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| foto daqui: https://www.facebook.com/revolucaoja |
trans-posts do 'vento 1'
29/10/12
recebido via e-mail
por Nicolau Santos
(Coluna de opinião do Semanário Expresso)
O défice já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transacionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O défice é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
(*) Chefe de zona, (de um 'gau' , distrito da Alemanha nazi)
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por Nicolau Santos
(Coluna de opinião do Semanário Expresso)
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou, sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o défice é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
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| foto daqui |
E você é o herdeiro e o filho predileto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excecional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num défice ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o défice? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego? O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas!
Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projeto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter (*) de Berlim.Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
(*) Chefe de zona, (de um 'gau' , distrito da Alemanha nazi)
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forever ZECA AFONSO!
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Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Em Portugal parece querermos 'branqueá-lo' também a ele (não vá o poder enfadar-se, nós que somos TÃO PACÍFICOS!)- E isto sem querer tirar valor ao "Acordai" do Lopes Graça e do J. Gomes Ferreira ...
... digam-me lá se a GRÂNDOLA, Os VAMPIROS, não são incomensuravelmente mais galvanizantes!!!!
Nós esquecemos o ZECA nas nossas manifs e protestos,
OS ESPANHÓIS RESSUSCITAM-NO, FAZEM DELE UMA BANDEIRA!
Mais: usam como emblema a GRÂNDOLA da "nossa" revolução!
TVI24, 2012-10-28 -- VÍDEO :
Manifestantes espanhóis cantaram Zeca Afonso. «Grândola Vila Morena» fez-se ouvir nas ruas de Madrid em protesto contra o Orçamento para 2013
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E eu digo, basta de paninhos quentes, de ladainhas tipo « 'stá na h-o-o-r-a ..» e de lencinhos brancos a acenar nas manifs, nos protestos de rua, como já era no tempo da megera Mª L. Rodrigues! Que falta de imaginação, ó CGTP! ... Que criatividade zero, ó Inter-Jovem!Pois morra o governo, PIM! Eles e mais o seu orçamento vergonhoso!Reinvente-se Abril .. onde havia cravos, mas também havia tanques, para o que desse e viesse!
e, também aqui, CANTE-SE A GRÂNDOLA, porra!!
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Grândola, vila morenaTerra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
jornalista grego detido por fazer 'o seu papel' !
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| F. Goya: El sueno de la razon produce monstruos |
pois.. democracia .. liberdade de expressão .. imprensa livre e independente .. onde vai isso tudo, nestes dias que correm?
Detido jornalista grego que publicou a "lista Lagarde"
por Lusa
Um jornalista grego foi detido hoje por ter revelado os nomes de uma lista de cidadãos com contas bancárias na Suíça e vai ser presente ao procurador de Atenas, informou fonte policial citada pela agência France Presse.
O jornalista Kostas Vaxevanis publicou os 2.059 nomes da lista entregue ao Governo grego, em 2010, por Christine Lagarde, na altura ministra das Finanças de França (e agora 'chefe' do FMI).
O anúncio de que o gabinete de procurador de Atenas ordenou um inquérito à publicação da lista pela revista HotDoc indignou muitos gregos e dominou os comentários nas redes sociais. "Em vez de prenderem os ladrões e os ministros que violam a lei, querem prender a verdade", escreveu o jornalista na sua conta no Twitter no sábado à noite.
A lista faz parte de um conjunto de documentos revelado por um funcionário do banco HSBC na Suíça e foi entregue ao Governo grego em 2010 pela ex-ministra francesa e atual diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro das Finanças grego à época, George Papaconstantinou, disse na quarta-feira passada no Parlamento não saber o que aconteceu ao original da "lista Lagarde". No mesmo dia, o atual ministro das Finanças, Yannis Stournaras, disse ter pedido a França que envie uma cópia.
O Governo de coligação grego saído das eleições de junho começou por afastar a possibilidade de agir judicialmente contra as pessoas que constam da lista, por evasão fiscal, alegando que ela foi obtida ilegalmente. Mas a indignação de muitos gregos com o que consideraram ser uma tentativa de encobrimento do caso obrigou o Governo a recuar.
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25/10/12
profs portugueses sofrem todos de 'burnout'!
Estudo
- entrevista publicada na Visão: aqui
com Lusa 10:32
Segunda feira, 1 de Outubro de 2012
com Lusa 10:32
Segunda feira, 1 de Outubro de 2012
Ser professor em Portugal é mais stressante que viver nos EUA
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| de Egon Schiele |
Os professores portugueses têm um nível de stress superior à população norte-americana, considerada uma das sociedades mais stressantes, conclui um estudo sobre o esgotamento físico e mental dos docentes portugueses.
[só é novidade para quem não é professor .. e é bom que os 'outros' fiquem esclarecidos ..]
Alexandre Ramos, autor do estudo sobre 'burnout' (esgotamento físico e mental) entre os docentes portugueses, explicou hoje à agência Lusa que, com base nas suas conclusões, "a grande maioria dos professores encontra-se em níveis médios e baixos de 'burnout', mas nenhum se encontra no estado de ausência [de 'burnout?], o que parece ser preocupante".
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"Se queremos preservar a qualidade de ensino nas escolas, é indispensável preocuparmo-nos seriamente e imediatamente com a saúde dos professores", alertou o especialista, que considera o problema preocupante por causa da qualidade de ensino nas escolas. [bom .. obviamente que Nuno Crato não conhece este estudo .. ou será que ..... (.. maquiavelismos meus) o despedimento de tantos professores foi, afinal, um acto seu de puro altruísmo? Uma tentativa de poupar, ao menos, aquelas dezenas de milhar ao efeito corrosivo da profissão? Vá, agradeçam-lhe, seus ingratos-piegas: desempregados, sim, mas não 'burnt-out'!!]
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O especialista realçou ainda que "os professores portugueses têm um nível de stress superior à população norte-americana", considerada uma das sociedades mais stressante e onde o valor (de 'burnout') é de 13,02.
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O psicólogo clínico e de aconselhamento explicou que o 'burnout' tem três dimensões: a exaustão emocional, a despersonalização e a perda de realização pessoal no trabalho.
