- as imagens das colunas laterais têm quase todas links ..
- nas páginas 'autónomas' (abaixo) vou recolhendo posts recuperados do 'vento 1', acrescentando algo novo ..

23/07/12

incêndios e contradições

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=2676091

Foto: Francisco Leong/A
TSF: publicado a 19 JUL 12 às 19:41

Incêndios no Algarve consumiram cinco mil hectares em 24 horas


Público, 23.07.2012 - 12:48
Por Marisa Soares

LBP exige inquérito “rigoroso”
Liga dos Bombeiros: Protecção Civil é "principal responsável" por erros no Algarve

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Marta Soares, insiste na necessidade de se instaurar um inquérito “rigoroso” às eventuais falhas no combate aos incêndios em Tavira e São Brás de Alportel e considera que o presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) é “o principal responsável” por esses erros. --   ler mais

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entretanto, da ANPC ...

Comandante da Proteção Civil diz que estratégia utilizada nos incêndios no Algarve foi a adequada

23.07.2012 12:10 - ver e ouvir : aqui

o particular é q está a dar!

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de Franz Marc (esticada)
e não pensem que é de agora! Relativamente aos exames, há um factor de que raramente se fala e que se prende com quem e como (se) faz a vigilância. Vão por mim, sei do que falo: há quem vigie - mesmo - e quem .. Dos colégios particulares ouvi repetidamente (e tem a credibilidade inerente ..) que há professores que ditam as respostas aos alunos.. 

Enfim, leiam a notícia, que por sinal não se prende com vigilâncias.. e, se puderem, ponham os vossos filhos no privado. Assim como assim, tão subsidiado está um como o outro, ou quase ..

 

Estudo conclui que alunos do particular têm sido beneficiados

jornal Público
23.07.2012 - 12:02 Por Clara Viana

Esta conclusão tem por base a diferença entre a média que os alunos obtêm nas provas nacionais (classificação externa) e aquela que lhes é atribuída nas suas escolas de origem (classificação interna), dados que também estão disponíveis nas bases de dados dos exames. Depois de compararem os dados existentes entre 2002 e 2010, os investigadores Tiago Neves, João Pereira e Gil Nata verificaram que estes mostram "que de forma sistemática existe um padrão de diferença entre a classificação interna e a classificação externa que tem favorecido os estudantes das escolas privadas", explicaram ao PÚBLICO. "Este facto é particularmente acentuado nas classificações onde mais se joga o acesso ao ensino superior", sublinham.  --------   ler mais
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Porto Sentido

.. uma das mais belas canções de amor que conheço, letra de Carlos Tê *, música e voz de Rui Veloso.

Rui Veloso e Carlos Tê
em homenagem a um muito, muito querido ex-aluno meu que agora está a fazer um (2.º ?) mestrado - desta vez "o perfeito" :) no Porto.. PARABÉNS, Fábio!
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* Entrevista Visão (15 de Junho de 2011 )
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O voo melancólico de Tê

Saberá ele que namoramos a rapariguinha do shopping e gingamos pela rua ao som do Lou Reed? Saberá que deixámos cair o coração no Rivoli, às mãos de quem não ouve a mesma canção? Saberá que o seu Porto sentido estendeu a ponte a outras geografias e afetos? Saberá que colecionamos Falcões e Mandrakes, sentimos as dores da adolescência, dos amores, da vida e revivemos epopeias, quotidianos e bailes de paróquia? Saberá, por fim, que lhe beijaríamos os pés pela eternidade do nosso imaginário coletivo?

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19/07/12

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roubada da pg do meu amigo Luís Costa, aqui: https://www.facebook.com/luis.costa.90

eu voto Crato - obviamente!


.. e espero que os milhares de professores contratados, com horário zero, etc, etc, se dêem ao trabalho de clicar no link e fazer o mesmo! Basta 'descer' na pg até encontrar a seccão "Assembleia Geral" e clicar na foto respectiva.
O Diário Económico está a fazer uma sondagem online para se escolher qual o pior ministro do governo:
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Votação actual - 12h59  - os 3 +:
Relvas: 3097 ; Passos Coelho: 1553 ; Crato: 1046
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Quem é o pior ministro do governo?

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Se forem lá votar, aparecem umas as letras de verificação; à frente está um número em caixa separada, é preciso pô-lo também!

