talvez preferisse um país em coma induzido, que passasse pelas suas diatribes sem sobressalto cívico. Por isso criticaram os estudantes do ISCTE. Entendamo-nos, sem paixão. 

Naquela plateia estavam filhos de famílias endividadas e espoliadas por gente que, para ganhar as eleições, mentiu sem pudor, jurando publica e repetidamente que nunca faria o que, com frieza de arrepiar, está a fazer. Naquele palco estava uma figura grotesca, alma gémea e lídima representante do primeiro-mentiroso de um Governo que semeia desigualdade, fome e desemprego. 

Naquela plateia estavam estudantes que pagam as mais altas propinas da Europa a um Estado que lhes reserva o desemprego e a emigração como futuro. Naquele palco estava um licenciado que não precisou de ser estudante. 

Naquela plateia estavam estudantes que, uma vez na vida, tinham a hipótese de exercer publicamente a sua liberdade de expressão. Naquele palco estava o homem que tem os microfones que quer, sempre que quer, e que teve o poder de calar o jornalista Pedro Rosa Mendes, porque disse o que não lhe agradou, e o desplante de ameaçar a jornalista Maria José Oliveira, porque ia dizer o que não lhe convinha. 

Naquela plateia estiveram os novos pobres, de raiva a crescer nos dentes. Daquele palco fugiu um novo-rico, de medo a crescer no rabo. 

Esta foi a cena que Santos Silva e Assis, vivendo cá, leram mal. Esta foi a cena que a objectiva da vice-presidente da comissão Europeia, Viviane Reding, passando por cá, fixou assim: “Feliz é o país que protesta com uma canção”. 

Francisco Assis era bebé em 1969, e Augusto Santos Silva saía da puberdade na mesma altura. Mas são homens cultos, que conhecem, pela história, o movimento académico iniciado em Coimbra, em 17 de Abril desse ano. As diferenças abissais entre a ditadura real daquele tempo e a democracia formal de agora, justificarão que sejam generosos para com o colega de partido, Alberto Martins, que interrompeu o Presidente da República, durante a inauguração do Edifício da Matemática. Um e outro não podem ignorar, também, que a dinâmica de toda a academia se sobrepôs, então, às vanguardas mais activas e organizadas. Pode, pois, ser essa consciência que justifica a severidade com que julgaram a atitude dos estudantes do ISCTE. É que ambos sabem que a alternância de primeiros-ministros, em 38 anos de democracia, resultou do querer de escassos 83 mil militantes do PS, 113 mil do PSD e 30 mil do CDS, num país com quase nove milhões de eleitores. Reverenciar a reverência a funções, que podem vir, ou voltar, a desempenhar, fruto desta lógica, afigurou-se-lhes prudente. 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt) 
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23/02/13

Álvaro e Macedo grandolados



O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ouviu nesta noite de sexta-feira um grupo de manifestantes cantar Grândola Vila Morena, pedir a demissão do Governo, gritar palavras de ordem como “Fora daqui: a fome, a miséria e o FMI” e “Emigra tu”, antes de entrar nas II Jornadas de Consolidação, Crescimento e Coesão, promovidas pelo PSD, no auditório dos Paços da Cultura de São João da Madeira.

O governante não parou perante os manifestantes, mas já dentro da sala, onde os protestantes foram impedidos de entrar, admitiu que é “natural que exista descontentamento” numa altura em que “estamos a viver os tempos mais difíceis de que há memória”, com uma taxa de desemprego histórica e com cada vez mais gente a emigrar. -- ler mais  / vídeo
*
Lusa
22/02/2013 - 19:07

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi hoje recebido na Guarda com vaias e ao som de Grândola, vila morena, por cerca de 30 manifestantes, momentos antes de entrar na biblioteca municipal, onde participou numa palestra. -- aqui

22/02/13

«o estado a que chegámos» -- again!


SALGUEIRO MAIA morreu aos 47 anos, há quase 21 anos.

A História consagra-o como o maior exemplo de coragem da revolução de 25 de Abril de 1974. 
Salgueiro Maia, o capitão sem medo, desapareceu a 4 de abril de 1992. --- ler mais



                                        
Na madrugada de 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia comandou as tropas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém até Lisboa, com o objectivo de depor o governo liderado por Marcelo Caetano e pôr fim à ditadura.

No quartel daquela cidade ficou célebre a forma como o capitão mobilizou os restantes militares para a revolução: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado: os Estados socialistas, os corporativos e o estado a que chegámos.

Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!" -- fonte




 *
a não esquecer:  
O agora PR, Cavaco Silva, quando era PM, recusou pensão ao Capitão de Abril Salgueiro Maia -  mas concedeu-a a dois ex-inspectores da PIDE ! -- fonte  
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"Grândola": a vez do Álvaro!


*  *  * 
 para que o coro saia afinado,

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o que eu gosto deste povo quando transgride!

CM -- aqui
de R. Bordalo Pinheiro

Fisco: 

E-mail viral com número de contribuinte do primeiro-ministro 


Milhares de faturas em nome de Passos 

São milhares as faturas que já deram entrada no sistema e-fatura com o nome e o número de contribuinte do primeiro-ministro. 

Segundo apurou o CM, um e-mail e uma SMS em que se faz apelo ao pedido de fatura em nome de Pedro Coelho, acompanhado do respetivo número fiscal de contribuinte, tornaram-se virais, o que levou milhares de contribuintes, a maioria deles sujeitos não passivos do IVA, a pedirem faturas de restaurantes, cabeleireiros e oficinas de reparação automóvel em nome de Pedro Passos Coelho. 


Boa!! E que tal se diversificássemos?

por cortesia de 2 amigas do facebook :

Miguel Relvas - 158792793 
Vítor Gaspar - 120528223 
Passos Coelho -177142430 
Paula Teixeira da Cruz - 174653182 
Aníbal Cavaco Silva -125507410

Então .. 'bora lá! -- e bom-proveito! ;))
  
*
 

mais um contriburo do FB, agora em versão "anita" -- quem se lembra? :)

https://www.facebook.com/CaramelaPortugal
Olha a factura fresquinha!!!! 
Paulo Portas: 132239264 
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contra a privatização da ÁGUA

daqui,  Proposta de iniciativa de cidadania europeia:

A água e o saneamento são um direito humano! 

A água é um bem público, não uma mercadoria!
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A Comissão Europeia pretende abrir os mercados para a privatização dos nossos recursos hídricos.


Isto irá aumentar os custos e diminuir a qualidade de nossa água potável, como a experiência em Paços de Ferreira mostra! 

(veja este video http://youtu.be/I5X9ioO9x9A).

O objectivo é evitar uma abertura do mercado da União Europeia para a privatização da água.

Em Portugal, a água foi privatizada e os custos explodiram (400%)

Precisamos de 16500 assinaturas até Outubro de 2013.

Para a assinatura ser válida os dados terão de estar correctamente preenchidos, é necessário incluir os números ou letras que se seguem ao número que nos identifica no cartão do cidadão ou do bilhete de identidade. São esses números ou letras que vão garantir a autenticidade do nossos dados. (*)

Só podemos assinar uma vez

Por favor, assine e divulgue:
.

(*) caso o formulário não aceite o n.º do cartão de cidadão (mensagem: "formato inválido") -- alterar o tipo de doc. para 'BI'.

o inferno, por Vítor Gaspar

publicado em esquerda.net
em 21/02/2013

por  Luís Branco


Dignidade e honra 


"Temos dignidade e honra. Foi o povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo", afirmou ontem o primeiro-ministro búlgaro, na hora da demissão do Governo contestado nas ruas por causa do aumento brutal do preço da eletricidade e da corrupção. 

Ouvidas em Portugal, as palavras de Boiko Borissov soam estranhas. Assim de repente, estão a ver algum governante contestado por não cumprir os seus compromissos, falhar todas as metas a que se propôs e fazer no Governo o contrário do que prometeu em campanha, a demitir-se invocando a sua "dignidade e honra"? 

Em vez disso, temos um Governo acossado pelo povo onde quer que vá, indiferente à realidade que desmente dia após dia as suas previsões: no défice e a dívida, no impacto da austeridade na recessão económica, no desemprego. Falhanço após falhanço, chegámos ao ponto em que estamos. 

Ao mesmo tempo que Borissov anunciava a sua demissão em Sófia, o ministro Vítor Gaspar admitia perante os deputados em São Bento que a recessão da economia portuguesa será o dobro da que previu há dois meses. Quanto à previsão para o desemprego, que também será revista em alta, Gaspar entende que ela "é quase indiferente para a vida das pessoas". 