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O nível de 'burnout' detetado por Alexandre Ramos era baixo em 35,8 % dos professores, médio em 43,8% e alto em 20,4%.
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"Nenhum dos professores inquiridos apresentava ausência de 'burnout', ou seja, condições nulas em exaustão emocional e despersonalização, nem pontuações elevadas na realização pessoal no trabalho", referiu.
Os fatores que o psicólogo clínico e de aconselhamento apontou como contributos para a situação de 'burnout' são "a indisciplina dos alunos, as más relações com os colegas de trabalho e com a direção, a carga objetiva de trabalho e a burocracia".
O investigador recordou que "um nível muito elevado de 'burnout' está altamente associado a problemas de saúde e absentismo no trabalho". Os sintomas de mau estar ocupacional mais relatados são a falta de tempo para a família e amigos, dores musculares, de coluna e de cabeça, perda de energia e cansaço, irritabilidade e perda de paciência com facilidade, esquecimentos e sentimento de falta de reconhecimento profissional. [óbvio, e não era preciso um 'estudo' para chegar a estas conclusões: bastava os senhores jornalistas falarem com professores .. ]
Alexandre Ramos realizou dois trabalhos: um estudo na escola secundária de Camões (com 26 dos 140 professores) e outro a nível nacional, abrangendo 10 escolas. Quando comparou o nível de stress dos professores com dados obtidos em 2002, o investigador verificou, contudo, que se regista uma ligeira descida, passando de 19,17 para 17,45. [..devia ter vindo a uma escola da periferia .. margem sul, por exemplo..]
No entanto, realçou que "os professores portugueses têm um nível de stress superior à população norte-americana", considerada uma das sociedades mais stressante e onde o valor (de 'burnout') é de 13,02.
O investigador também concluiu que os professores menos propensos a 'burnout' são os de informática e avança uma possível explicação: "Talvez os níveis de indisciplina sejam menores nessas aulas, pois os alunos estão mais ocupados a trabalhar no computador".
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Por outro lado, as professoras tendem a apresentar níveis de "stress percebido" e alguns sintomas de mau estar ocupacional, físicos e emocionais significativamente superiores aos homens.
Já os professores (homens) "tendem a revelar níveis mais altos de despersonalização ou cinismo, o que significa olhar para os alunos e vê-los como meros objetos", acrescentou.
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E pronto. Estudo feito (e ainda bem!). Notícia dada (positivo!) E agora .. caixote do lixo com ele, arquivo-morto, o que quer q não vá incomodar o yes-minister.
A vida continua. Os professores vão queimando mais uns fusíveis, quando já não aguentarem metem baixa, se a coisa for mesmo séria hão-de ser chamados a junta-médica. Que se encarregará de os pôr knock-out de vez!
Qualquer dia ponho aqui o relato da minha recente-péssima-experiência com uma das tais ..
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Os fatores que o psicólogo clínico e de aconselhamento apontou como contributos para a situação de 'burnout' são "a indisciplina dos alunos, as más relações com os colegas de trabalho e com a direção, a carga objetiva de trabalho e a burocracia".
O investigador recordou que "um nível muito elevado de 'burnout' está altamente associado a problemas de saúde e absentismo no trabalho". Os sintomas de mau estar ocupacional mais relatados são a falta de tempo para a família e amigos, dores musculares, de coluna e de cabeça, perda de energia e cansaço, irritabilidade e perda de paciência com facilidade, esquecimentos e sentimento de falta de reconhecimento profissional. [óbvio, e não era preciso um 'estudo' para chegar a estas conclusões: bastava os senhores jornalistas falarem com professores .. ]
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| de Hans Bellmer, retirada daqui |
Alexandre Ramos realizou dois trabalhos: um estudo na escola secundária de Camões (com 26 dos 140 professores) e outro a nível nacional, abrangendo 10 escolas. Quando comparou o nível de stress dos professores com dados obtidos em 2002, o investigador verificou, contudo, que se regista uma ligeira descida, passando de 19,17 para 17,45. [..devia ter vindo a uma escola da periferia .. margem sul, por exemplo..]
No entanto, realçou que "os professores portugueses têm um nível de stress superior à população norte-americana", considerada uma das sociedades mais stressante e onde o valor (de 'burnout') é de 13,02.
O investigador também concluiu que os professores menos propensos a 'burnout' são os de informática e avança uma possível explicação: "Talvez os níveis de indisciplina sejam menores nessas aulas, pois os alunos estão mais ocupados a trabalhar no computador".
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Por outro lado, as professoras tendem a apresentar níveis de "stress percebido" e alguns sintomas de mau estar ocupacional, físicos e emocionais significativamente superiores aos homens.
Já os professores (homens) "tendem a revelar níveis mais altos de despersonalização ou cinismo, o que significa olhar para os alunos e vê-los como meros objetos", acrescentou.
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E pronto. Estudo feito (e ainda bem!). Notícia dada (positivo!) E agora .. caixote do lixo com ele, arquivo-morto, o que quer q não vá incomodar o yes-minister.
A vida continua. Os professores vão queimando mais uns fusíveis, quando já não aguentarem metem baixa, se a coisa for mesmo séria hão-de ser chamados a junta-médica. Que se encarregará de os pôr knock-out de vez!
Qualquer dia ponho aqui o relato da minha recente-péssima-experiência com uma das tais ..
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aos canalhas - os de então e os de agora
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Passos Coelho, sem tirar nem pôr!
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Como Se Faz Um Canalha
Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleão
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste
A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traição
Um social-democrata
Não foge ao Grão-Timoneiro
Basta citar o paleio
Do major psicopata
Já são tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tão perto
Nunca te vimos tão longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos tão fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estás sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
São tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha
Já te mandei pró Caetano
Letra e Música: José Afonso Álbum: Com As Minhas Tamanquinhas (1976) Letra retirada de http://www.aja.pt/discografia.htm
24/10/12
just like you ..