18/07/12

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Cântico Negro de José Régio - interpretado por João Villaret

Uma classe zombie e um ministro bárbaro

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Santana Castilho, de novo e sempre, sofrendo as dores que são nossas, descobrindo-nos as feridas assim, sem paninhos quentes, o pus à vista, urgindo tratamento ..  Nada. Os professores "comem e calam", sempre o fizeram, vergando-se (ainda que contrariados) aos devaneios tresloucados dos vários ministros que vão passando pela Educação, PSs ou PSDs. Apanham e parece que pedem mais. Queixam-se muito -  na sala de professores. Manifestam-se na rua e depois voltam às suas escolas, cumprindo tudo, o rabinho metido entre as pernas. A maioria das vezes, só percebem a tempestade depois que o raio os atinge.  Não embarcam em lutas "perigosas" tipo greves que (lhes) doam, não ousam, não têm ideias, não se informam, queixam-se só - e baixinho. Não Santana Castilho, que arrisca "gritar" bem alto.  Que acusa, coberto de razão. Que se/nos informa. Que pensa por quem tinha, mais que ninguém, obrigação de pensar. Que aponta caminhos a quem teima em não os ver (greves de zelo, por exemplo? às matrículas, à formação de turmas.. ? ). Pois .. o tanto que se podia (devia!) fazer, e a mossa que isso ia causar, assim a classe o ouvisse !!!


in Público, 18/7/2012
por Santana Castilho
 

Uma classe zombie e um ministro bárbaro 

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Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano-lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis. Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero. Milhares de professores dos “quadros” foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho. Serão “repescados” mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis. Por que foi isto feito? Que sentido tem esta humilhação? Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia? Que férias vão ter estes professores, depois de um ano-lectivo esgotante? Em que condições anímicas se apresentarão para iniciar o próximo, bem pior? Que motivação os animará, depois de tamanha indignidade de tratamento, depois de terem a prova provada de que Nuno Crato não os olha como Professores mas, tão-só, como reles proletários descartáveis? É de bárbaro sujeitar famílias inteiras a esta provação dispensável. É de bárbaro a insensibilidade demonstrada. Depois do roubo dos subsídios, do aumento do horário de trabalho, da redução bruta dos tempos para gerir agrupamentos e turmas, da tábua rasa sobre os grupos de recrutamento com essa caricatura de rigor baptizada de “certificação de idoneidade”, da menorização ignara da Educação Física e do desporto escolar, da supina cretinice administrativa da fórmula com que o ministro quer medir tudo e todos, da antecipação ridícula de exames para o início do terceiro período e do folclórico prolongamento do ano-lectivo por mais um mês, esta pulseira electrónica posta na dignidade profissional dos professores foi demais.
Todas as medidas de intervenção no sistema de ensino impostas por Nuno Crato têm um objectivo dominante: reduzir professores e consequentes custos de funcionamento. O aumento do número de alunos por turma fará crescer o insucesso escolar e a indisciplina na sala de aula. Mas despede professores. A revisão curricular, sem nexo, sem visão sistémica, capciosa no seu enunciado, que acabou com algumas disciplinas e diminuiu consideravelmente as horas de outras, particularmente no secundário, não melhorará resultados, nem mesmo nas áreas reforçadas em carga horária. Mas despede professores. Uma distribuição de serviço feita agora ao minuto, quando antes era feita por “tempos-lectivos”, vai adulterar fortemente a continuidade da leccionação das mesmas turmas, em anos consecutivos, pelos mesmos professores (turmas de continuidade), com previsível diminuição dos resultados dos alunos. Mas despede professores. As modificações impostas à chamada “oferta formativa qualificante”, mandando às urtigas a propalada autonomia das escolas, substituídas nas decisões pelas “extintas” direcções-regionais (cuja continuidade já está garantida, com mudança de nome) não melhora o serviço dispensado aos alunos. Mas despede professores.
Ao que acima se enunciou, a classe tem assistido em letargia zombie. Não são pequenas ousadias kitsch ou jograis conjuntos de federações sindicais, federações de associações de pais e associações de directores, carpindo angústias e esmagamentos, que demovem a barbárie. Só a paramos com iniciativas que doam. Os professores têm a legitimidade profissional de defender os interesses da classe. Digo da classe, que não de cada um dos grupos dentro da classe. E têm a responsabilidade cívica de defender a Escola Pública, constitucionalmente protegida. Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano-lectivo próximo. Perdidos tantos outros, é o tempo propício para um novo discurso político, orientador e agregador da classe. A quem fala manso e age duro, urge responder com maior dureza. Lamento ter que o dizer, mas há limites para tudo. Como? Assim a classe me ouvisse. Crato vergava num par de semanas