As palavras do ministro das Finanças são um recado explícito a mais de 1 milhão de pessoas que vivem sem emprego em Portugal e a tantos outros que vivem sob a ameaça do despedimento: se procuram alguma esperança de ver a vida melhorar, então deixem de olhar para as previsões porque elas serão cada vez piores. 

As próximas semanas serão decisivas para o futuro do governo da troika. Os funcionários do FMI, BCE e UE virão a Lisboa benzer mais cortes e dar a sétima nota positiva à catástrofe social instalada. Mas o povo irá mostrar nas ruas a 2 de março que é ele quem mais ordena e que a ordem é agora muito clara: demissão imediata deste Governo que nunca soube o que é honra e muito menos dignidade. -- fonte

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2 de Março, manif



do blogue Aventar, aqui
Os locais das manifestações do 2 de Março: o Povo é quem mais ordena

a comédia Relvas

no DN,
21/02/2013


por Viriato Soromenho-Marques

Até quando?

Tomei conhecimento do duplo incidente com o ministro Relvas através de uma entrevista televisiva ao ex-ministro socialista Augusto Santos Silva. A indignação deste era tanta, por causa dos maus tratos de que o primeiro teria sido vítima, que julguei ter ocorrido uma nova "Noite Sangrenta" em Lisboa. Pensei que Relvas tinha sido metido numa camioneta, tal como António Granjo, Machado Santos e outros infelizes, assassinados na noite de 19 de outubro de 1921 por marinheiros revoltados. Felizmente, a III República não tem imitado, até agora, a cultura de violência da I. 

Nos tempos de abundância, Relvas seria uma figura de comédia. Os governados sempre gostaram de encarar alguns governantes com sarcasmo. Mas estes são tempos de escassez e tragédia. Convidar um homem que nunca escreveu uma linha digna de memória futura, e que só diz trivialidades, para uma conferência no Clube dos Pensadores (!) ou esperar que ele possa encerrar um colóquio sobre o futuro da comunicação social, quando a sua tarefa principal no Governo é a de lotear a rádio e televisão públicas, parecem-me dois gestos insensatos. 

Ficar condoído com o silêncio forçado de Relvas, e esquecer as vozes inteligentes que a sua ação tem afastado do serviço público de comunicação social, parece-me tão despropositado como acusar a poesia erótica de Bocage de pôr em causa as liberdades fundamentais do intendente Pina Manique. 

Em Berlim, um ministro que plagia uma tese sai do governo em menos de 24 horas. Em Lisboa, um homem cuja vida é um perpétuo faz-de-conta, esgota a agenda política. Só o primeiro-ministro não percebeu, ainda, que o caso Relvas não é uma questão de direitos constitucionais, mas um assunto de higiene pública. Contamina a pouca autoridade do Governo e mina o moral que resta ao País.  -- fonte


no Expresso-Sapo,
21/02/2013,


por Daniel Oliveira

E agora, senhor Relvas, o povo mau 


A TVI convidou Miguel Relvas para falar sobre o futuro do jornalismo. É um hábito nacional. Em Portugal, não há mercearia ou Universidade que não queira ter um ministro a inaugurar o seu "evento". Mesmo que o ministro em causa não tenha, como é evidente no caso, qualquer pensamento sobre o assunto a ser tratado. Relvas foi, como fora no dia anterior, interrompido por protestos. José Alberto de Carvalho disse, na TVI, que foi um atentado à liberdade de expressão. A deixa foi aproveitada por os que acham que a vida política portuguesa se deveria resumir às guerras de bastidores do PSD e do PS. E que os portugueses deveriam continuar a ser, como os definiu um membro da troika, "um povo bom". 

Miguel Relvas fala todos os dias, sempre que quer. Fala sobre o que sabe e o que não sabe. O seu direito a expressar as suas opiniões está mais do que salvaguardado. Quem o interrompeu no ISCTE não teria seguramente como intenção impedir que os portugueses ouvissem as suas doutas opiniões sobre o futuro do jornalismo. Queriam protestar e protestaram. 

Portugal sabe bem, pela sua história, o que é estar privado da liberdade de expressão. É coisa séria e não deviam ser os jornalistas a banalizar o conceito. Querem saber o que é pôr em causa a liberdade de expressão? É o ministro que tutela a RTP mandar despedir um cronista da rádio pública porque não gostou do que lá ouviu. É um ministro que assim agiu continuar no seu lugar. E ainda ser convidado pela classe para perorar sobre o futuro do jornalismo. 