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Chama-se "Winter Journal" e é a obra mais recente de um dos meus autores favoritos. Escrito na 2ª pessoa, assim como quem, olhando-se ao espelho, 'fala' para a imagem reflectida, e, nessa abstracção de pensamento, nesse quase alhear-se de si, se vai 'contando' ao eu-outro: os tempos de infância interrompidos por imagens fugazes da realidade presente ("estás a um mês de fazer 64 anos") , as urgências da adolescência, a memória dos cheiros, dos lugares, das cores, das caras e das casas, o vento e as tempestades, o corpo à chuva (sempre sem chapéu), as texturas do chão por onde caminhou, rebolou, caiu, a relva, o asfalto, a lama, as cicatrizes, as do corpo e as outras, ele, tu, diário de outono, autobiografia incompleta.
De Paul Auster, li praticamente tudo o que escreveu (excepto a poesia), vi 3 dos 4 filmes de que foi realizador ou guionista, descobri cumplicidades, identificações.
Nunca pensei foi ver-me, eu própria, ao espelho, nesta descrição sua que aqui transcrevo: basicamente, uma total-anormal desorientação 'espacial'. Iguais, até (e é isso que acho inacreditável!) no recurso aos pequenos, infrutíferos truques para contrariar esta genética tendência de escolher sempre a direcção errada! :-)
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| foto de capa - daqui |
De Paul Auster, li praticamente tudo o que escreveu (excepto a poesia), vi 3 dos 4 filmes de que foi realizador ou guionista, descobri cumplicidades, identificações.
Nunca pensei foi ver-me, eu própria, ao espelho, nesta descrição sua que aqui transcrevo: basicamente, uma total-anormal desorientação 'espacial'. Iguais, até (e é isso que acho inacreditável!) no recurso aos pequenos, infrutíferos truques para contrariar esta genética tendência de escolher sempre a direcção errada! :-)
«Always lost, always striking out in the wrong direction, always going around in circles. You have suffered from a life-long inability to orient yourself in space, and even in New York, the easiest of cities to negotiate, the city where you have spent the better part of your adulthood, you often run into trouble. Whenever you take the subway from Brooklyn to Manhattan(assuming you have boarded the correct train and are not traveling deeper into Brooklyn), you make a special point to stop for a moment to get your bearings once you have climbed the stairs to the street, and still you will head north instead of south, go east instead of west, and even when you try to outsmart yourself, knowing that your handicap will set you going the wrong way and therefore, to rectify the error, you do the opposite of what you were intending to do, go left instead of right, go right instead of left, and still you find yourself moving in the wrong direct ion, no matter how many adjustments you have made. (...) »
críticas ao livro: NY Times ; The Telegraph ; The Guardian
Release Date: August 7, 2012
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a REVOLUÇÃO segundo Trotsky
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O Que Foi a Revolução de Outubro
.Leon Trotsky (1879-1940)
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Conferência pronunciada: a 27 de Novembro de 1932,
no estádio de Copenhague, Dinamarca.
(excertos):
(...)
Para começar, fixemos alguns princípios sociológicos elementares que são sem dúvida familiares a todos vocês e que devemos, porém, recorda-los ao tomar contato com um fenômeno tão complexo como a revolução.
- A sociedade humana é o resultado histórico da luta pela existência e da segurança na preservação das gerações. O caráter da economia determina o caráter da sociedade. Os meios de produção determinam o caráter da economia.
- A cada grande época, no desenvolvimento das forças de produção, corresponde um regime social definido. Até agora, cada regime social assegurou enormes vantagens à classe dominante.
- É evidente que os regimes sociais não são eternos. Nascem e, historicamente, transformam-se em obstáculos ao progresso ulterior. "Tudo que nasce é digno de perecer".
- Nunca, porém, uma classe dominante abdicou, voluntária e pacificamente, do poder. Nas questões de vida e morte os argumentos fundados na razão nunca substituíram os argumentos da força. É triste dizê-lo. Mas é assim. Não fomos nos que fizemos este mundo. Só podemos tomá-lo tal como é.
A revolução significa mudança do regime social. Ela transmite o poder das mão de uma classe, que se esgotou, as mão de outra classe em ascensão.
A insurreição constitui o momento mais crítico e mais agudo na luta de duas classes pelo poder. A sublevação não pode conduzir a vitória real da revolução e a implantação de novo regime senão quando se apoia sobre uma classe progressista, capaz de agrupar em torno de si a imensa maioria do povo.
Diferentemente dos processos da natureza, a revolução realiza-se por intermédio dos homens. Mas, na revolução também os homens atuam sob a influência de condições sociais que eles próprios não elegem livremente, senão que herdam do passado e lhes assinala imperiosamente o caminho. Precisamente por tal motivo, e só por isto, a revolução tem as suas próprias leis.
A consciência humana, contudo, não se limita a refletir passivamente as condições objetivas. Sobre estas ela pode reagir ativamente. E, em certos momentos, a reação adquire um caráter de massa, tenso, apaixonado. Derrubam-se então barreiras do direito e do poder. A intervenção ativa das massas nos acontecimentos constitui o elemento indispensável da revolução. É, sem dúvida, a demonstração, de uma rebelião, sem elevar-se a altura de uma revolução.
A sublevação das massas deve conduzir ao derrube do poder de uma classe e ao estabelecimento da dominação de outra. Somente assim teremos uma revolução consumada.
A sublevação das massas não é um empreendimento isolado que se pode provocar por capricho. Representa um elemento objetivamente condicionado ao desenvolvimento da revolução, que por sua vez é um processo condicionado ao desenvolvimento da sociedade. Isto não quer dizer, entretanto, que, uma vez existentes as condições objetivas da sublevação, se deva esperar passivamente, com boca aberta. Nos acontecimentos humanos também há como disse Shakespeare, fluxos e refluxos, que, tomados na crescente, conduzem ao êxito: "There is a tide in the affairs of men which taken at the flood, leads on to fortune".
Para varrer o regime que sobrevive, a classe avançada deve compreender que soou a hora e propor-se à tarefa da conquista do poder. Aqui se abre o campo da ação revolucionária consciente, onde a previsão e o cálculo se unem à vontade e à bravura. Dito de outra forma: aqui se abre o campo à ação do partido.(...) -- fonte
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soyons réalistes, demandons l'impossible!