Miguel Relvas é um símbolo. Um símbolo da desfaçatez e da falta de ética política. No seu comportamento como ministro e como cidadão - como escrevia alguém do "Cão Azul", foram mais os 15 minutos que esteve no ISCTE do que o tempo que passou na faculdade onde supostamente se licenciou. Basta ver a quantidade de ex-governantes envolvidos no escândalo do BPN para perceber que está longe de ser o primeiro deste calibre a estar num governo. Mas estamos no meio de uma crise. As pessoas estão desesperadas e com muito pouca paciência. Exigem, pelo menos, que finjam que as respeitam. 

O facto de Relvas ser interrompido em todos os lugares onde vá, o facto de não poder sair à rua sem que os portugueses lhe manifestem a repulsa que lhes causa, é uma boa notícia para a nossa democracia. Quer dizer que os cidadãos ainda não desistiram de tudo. Que ainda não estão completamente resignados. Isso sim, seria trágico. Porque só em democracias discursos de ministros são interrompidos por protestos. 

E quer dizer que as pessoas ainda não tratam "os políticos" todos da mesma maneira. Que ainda os distinguem. Mesmo quando são interrompidos nem todos os membros do governo têm direito ao nível de desrespeito que Relvas tem merecido nas suas aparições públicas - todos os restantes ministros têm discursado depois dos protestos. Mesmo perante quem as está a afundar, as pessoas conseguem distinguir entre aqueles de quem discordam e aqueles que, independentemente das suas posições, em nenhuma democracia exigente poderiam ocupar um cargo público. 

Esta é a única perversidade que pode ser apontada à perseguição popular a Relvas: pode fazer esquecer a responsabilidade de quem lhe deu o lugar que ocupa. É que nem todos percebem que Miguel Relvas é apenas a versão desafinada de Pedro Passos Coelho. -- fonte
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20/02/13

os vampiros, ontem e hoje

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 .
Este tema apareceu pela primeira vez num LP intitulado "Dr. José Afonso em Baladas de Coimbra", de 1963. Uma das canções mais emblemáticas de Zeca Afonso. 

"No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada / Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada / São os mordomos / Do universo todo / Senhores à força / Mandadores sem lei / Enchem as tulhas / Bebem vinho novo / Dançam a ronda / No pinhal do rei./ Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada"

in José Afonso: textos e canções, Assírio e Alvim, 1983 -- fonte
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«Pergunto ao vento que passa ..

.. notícias do meu país ..... »

 -- imagem e texto abaixo retirados daqui



Metade dos portugueses atingiram o limiar da pobreza. Como não sentir a raiva a crescer diariamente contra estes desgovernantes, quando a todo o momento somos confrontados com situações tão tristes e gravosas como a da imagem deste homem com fome.
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19/02/13

deixa-me rir, ó relvas!!!

movimento 'que se lixe a troika' no ISCTE
... e espero vir a rir ainda muito mais, que a corda tanto estica que há-de partir! Oh se há-de!!!

Pois o senhor Relvas teve hoje de fugir!
Foram apupos: "Vai estudar, Relvas!"; "Demissão, demissão!"- e, a acreditar na notícia (eu não vi..) perseguições («durante vários minutos») pelos corredores do ISCTE, onde sua excelência se preparava para fazer um qualquer discurso de encerramento. E foi ver aquele sorrisinho alarve a desaparecer-lhe da fronha em menos de um fósforo, gostei!!!

E - ah, grandes estudantes, que não se deixam intimidar, nem pelas câmaras,

E1: «Não nos vamos calar, não devemos calar-nos! Ele não devia estar cá, numa universidade, quando ele comprou o seu curso!»

E2: «Ele tenciona perturbar os meus estudos, portanto eu tenciono perturbar a vida dele. Tirar-lhe o sono..»
Ora nem mais, boa, 'miga!


nem pelas perguntas lacaias do jornalista (RTP1) 'ao' serviço:

P: «Não vos parece que foi um protesto algo exagerado?»
E3: «Então e as políticas não estão a ser exageradas, quando cortam em 50% o passe sub-23?»
P: «A perseguição a um ministro nos corredores não é algo a que estejamos habituados em Portugal .. ?»
E3: «Então e a perseguição aos estudantes? Aos trabalhadores? Aos pais dos estudantes?»

----
E4: «Nós não estamos a perseguir ninguém, estamos só a mostrar que estamos contra estas políticas e contra este governo!

E5: «Nós não temos acesso nem àqueles que são os nossos próprios direitos. Exageradas, são as medidas que eles tomam!»


Força, juventude!!!  Eu, ao contrário do sr. coelho (e espera, que a tua vez há-de chegar!!) - GOSTEI!


O VÍDEO JÁ ESTÁ AQUI! -- muito mais completo q o da RTP1, diga-se de passagem!
 
-- e agora ouvi também: "Vai-te embora!"; "Fascista!"; "Rua!"

- merecido, e ainda foi pouco, muito pouco!

- e acaba de chegar ao YT:

  
 .
Uma forma de protesto eficaz e a repetir, sempre que eles apareçam: 

NÃO OS DEIXAR FALAR !

Portugal: 'dançar' sobre os mortos

.
de Picasso
enquanto ..

  • o "Opus Dei" Jardim Gonçalves do BCP (resgatado à nossa custa..) vai manter reforma mensal de 167 mil euros (ler) ..
  • dezassete ex-administradores da CGD recebem dois milhões em reformas por ano (ler)
  • José Sócrates vai gastando o que ganhou - sabe-se bem como - entre a cosmopolita Paris e a frenética sociedade brasileira (ler)
  • Miguel Relvas e Dias Loureiro passam férias de luxo em Copacabana (ler)
  • o sr. Ulrich  [Formação académica: 5 anos a frequentar o Curso de Gestão de Empresas no ISEL!!] não descansa enquanto não nos vir a todos 'sem-abrigo' ..

enquanto
o Estado português injecta 3405 milhões de euros no BPN (aqui) mais 5.650 milhões no BCP, BPI e CGD (aqui)


2011, 12, 13, ..
Restauração:  nove casos de suicídio em três meses *- fonte

21 de Setembro de 2011
Desespero leva à morte dois irmãos ** - fonte


* Em 2012, encerraram mais de 11 mil empresas de restauração "nem que o IVA baixasse agora para os zero por cento ia adiantar alguma coisa, dado o desespero instalado"

** Cristina e Pedro, de 53 e 57 anos, viveram o último ano como sem-abrigo. No bolso de Pedro estava uma carta a explicar a razão do duplo suicídio. Depois de trabalhar numa empresa de publicidade, Pedro estava desempregado e vivia em Lisboa com a irmã, igualmente desempregada, e a mãe, até esta falecer aos 88 anos. O senhorio despejou-os e ficaram a viver na rua por alguns meses, até à noite em que puseram um ponto final na sua história. "Estava escrito que se sentiam abandonados e viviam em pobreza extrema devido à crise económica", disse uma fonte policial citada pelo Correio da Manhã. -- fonte


Crise associada a 1600 mortes
Especialistas de saúde pública relacionam a crise e a austeridade económica com o agravamento da taxa de mortalidade, para valores acima do esperado, em particular nos idosos. Segundo Mário Jorge Rego, presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, a população mais velha e os doentes crónicos deixam de ir ao médico, de tomar os medicamentos e de se alimentarem, devido ao aumento do desemprego e à redução dos salários e pensões.
 

Sei, a ignomínia não é uma exclusividade portuguesa.
Calculo que na Grécia, em Espanha, os políticos sejam tão . . . como os nossos, o sistema bancário igualmente predador, os interesses económicos alheios a qualquer sentido de humanidade. A companhia na miséria não me consola, deprime-me ainda mais. 


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9 de Novembro de 2012
Espanhola suicida-se no País Basco após ordem de despejo - fonte

19 de Fevereiro de 2013 - hoje:
Mulher em Espanha imola-se pelo fogo por causa de ameaça de despejo - fonte

--- governo espanhol anuncia em Junho de 2012 um pacote de ajuda no valor de 100 mil milhões de euros para a banca do país. ... (aqui)

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4 de Abril de 2012
Reformado grego suicida-se em frente ao parlamento - fonte

Dimitris Christoulas escreveu uma nota responsabilizando o Governo e comparando-o aos militares que administravam o país para os nazis durante a II Guerra Mundial: "Não vejo outra solução senão pôr, de forma digna, fim à minha vida, para que eu não me veja obrigado a revirar o lixo para assegurar o meu sustento. Eu acredito que os jovens sem futuro um dia vão pegar em armas e pendurar os traidores deste país na praça Syntagma, assim como os italianos fizeram com Mussolini em 1945, escreveu o antigo farmacêutico de Atenas.