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O Homem da Carbonária, de Carlos Ademar (publ. 2006) - um romance imprescindível para quem não saiba nada da 1ª República em Portugal : absolutamente empolgante, surpreendente -- a ler antes que a República, a história do seu início e os ideais republicanos sejam 'branqueados' / banidos de vez!
http://www.wook.pt/ficha/o-homem-da-carbonaria/a/id/201909
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o slogan do título é do Maio de (19)68, em França.
A democracia (o poder de o povo decidir como quer ser governado) veio .. e foi-se.. depois de cada uma das datas históricas assinaladas e em todos os países referidos, às vezes com períodos tenebrosos (o governo de Vichy, o primado estalinista..) .
- Noventa e sete anos o separam da Comuna de Paris, a primeira experiência de ditadura do proletariado na história. Durou 72 dias: de 18 de Março a 28 de Maio de 1871 e foi resultado da luta da classe operária francesa e internacional contra a dominação política da burguesia ;
- Cento e setenta e nove anos da Revolução Francesa (1788-9), que aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité, frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau) e teve por objetivo principal derrubar o Antigo Regime e instaurar um Estado democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos.(fonte1 ; fonte2)
- cinquenta e um anos da Revolução Russa de 1917, que derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lenin.
- cinquenta e oito anos da implantação da República em Portugal (1910) [**] , com os republicanos a encararem a Educação como essência da sociedade, a criarem um sistema educativo e levarem a cabo estratégias de combate ao analfabetismo como forma de vencer a inércia de uma sociedade profundamente iletrada, operando uma transformação estrutural da sociedade que tornasse possível dinamizar o aparelho produtivo, consolidar as instituições democráticas e agitar o tecido social, substituindo o súbdito pelo cidadão.-- fonte
- seis anos apenas separam o Maio de 68, em França, do 25 de Abril de 1974 - a Revolução dos Cravos, em Portugal - aquela que garantia que "fascismo nunca mais", e que "o povo unido jamais será vencido". «Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade, vinha aí o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia. (..)» -- fonte
A democracia (o poder de o povo decidir como quer ser governado) veio .. e foi-se.. depois de cada uma das datas históricas assinaladas e em todos os países referidos, às vezes com períodos tenebrosos (o governo de Vichy, o primado estalinista..) .
Portugal, ano de 2012: estamos nas mesmíssimas condições (sociais, económicas) que levaram ao derrube da monarquia, os pobres cada vez mais pobres e em maior número, os (poucos) ricos cada vez mais ricos e mais privilegiados, a corrupção instalada como uma pústula, um país "sem rei nem roque". A revolta que fervilha nas ruas, as pulhices diárias dos políticos e restante comandita, a iniquidade das medidas oligárquicas, o ónus da crise sempre e só para os mais explorados, os mais desfavorecidos.
Pois então e de novo, SEJAMOS REALISTAS, EXIJAMOS O IMPOSSÍVEL! Os ideais não morrem, desde há séculos que se reivindicam possibilidade, se concretizam esperança, às vezes. Pois que venha hoje, de novo, uma revolução, ainda que breve, ainda que durando apenas o "tempo das cerejas"![**]
O Homem da Carbonária, de Carlos Ademar (publ. 2006) - um romance imprescindível para quem não saiba nada da 1ª República em Portugal : absolutamente empolgante, surpreendente -- a ler antes que a República, a história do seu início e os ideais republicanos sejam 'branqueados' / banidos de vez!
http://www.wook.pt/ficha/o-homem-da-carbonaria/a/id/201909
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.L'Internationale et Le Temps des cerises
Les atrocités qui se sont déroulées pendant La Commune ont popularisé deux chansons inoubliables : l'Internationale, bien sûr (curieusement, elle ne fut mise en musique qu'en 1888, alors que ses paroles, écrites par Eugène Pottier, étaient colportées depuis 1871), et Le Temps des Cerises, de Jean-Baptiste Clément. Le Temps des cerises était d' abord un chant d'amour, pas de guerre. (...) - fonte
......
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| Le triomphe de l'ordre: pormenor |
- fonte
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Jean-Baptiste Clément
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Né en 1836, autour de la trentaine, il s’installe à Paris, défenseur de la république, journaliste, pamphlétaire, il est rapidement incarcéré.
Avec la chute du Second Empire, suite à la défaite de Napoléon III face à la Prusse à Sedan, l’insurrection républicaine de septembre 1870 permet sa libération.
La Commune de Paris
Le 17 février 1871, le gouvernement de la IIIe République ordonne la récupération des canons de Belleville et Montmartre. C’est à nouveau l’insurrection qui conduira à l’élection des membres du Conseil de la Commune, gouvernement de Paris du 18 mars au 28 mai 1871.
Jean-Baptiste Clément est élu au conseil de la Commune par le XVIIIe arrondissement.
Il fera partie des derniers combattants sur les barricades de la rue Fontaine-au-Roi, au lieu dit du “mur des fédérés” (à coté du cimetière du Père Lachaise), immortalisé par la toile d’Ernest Pichio : “Le triomphe de l’ordre” -- aussi dit "Le mur des Fédérés"
[ver imagem e respectivo enquadramento histórico : aqui ]
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| Le mur des Fédérés (Le triomphe de l'ordre): pormenor |
Genèse d’un chant nostalgique
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Ecrite de façon prémonitoire en 1866, La chanson “Le temps des cerises” fut mise en musique en 1868 par Antoine Renard.
C’est aux derniers instants d'une barricade, en compagnie de Louise Michel, que Jean-Baptiste Clément dédie “Le temps des cerises” ; “à une jeune ambulancière de la dernière heure ; à ces souvenirs qu’il garde au coeur ; ces derniers instants d’un printemps sanglant dont jamais ne se calmera la douleur”.
L' Internationale (version française)
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«battons le fer quand il est chaud!"
e o ferro, meus amigos, está ao rubro AGORA!