Penso: "bem-aventurados os pobres de espírito", que vivem a sua vidinha protegida, livre de assombrações destas:

-- Suicídio e abandono infantil: questões da crise na Europa

-- ‘Economic suicides’ shake Europe as financial crisis takes toll on mental health

-- The Greek parents too poor to care for their children



«Eu, quando choro, não choro eu...», escreveu o António Gedeão: 
«Chora aquilo que nos homens
em todo tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.»
.

e .. era preciso consultar um filósofo??!!


Filósofo diz que entoação de "Grândola Vila Morena" mostra que povo quer outro caminho


Publicado hoje às 11:36
aqui

A "Grândola Vila Morena", música símbolo do 25 de Abril, tem andando no ar nos últimos dias. Na reflexão do filósofo José Gil cantar este tema remete para o desejo de uma utopia prometida e nunca concretizada, ou seja, o desejo de uma democracia para todos.


*

Pois não salta à vista? A qualquer median-íssima inteligência?
 


A música que em 25 de Abril de 1974 lançou os Militares Portugueses para a rua. 
Era o início da Revolução dos Cravos. "Acabava" a Ditadura...

* 
Alguma outra leitura possível para o desejo, a urgência de uma revolução [OUTRA QUE VENHA E VALHA!], símbolo que foi, a Grândola, dessa que tivemos há 38 anos, 10 meses e 25 dias?
Que outro entendimento para esta revolta assim entoada, "O POVO É QUEM MAIS ORDENA", na AR, nas manifs?
Só não vê quem não quer. Só mentes-muito-captas como as dos badamecos passos-relvas, caras-de-pau sem escrúpulos e sem vergonha o minimizam e desvirtuam  - esses sim, mais as suas cretinas reacções, precisando de psicólogos que os/as expliquem!
*


 .



Nem as vaias, nem os insultos, nem os protestos ao som de “Grândola Vila Morena” desmoralizam Miguel Relvas. [como haveriam, se este palhaço não tem nem uma sombra de dignidade?]
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares mostrou-se nesta segunda-feira à noite convicto de que o Governo será bem avaliado pelo país no final do seu mandato.  
“Este Governo só se vai embora em 2015 se os portugueses quiserem. Em 2015, Portugal estará melhor do que está hoje”, [Que alarvidade, a estampada e a discursada!!] garantiu o ministro no debate sobre o “Momento Político” do Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia, momentos depois de ser vaiado e interrompido por um grupo de cerca de 20 manifestantes que entoou a música “Grândola Vila Morena”, a mesma que Passos Coelho ouviu no Parlamento no debate quinzenal.  -- fonte
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E, deixem-me que vos diga, muito mal andarão os 'Pensadores' de Vila Nova de Gaia mais o seu clube, ao convidarem esta aventesma para discursar! Lá diz o ditado: "Diz-me com quem andas, ......."
Caso para citar o parodeado: "cabecinha(s) pensadora(s)!!!"
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uma lição de .. tudo!

Los bomberos se niegan a ejecutar un desahucio de una octogenaria 

 -  notícia aqui

bombeiros recusam-se a 'desalojar' octogenária

15/02/13

Um pouco de ternura e nada mais

no DN de

por Baptista Bastos,

Um pouco de ternura e nada mais 


No domingo, 27 de Janeiro, às 5 da tarde, fui internado de urgência no Santa Maria. Respirava com extrema dificuldade, era assaltado por terríveis acessos de tosse, não me mantinha equilibrado e estava apossado de funesta sonolência. Andava nesta obstinada teimosia há uma semana, ante os reparos dos filhos e as reprimendas da Isaura, que custodia as minhas disposições com a benevolência e a firmeza que lhe conferem cinquenta anos de vida em comum. Éramos dois miúdos e durante estes anos todos temos enfrentado vendavais sem conta. Continuamos dois miúdos, um pouco mais velhos. 

Cheguei, pois, ao hospital num estado deplorável, em razão da minha presunção e soberba. Presumiu-se que uma virose me atacara; depois, talvez fosse vítima de embolia pulmonar. O despiste das doenças não impediu a minha acentuada fraqueza. Fui rodeado imediatamente de atenções e de solicitudes que logo notei serem iguais para todos quantos haviam entrado naquele crisol de sofrimento e de espanto. Pertencia, agora, a esta comunidade na qual o abatimento, a dependência, a fragilidade e a perda do recato pertencem ao mesmo número de resignadas admissões. 

Pouco depois fui transferido para o Hospital Pulido Valente. Explicaram-me que, na Unidade de Cuidados Intermédios, dispunha de assistência assídua e especializada, e a minha miséria encontrava resposta na bondade, no carinho, no desvelo de um grupo de raparigas e de rapazes não só atentos à medicação, procurando magoar-me o mínimo possível, com o furo nas veias débeis, como me lavavam, me limpavam, me cuidavam com a grandeza de quem não precisa de reciprocidade. A dimensão da humanidade na sua expressão acaso mais nobre. Sou-lhes eterno devedor. 

Ao observá-los e à sua compassiva densidade, apreendi que os macacos sem fé e sem sonho, que nos governam, desejam não só dar cabo do Serviço Nacional de Saúde: eles querem, sobretudo, dissolver os laços de benevolência, essa ligação suave, decente e poderosa entre alma e coração, substância e essência que constituem a construção social e o espírito do SNS. O que são alianças de piedade e de solidariedade entre os que sofrem e os que cuidam, ajudam e amparam, eles ambicionam transformar em gélidas demonstrações profissionais, "justificadas" pelo dinheiro. 

Estes que tais encontram, porventura, na maldita frase do banqueiro Ulrich ["eles aguentam, aguentam"] o mais sórdido apoio aos seus projectos de demolição social e ética. Estão do outro lado das coisas, ignoram a natureza concêntrica das grandes simpatias humanas. Têm o coração oco. Nada sabem dessa humanidade assustada, desvalida, a quem querem roubar o pouco que lhes resta, que sofre nas ruas, nos hospitais, que envelhece no pasmo de desconhecer o que lhes acontece. E ocorre-me a frase de Raul Brandão: "Apenas anseiam por um pouco de ternura e nada mais."

fonte

14/02/13


Franquelim perlimpimpim

esquerda.net
Artigo | 7 Fevereiro, 2013 - 02:32 

Governo diz que Franquelim Alves foi auditor e consultor com 16 anos de idade 

Currículo do novo Secretário de Estado atribui-lhe a proeza de iniciar em 1970 a carreira na Ernst & Young, com tenra idade e importantes funções. Mas a empresa só foi criada em 1989. 
O currículo de Franquelim Alves, que a princípio ocultava a passagem do novo Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação pela administração da Sociedade Lusa de Negócios, holding do BPN, foi corrigido, mas os seus corretores levaram tão longe o entusiasmo que agora atribuem ao economista um verdadeiro prodígio: o de ter sido auditor e consultor da empresa internacional Ernst & Young com apenas 16 anos de idade. 
É exatamente isso que consta no currículo de Franquelim Alves no Portal do Governo: -- ler mais

Olha, meu estupor,


fonte 
"Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai. Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular. Era aí que eu te punha, meu glutão. 

Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta. Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento. Daqueles que hoje vivem na rua. 
Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso. 

Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo. 
Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és. 

Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia. Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. 

A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. 
Sabiam bem o que faziam. Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda. 

Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem. 

Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá? 
Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos. 
Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável. 
Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente. 

Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi de merda! 
É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração? 
Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento. 

Por tudo isto te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando. Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é. Por uma vez terás razão. Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas. 

És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te porém do que aconteceu a uns e ao outro."

Alice Brito


13/02/13

os AR-deputados são parasitas?


-- qual quê?! -- os deputados não faltam, 'ausentam-se' ! - e, com toda a certeza, em esforçadas missões ao serviço do povo!! Quem falta muito são os "privilegiados" dos professores!

imagem tugaleaks

ó Relvas .. ohhh Relvas!!

.
.. se este farsante tivesse a 'consciência' de que fala Santana Castilho no post anterir..
.. se tivesse um pingo de vergonha na cara ..

Fosse eu o alvo preferido da chacota de um inteiro povo ..
Pois. Não ele. Não eles ..


A consciência dos sociopatas

no Público de hoje,

por Santana Castilho *

A consciência dos sociopatas


1. Annette Schavan, directora espiritual de Crato para o ensino profissional e até há pouco ministra da Educação da Alemanha, demitiu-se após ter sido acusada de plágio pela universidade onde se havia doutorado há 33 anos. Na origem do escândalo esteve a denúncia de um blogue. Schavan reclama inocência e vai pleitear a causa em tribunal. Mas a sua consciência disse-lhe que, neste momento, esse era o caminho. Curiosamente, a tese que escreveu (ou plagiou) estudava o carácter e a consciência. Antes de Schavan, Karl Guttenberg, ministro da Defesa, procedeu do mesmo modo, por motivo idêntico. E, antes dele, fora a vice-presidente do Parlamento Europeu, Silvana Koch-Mehrin: mesmo erro, idêntico padrão de comportamento e de consciência. 