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Pela boca morreu Passos
no Público de 24 de Outubro de 2012
por Santana Castilho *
por Santana Castilho *
O orçamento de Estado para 2013 quer tapar à bruta três enormes buracos: um enorme buraco resultante de uma enorme derrapagem do orçamento de 2012; um enorme buraco orçamental previsto para 2013; e um enorme buraco que resultará de uma enorme derrapagem na execução de 2013, prevista por antecipação, passe a redundância, no próprio orçamento de 2013. Com efeito, lá estão alguns milhares de milhões de “almofada”: para uma receita que, embora orçamentada, não será cobrada; para responder ao desemprego que esconde; e para suprir um corte na despesa que, embora orçamentado, acabará por não ser feito. Com 3 milhões de pobres e os restantes exaustos pelo confisco fiscal, com o PIB a cair entre 2,8 e 5,3 por cento (FMI dixit), só fanáticos suicidas orçamentam assim. É preciso pará-los.
A credibilidade técnica de Vítor Gaspar foi um mito com pés de barro. Estimou que as receitas do IVA subiriam 11,6 por cento e acabaram caindo 2,2. Previu, em Março passado, que o encargo do Estado com o desemprego cresceria 3,8 por cento e, em Agosto, já ia em 23. O consumo público contraiu 3,2 por cento em 2011 e a Comissão Europeia estima que contraia 6,2 este ano. O consumo privado caiu 4,2 por cento em 2011 e a CE prevê que caia 5,9 este ano. E Gaspar ignora, quando orçamenta e taxa. E ignora o Tribunal Constitucional. E volta a ignorar, com arrogância e desprezo, o presidente da República e o próprio FMI. Ignora tudo e todos. E ignora o “melhor povo do mundo”, que esmaga com impostos em 2013.
Mas a credibilidade política de Passos Coelho não vai melhor. Em Novembro de 2010, Passos Coelho clamou para o país uma “nova cultura de responsabilidade”, num jantar partidário em Viana do Castelo, promovido pelo PSD de Barcelos. Da sua intervenção saltou para o debate público, via Lusa, a defesa que fez da necessidade de responsabilizar os políticos, civil e criminalmente, por aquilo que fazem. “Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?”, perguntou então Passos Coelho. E, na mesma altura, afirmou: “Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções. … Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se…”.
Quando assim falou, Passos Coelho pensava na Lei 34/87 (crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos), sucessivamente alterada em 2001, 2008 e 2010 (leis 108, 30 e 41, respectivamente). O que Passos disse de outros caiu-lhe agora em cima. Porque não cumpriu nada do que prometeu e porque falhou grosseiramente os objectivos orçamentais, Passos disse que Passos deve ser responsabilizado civil e criminalmente. Passos morreu pela boca de Passos.
A obsessão de Gaspar e Passos para iludirem o óbvio, substituindo a racionalidade básica pela fé dos alienados, matou-os. O velório virá logo que Portas acabe de tirar as fotocópias.
É óbvio que o problema de Portugal, sendo a dívida grande, não é a dívida. É a ameaça de não a poder pagar, com uma economia que não cresce e um desemprego imparável.
É óbvio que chegámos aqui empurrados por gente trapaceira, protegida por uma justiça injusta.
É óbvio que só a promoção do investimento produtivo, o aumento do que vendemos lá fora, a diminuição do que compramos cá dentro e a recondução do Estado ao seu papel de árbitro justo de interesses opostos nos poderá arrancar às garras de uma máfia de especuladores e agiotas, a que alguns chamam mercado.
É óbvio que esta austeridade não muda o futuro.
A nossa democracia (e a democracia da Europa, importa sublinhá-lo) resume-se a rituais eleitorais, cada vez menos concorridos, que sujeitam a vida pública a modernas formas de ditadura. Guardadas as urnas, os pilares da democracia (a informação e a participação) são amordaçados e domados pelos vencedores, que passam o ciclo a bramir a legitimidade que o voto lhes conferiu. Mesmo que a tenham perdido grosseiramente, por fazerem o contrário daquilo que prometeram quando o disputaram. Mesmo que a mentira sem pudor se lhes cole à cara sem vergonha. Passos Coelho é um belo exemplo do que afirmo. Dificilmente encontramos quem mais gravemente tenha ferido a confiança dos que acreditaram nele.
* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
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22/10/12
torgas e Torga
Adopta o pseudónimo de MIGUEL TORGA porque eu sou quem sou. Torga é uma planta transmontana, urze campestre, cor de vinho, com as raízes muito agarradas e duras, metidas entre as rochas. Assim como eu sou duro e tenho raízes em rochas duras, rígidas (...)
Chega a ser preso pela PIDE, tendo algumas vezes vontade de sair do país: Mas abandonar a Pátria com um saco às costas? Para poder partir teria de meter no bornal o Marão, o Douro, o Mondego, a luz de Coimbra, a biblioteca e as vogais da língua. Sou um prisioneiro irremediável numa penitenciária de valores tão entranhados na minha fisiologia que, longe deles, seria um cadáver a respirar. Nunca se filiou em partido algum: o meu partido é o mapa de Portugal.
fonte: / Miguel Torga - Casa-Museu /
LETREIRO - - - - Miguel Torga
Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação - ,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.
Miguel Torga,
Orfeu Rebelde, 1970 (2ª. ed. revista)
fonte
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.. dos meus tempos de escola ..
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino A voar...
Miguel Torga
fonte
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bem-aventurados serão os 'hackers-do-povo'!
21 Out, 2012, 21:00
Os sites do patriarcado foram atacados esta noite. Foram colocadas fotomontagens e mensagens que visam o cardeal patriarca de Lisboa. O grupo "Sidekingdom 12 diz-se indignado com as declarações de D. José Policarpo em Fátima.
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Publicado em 30/08/2012 por SideKingdom12
[A nossa pagina de FaceBook]: http://www.facebook.com/pages/SideKingdom12/482793238421116
[Paginas oficiais da Anonymous-Portugal]:
http://www.facebook.com/AnonymousPORTUGAL
http://www.facebook.com/AnonymousLegionPt?ref=ts
[O nosso Email]: Sidekingdom-12_portugal@hotmail.com
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Sites do patriarcado foram atacados por hackers
Luís Filipe Fonseca/Miguel TeixeiraOs sites do patriarcado foram atacados esta noite. Foram colocadas fotomontagens e mensagens que visam o cardeal patriarca de Lisboa. O grupo "Sidekingdom 12 diz-se indignado com as declarações de D. José Policarpo em Fátima.
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SideKingdom´12: Apresentação ao povo Português : vídeo
[A nossa pagina de FaceBook]: http://www.facebook.com/pages/SideKingdom12/482793238421116
[Paginas oficiais da Anonymous-Portugal]:
http://www.facebook.com/AnonymousPORTUGAL
http://www.facebook.com/AnonymousLegionPt?ref=ts
[O nosso Email]: Sidekingdom-12_portugal@hotmail.com
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bem re-aparecido, Frei Ventura!!
o brilhantismo das ideias -- tão lógicas, tão sensatas, tão óbvias! -- de Frei Ventura - uma pessoa que eu acho que governava este país bem melhor que todos os Passos, Gaspares, Silvas e restante comandita!
o vídeo , aí abaixo:
21 Out, 2012, RTP-notícias
Um mês de pensão de Jardim Gonçalves sustentava creche durante 17 anos
A pensão do fundador do Banco Comercial Português continua a causar reacções de indignação. Jardim Gonçalves recebe uma reforma mensal de 175 mil euros, com direito a motorista, guarda-costas e avião privado..
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Eu .. já nem comento .. Estou cansada de tanta pouca-vergonha, todos os dias!
Pergunto-me .. o que podemos nós fazer para não permitir mais destas imoralidades?
Fosse eu ao menos hacker .. oh, fosse eu uma Lisbeth Salander!!
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21/10/12
um adeus .. até sempre
.. numa carta muito bonita, como só um amigo ..
Público de 21.10.12
Obrigado, Pina, por tudo e... por nada
Por José Alberto Lemos ________________________________________
Foi numa daquelas curvas em que o PREC acelerou que começámos a andar juntos. Sim, a andar juntos, não brinco com as palavras. Como ousaria fazê-lo num texto para ti, que brincavas com as palavras como ninguém? Numa daquelas curvas em que víamos sempre um "salto qualitativo" na "revolução". Após essa curva passámos a partilhar todos os entusiasmos e loucuras do PREC. Desde a pícara defesa da sede da pequena "confraria" a que pertencíamos, até ao olhar sarcástico sobre alguns personagens. Até que o PREC um dia acelerou tanto que se esborrachou contra a parede. Gostavas sempre de citar o Chico Cordeiro que, no dia seguinte ao "final da Taça MFA", como alguém classificou o PREC, consolou a malta que se lamuriava no Piolho. "Deixem lá, camaradas, anito e meio de anarquia já ninguém nos tira".
Foi melhor assim, claro, todos sabemos, excepto no que toca à matéria incandescente que aquele anito e meio forneceu à tua imaginação. Sim, porque no fundo tu olhavas para aquilo tudo como um romance ao vivo, a desenrolar-se perante os nossos olhos. Com juras de fidelidade, amores traídos, heróis de vão de escada, idiotas úteis e cínicos ansiosos por desembainhar as facas. Um manancial para o teu sentido de humor.
No fundo aquilo era uma saga por que te tinhas apaixonado, como anos mais tarde te apaixonaste pelas sagas islandesas. "Que pedrada, pá!". Nada como um grande livro para produzir uma verdadeira pedrada. A única coisa que se lhe comparava era o Avamigran quando as enxaquecas atacavam. Aquilo sim, aquilo era o teu mundo, o mundo das palavras, daquelas palavras de que, por vezes, andavas à procura semanas, meses, para um poema. "Esta noite encontrei a palavra que procurava", dizias, com um brilhozinho nos olhos. "As palavras criam mundos".
Desse anito e meio de anarquia sobrou um pouco de nostalgia, sobretudo pelo lado da subversão que tanto te atraía. Um entusiasmo pontual pela candidatura do Otelo e uma persistência militante pela Gazeta da Semana, o sonho de um "Libé" à nossa moda e escala. "Não emprestes a Gazeta a ninguém. Quem quiser ler que a compre".
A subversão, sim. O país das pessoas de pernas para o ar estava-te no sangue. E na escrita, claro. Mas da escrita outros falarão melhor do que eu. Eu quero falar do entusiasmo com que víamos o Truffaut, o Hitchcock, o Minnelli, o Ford, o Hawks, o Mankiewicz ("os grandes argumentos do Mankiewicz"), o Capra, os grandes melodramas - do Mildred Pierce ao Some Came Running da deslumbrante Shirley Maclaine e do chapéu do Dean Martin, as grandes comédias, o Billy Wilder e o cínico Walter Matthau, o Groucho, o Fuller e, claro, A Sombra do Caçador, o teu preferido. Sem esquecer Os Contos da Lua Vaga, do Mizoguchi. Alguns vimo-los em salas quase vazias e geladas. Preferíamos, aliás, as salas vazias, mesmo antes de haver pipocas. Depois havia as estreias do Woody Allen ou do Scorsese ou do Coppola à sexta-feira, quando acelerávamos o fecho do jornal para ir à sessão da meia-noite. E havia ainda, claro, aqueles filmes que nunca verias e que despachavas com o célebre "não vi e não gostei". Foi contigo que aprendi a amar verdadeiramente o cinema.
Sim, porque o cinema era uma verdadeira paixão, tal como a literatura. As outras coisas eram entusiasmos fortes, mas efémeros. Como o entusiasmo com que acolhemos o primeiro número do JL, onde tinhas uma grande entrevista com o Siza. Ou o entusiasmo com que me telefonaste para Londres, a pedir para trazer "todos os discos da Laurie Anderson". Ou o entusiasmo com que frequentaste o karaté, onde o mestre do vietvodao te ensinou uns magueris. Outros eram talvez mais duradouros, como a pintura da Vieira da Silva ou da Graça Morais.
Sempre gostámos da noite. Deambulávamos pela cidade no Dyane, a conversar, a contar estórias, a brincar com as palavras, conduzidos pela tua imaginação, à espera que a noite nos surpreendesse. E, por vezes, acontecia. Como naquela madrugada em que num nó da auto-estrada vimos um carro capotar à nossa frente. Coisa sem consequências, mas a nossa moral kantiana obrigou-nos a dar boleia a uma jovem que fazia "strip-tease no Il Mondo" e que, apesar de fanhosa, se fartou de contar estórias pouco abonatórias dos companheiros de infortúnio. Foi o neo-realismo a entrar-nos pela noite. Já passava das quatro da manhã, mas disseste logo que irias acordar a Fátima para lhe contar a ocorrência. Foi quase um atropelamento e fuga.