2. A Lusa questionou Nuno Crato sobre o relatório do FMI, que alude ao eventual despedimento de 50 a 60 mil funcionários do sistema de ensino, docentes e não docentes. 
 .
Importa reter e comentar algumas afirmações do ministro, extraídas da resposta: 
- “Nós não somos irresponsáveis. Isso não está em causa, de forma alguma.” 
- “O Governo irá apresentar um conjunto de medidas … para a redução da despesa, algo que todos os contribuintes querem”. 
- “Nós, até este momento, não fizemos nenhum despedimento na Educação …” 
 .
Da consciência de Crato foram varridos os factos que atormentam a consciência dos que sofrem a inconsciência dele. O que Crato considerou irresponsável foi qualificado, por pares do Governo, como muito responsável. A acção política de Crato é uma sucessão de incumprimentos, hoje, do que defendeu ontem. Por que motivo algum cidadão iria acreditar que, amanhã, seria diferente? Tivera Crato consciência social e saberia que as despesas que os contribuintes querem reduzir são aquelas que lhe permitem, em 2013, ano da fome, do desemprego e da espoliação abjecta dos que trabalham, gastar por mês, em estudos e pareceres para implodir a escola pública, um milhão, 71 mil 995 euros e 42 cêntimos. Mas não as da Educação de todos. Tivera Crato consciência social e não jogaria com as palavras dizendo que não despediu professores, quando os números oficiais mostram que o desemprego na classe quadruplicou nos últimos anos. 

3. Como o próprio reconheceu, o maior erro da vida profissional de Franquelim Alves foi ter-se ligado à instituição que originou o mais nojento assalto aos bolsos de todos os portugueses, tendo permitido um intervalo de três meses entre o conhecimento da ligação, indevida, entre o BPN e o Banco Insular de Cabo Verde e a denúncia, devida, ao Banco de Portugal. Porque o fez certamente sem dolo, o facto pode ser irrelevante para qualquer empresa. Mas sofre de incultura cívica a consciência de Passos Coelho quando não divisa diferenças entre gerir o Estado e gerir uma empresa e escolhe Franquelim. Tivera Passos consciência social e teria percebido como é insustentável a menor dúvida ética, que não legal, sobre governantes. 

4. A Internet, as redes sociais e toda a tecnologia que as permitem tornaram muito mais escrutináveis os comportamentos dos que ocupam cargos públicos e muito menos suportável todo o tipo de tráfico de favores e jogos de palavras. Mas esse salutar incremento de escrutínio não foi acompanhado pelo desenvolvimento da consciência social daqueles que a ele estão sujeitos. Sócrates nunca teve sobressaltos de consciência provocados pela forma como a sua licenciatura foi obtida na Universidade Independente. A velocidade lusófona a que se licenciou o doutor Relvas tão-pouco lhe beliscou a consciência. E foi com as ditas tranquilas que Passos escolheu Franquelim e Franquelim se apresentou ao povo, de curriculum prudentemente expurgado. Temos, assim, consciências que não se perturbam com o atropelo de regras e valores comuns. Que permanecem serenas depois de desonradas pelo incumprimento das promessas que fizeram à sociedade. Que protagonizam lances que insultam o entendimento geral sobre o que é o bem e sobre o que é o mal. Consciências que se apaziguam com o simples conforto de leis vis, que elas próprias produzem. A crise, antes de ser financeira, é económica. A crise, antes de ser económica, é política. E a natureza da crise política é moral, porque é a moral que molda as consciências dos que mandam. 

5. Um sociopata tem uma personalidade patológica, a que falta sentido de responsabilidade moral, isto é, consciência. A consciência, resultado de valores morais interiorizados ao longo de um processo educacional, opera em relação ao passado e em relação ao futuro. Quanto ao passado, provoca no ser humano sentimentos de alegria ou de culpa arrastada, a que chamamos remorso. Relativamente ao futuro, actua como regulador de comportamentos, como juiz de actuações. É aterrador sabê-lo, quando alguns governantes se revelam sociopatas. 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)