Detestavas viajar, mas por vezes lá ias em serviço do jornal e ficávamos à espera daquelas crónicas mordazes. Na Coreia, arrasaste um idiota que passou pelos Negócios Estrangeiros e nos Açores já nem me lembro de quem foi a vítima, mas lembro-me que nunca mais se recompôs. Na política, claro.
Detestavas viajar, mas por vezes lá tínhamos que ir a Lisboa como conselheiros de redacção. Aproveitávamos para almoçar com a malta de O Jornal e rir com o Assis Pacheco. Tu e ele juntos eram uma torrente de estórias e de humor que chegava a perturbar a digestão.
Detestavas viajar, mas uma vez quiseste ir a Lisboa ver o Chick Corea. E lá fomos na carrinha nova, confortável, um carro a sério. Íamos ficar todos a dormir em casa de um amigo, mas quiseste regressar ao Porto. Que aguentavas a viagem, que não estavas cansado, que nós podíamos dormir pelo caminho. Numa estrada ainda sem auto-estrada e onde o perigo sempre espreitava (desculpa, esta frase parece aqueles poemas que jovens atrevidos te traziam para avaliares e onde água rimava sempre com mágoa e amor com fulgor) quando acordei, o dia já tinha nascido e estávamos parados frente ao Cine Messias da Mealhada. Chegámos ao Porto às nove da manhã.
Detestavas também que publicassem a tua fotografia no jornal sempre que saía um livro. Uma vez saiu uma "chapola" maior que o texto sobre o livro. Mas o incidente teve uma virtude. A sogra do Esteves tresleu o texto e, ao olhar para aquela foto, desabafou: "Coitado, era bom rapaz. Era amigo do meu genro". Foi o argumento de que precisavas para convencer os chefes de redacção a não publicar mais fotos tuas.
Hoje, ontem, os jornais estão cheios de fotos tuas.
Hoje, desgraçadamente, o desabafo da sogra do Esteves teria sentido. Hoje as fotos são grandes, mas os textos são ainda maiores e, por maiores que sejam, nunca caberias neles. Porque a simplicidade com que viveste, a modéstia genuína que te caracterizava, contrastavam em absoluto com a grandeza do teu talento e a nobreza do teu carácter.
É a esse talento e a esse carácter que tenho que agradecer. Que temos todos que agradecer. Sobretudo aquela geração de jovens que entrou para o Jornal de Notícias em 1980 e que tanto aprendeu contigo. Para quem já era teu amigo, como eu, passar a trabalhar ao teu lado foi um privilégio ainda maior. Não tenho procuração de ninguém, mas sei que marcaste profundamente todos aqueles com quem trabalhaste naquela redacção. Mais novos e mais velhos, todos olhávamos para ti como alguém cujo talento nunca atingiríamos por muito competentes jornalistas que nos tornássemos, mas também com o orgulho de ter ao nosso lado alguém como tu. Os jornais de hoje podem acabar a embrulhar peixe, como recorrentemente lembravas num exercício pedagógico para refrear alguns egos, mas tu ficarás para sempre connosco. Tu és nosso património, do jornalismo, da cidade, do país e da literatura.
A esse talento e a esse carácter devo muito daquilo que sei, muito daquilo que sou. Até na forma obsessiva como falavas das "miúdas" comecei a aprender o que seria ser pai.
Por isso, Pina, se hoje as nossas lágrimas estavam a precisar de uma grande razão, tu acabaste de no-la dar. Uma razão do tamanho do mundo e uma dor que não cabe nele.
Como escreveste no Waste Land, do Eliot, que ofereceste à Luísa antes de uma partida para Londres: obrigado, por tudo e... por nada.
Recordar o poeta e jornalista Manuel António Pina - vídeo RTP-notícias :
de "gorduras" e pedagogia
recebido por e-mail
texto de Daniel Oliveira, no Arrastão
Daniel Oliveira
texto de Daniel Oliveira, no Arrastão
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| de Marcel Duchamp, dadaísta |
«O economista Nuno Moniz fez um excelente exercício. Criou uma aplicação em que as pessoas podem colocar os seus rendimentos anuais e ficam a saber quanto vão pagar (isto sem deduções) e para onde vai o seu dinheiro.O exercício é pedagógico. Porque diz onde estão as famosas "gorduras" que se querem cortar. E porque diz para onde vão os nossos impostos em despesas em que não quer tocar.Fiz o exercício com um casal com dois filhos que receba 24 mil euros por ano. Ou seja, mil euros brutos por mês cada um.O agregado paga 5,7 mil euros de impostos. 472 euros por mês.69 euros vão para a saúde.61 euros vão para a educação.Até agora, é dinheiro bem empregue.
78 euros vão para a segurança social, quase tudo para as transferências do Estado.
18 euros vão para a defesae outros 18 vão para a segurança.10 euros vão para a justiça.Um euro vai para a cultura, esse sorvedouro de dinheiro que os ultras do regime abominam.Um euro vai para a habitação.19 euros vão para as autarquias.Já agora: 60 cêntimos vão para a Assembleia da República. Talvez ajude a refrear um pouco o populismo.
A maior rubrica é a das Finanças: 180 euros por mês.
Mais de 11 euros vão para as PPP's.Mas o que realmente sai caro é isto: 64 euros vão para os juros da dívida.Ou seja, dos 472 euros de impostos, mais de 60 vão para pagar juros a bancos.Não é a dívida, entenda-se.
As famílias pagam o mesmo em juros do que pagam, por exemplo, para garantir educação gratuita para os seus filhos. E esta é a única parte dos seus impostos em que a direita no governo e a que o contesta não está disposta a mexer.
Quando lhe falam em cortes na despesa, é sobretudo na educação, saúde e segurança social de que estão a falar. Aquelas em que seguramente o nosso dinheiro deveria ser mais útil.
Ou um casal com dois filhos e dois mil euros por mês acha excessivo pagar 130 euros por educação e saúde? Algum privado, apesar de toda a lenga-lenga sobre a liberdade de escolha, o garante a este preço?
Este é o Estado que eles querem emagrecer. Porque, dizem, é incomportável.
E há a parte da despesa em que não querem tocar: os mais de 64 euros por mês para os juros da dívida. A mesada que damos a quem, diz-se por aí, nos resgata. Tudo é negociável. Nenhum compromisso, a começar pelos compromissos sociais, vale nada. Mas estes juros são, para esta gente, inegociáveis.
Está ou não está tudo de pernas para o ar?»
Daniel Oliveira
20/10/12
despedem professores, mas contratam 'colaboradores'!!
Sim senhor,
isto é que é cortar nas despesas do Estado!!
Cambada de malfeitores!!
isto é que é cortar nas despesas do Estado!!
Cambada de malfeitores!!
Governo nomeia 17 novos adjuntos e especialistas
José António Fonseca,RTP 19 Out, 2012, 13:14
O Governo de Pedro Passos Coelho continua a nomear colaboradores para os mais diversos cargos ministeriais.
| pormenor de Guernica, P. Picasso |
Só nos últimos três meses o primeiro-ministro deu aval a 17 novas admissões só para as funções de adjunto, especialista e secretária pessoal. Com ordenados médios na ordem dos três mil euros, as novas contratações centram-se nos Ministérios de Assunção Cristas, com seis novos colaboradores, e de Álvaro Santos Pereira com cinco novas nomeações.
Só neste mês de Outubro, segundo o site do Governo, este nomeou sete novos colaboradores, todos para as funções de adjunto e especialista, com vencimentos na ordem dos 3 mil euros e com a particularidade de quase todos integrarem o escalão etário dos 30 anos.
Como se disse, o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de Assunção Cristas recrutou seis novos colaboradores [ é o que dá aceitar a pasta sem (confessadamente!) perceber nada do assunto!!! - Os ministérios podem ser menos, mas os assessores!!!!! ] --- notícia aqui
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e ainda!!
Parlamento recebe 127 milhões de euros, mais 56%
!
Reforço destina-se aos partidos por causa das eleições autárquicas
PorRedacção - 2012-10-15- aqui
É FARTAR, VILANAGEM!!
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18/10/12
e depois a UE ganha o Nobel .. da Paz ?! Qual paz?!
vídeo
8:00 Quinta feira, 18 de outubro de 2012
Um discurso com 'tomates' no Parlamento Europeu
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)8:00 Quinta feira, 18 de outubro de 2012
Este discurso tem quase um ano, mas cada vez que o ouço soa mais actual, apropriado, premonitório, corajoso, necessário e, para que não se perca, obrigatória e amplamente divulgado (coisa que os meios de comunicação trataram de não fazer).
Foi proferido no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no dia 16 de Novembro de 2011. O orador - Nigel Farage - MEP, UKIP, Co-Presidente do grupo EFD (Europe of Freedom and Democracy) no Parlamento Europeu, não esteve com paninhos quentes.
Tenho pena que a maioria dos politicos não seja feito desta fibra. Somos governados por miseráveis, aqui e lá fora. Ver, ouvir e reflectir.
notícia e vídeo aqui:
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... e reparem no cara-de-pau do sr. Durão Barroso, folheando umas coisas como se as acusações - a bem dizer, nada daquilo - tivesse a ver com ele..
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De resto, o Durão Barroso .. andamos a pagar-lhe o principesco salário (e muitos etcs!!) - para quê?
- O que é que ele é, afinal, nesta (des)conjuntura europeia?
- Por onde anda quando seria preciso ouvir-lhe os inflamados discursos com que, jovem MRPP, se opunha à também jovem UEC dos anos 70?
- O que é que ele faz ou tem feito para pôr cobro ao estertor da UE, ao descalabro que arrasa o seu e outros países nesta Europa de cuja Comissão é presidente desde 2004?
Atribuído o ofensivo prémio Nobel - da paz!! - a esta Europa em hiper convulsão social, miséria económica e moral, o senhor Presidente da CE lá aparece então, para colher louros e dizer .. asneiras. (comprovar no vídeo abaixo)
Eu proponho acabar-lhe com o cargo - [assim uma 'despesa' cortada por supérflua, está a ver a ideia, sr. Gaspar? ].
A Comissão Europeia, pelos já vistos, não serve para nada!
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Em plena tormenta, um Nobel da Paz para a União Europeia
12.10.2012 -Por PÚBLICO
notícia e vídeo (as declarações do nosso inútil PCE) - aqui
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sobre a atribuição do prémio,
UKIP's Nigel Farage on EU winning Nobel Prize- vídeo /declarações: aqui
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uma revolução latente?
Otelo avisa que uma revolução está latente e não irá ser pacífica como o 25 de Abril
Por Agência Lusa,
publicado em 17 Out 2012 no i-online
![]() |
| Otelo,estratega de Abril |
Otelo Saraiva de Carvalho acha que o Governo está a violar a Constituição, de que as Forças Armadas são “guardiãs”, e avisa que uma revolução "está latente" e não deverá ser pacífica como o 25 de abril.
Em entrevista à Agência Lusa, no dia em que militares se reúnem para discutir a situação atual e as suas repercussões nas Forças Armadas, o célebre “capitão de Abril” diz que é diariamente confrontado com “anónimos” que o convidam a fazer uma nova revolução, “agora sem cravos”.
Esta ideia de uma nova revolução “está latente”, disse Otelo.
“É preciso uma nova revolução, há essa tendência de que é preciso modular isto tudo de novo, mas ninguém pensa que a evolução para essa revolução possa ser pacífica. Esse é o grande temor que existe”.
Um ano depois de ter afirmado, em entrevista à agência Lusa, de que, ultrapassados os limites, os militares deviam fazer um golpe de Estado e derrubar o governo, tendo por isso sido alvo de uma queixa no Ministério Público, entretanto arquivada, o militar não tem dúvidas: “Os limites foram ultrapassados”.
Otelo pensa que uma nova revolução não deverá ser tão pacífica como a do 25 de abril, porque “agora estão exacerbados os ódios que se foram acumulando”. (...) -- ler mais
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