17/07/12


«Este Governo é profundamente corrupto»

Bispo das Forças Armadas ao ataque

   17- 7- 2012

Miguel Torga

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dos Diários de Miguel Torga:
fonte

de Júlio Resende


Cada vez mais desesperado. Olho, olho, e só vejo negrura à minha volta. Fé? Evidentemente ... Enquanto há vida, há esperança — lá diz o outro. Mas, francamente: fé em quê? Num mundo que almoça valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consciência? Peçam-me tudo, menos que tape os olhos. Bem basta quando a terra mos cobrir! — Ah! mas a humanidade acaba por encontrar o seu verdadeiro caminho — dizem-me duas células ingénuas do entendimento. E eu respondo-lhes assim : Não, o homem não tem caminhos ideais e caminhos de ocasião. O homem tem os caminhos que anda.
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É impossível que o tempo actual não seja o amanhecer doutra era, onde os homens signifiquem apenas um instinto às ordens da primeira solicitação. Tudo quanto era coerência, dignidade, hombridade, respeito humano, foi-se. Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a concluir que era uma gente naturalmente cheia de limitações, mas digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra com que se comprometera no início dela.
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A cegueira e a obstinação dos homens lembra-me às vezes a cegueira e a obstinação das varejeiras enfrenizadas contra as vidraças. Bastava um momento de serenidade, dez-réis de bom senso, e em qualquer fresta estava a liberdade.


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11/07/12

mineiros chegam a Madrid

 tudo retirado daqui:
https://www.facebook.com/pages/Revoluci%C3%B3n-global-YA/192158607497450



Vista aérea de la marcha minera por Madrid, hace unos minutos (ontem, 10 de Julho, há +/- 14 horas). Impresionante. Y lo más curioso, estas imágenes se están publicando en medios de comunicación extranjeros.

Mañana, ya hoy, a más de uno se le van a poner de corbata. Cientos de autobuses saldrán en unas horas hacia Madrid con el propósito de apoyar a su gente, ser tenidos en cuenta y escuchados. De no darse estos últimos puntos, la que se avecina es ''pequeña''... y mucho ojo, esta gente no va de farol.

04/07/12

A paranóia normativa e a permissividade escandalosa

Público, 4 de Julho de 2012
A paranóia normativa e a permissividade escandalosa
Santana Castilho *

1. Voltámos ao tempo das torrentes de legislação selvagem na Educação. Vale tudo para impor o reformismo louco de Nuno Crato. Menorizar as actividades físicas e desportivas da juventude em idade escolar é intelectualmente retrógrado, factualmente estúpido e pedagogicamente criminoso. Pôr os alunos do 1º ciclo a fazer exames no início do 3º período é demência pedagógica. Que vida terão no 3º período os professores e os alunos que já fizeram exame e já “passaram”? Prolongar por mais um mês o ano-lectivo para os alunos que vão “chumbar”, depois de durante o ano se terem retirado recursos para resolver problemas específicos de aprendizagem, é masoquismo pedagógico. Quem assim decide saberá em que condições chegam ao fim do ano professores e alunos? Pensar em novos “cursos de ensino vocacional” para crianças de nove ou dez anos de idade é darwinismo pedagógico, que anseia pela próxima etapa: ferrá-las no berço. Ordenar aos directores que indiquem a componente lectiva dos seus docentes, de dois a seis de Julho, quando tudo o que é necessário para a calcular não é ainda conhecido, é aldrabice pedagógica. 

A última pérola da paranóia normativa do ministro, as metas curriculares para o ensino básico, foi apresentada em conferência de imprensa. Nuno Crato, definitivamente convertido ao “eduquês”, disse que se destinam “a definir com clareza o que se quer que cada aluno aprenda” e que são “objectivos cognitivos muito claros para professores e alunos”. Oh, se são! Tão claros (especialmente para alunos) como se depreende dos nacos que transcrevo, a título de exemplo (os três primeiros de Português e os dois últimos de Educação Visual):

 - “Ler pelo menos 45 de 60 pseudo-palavras (sequências de letras que não têm significado mas que poderiam ser palavras em português) monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (em 4 sessões de 15 pseudo-palavras cada). “
- “ Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente”.
- “ Reunir numa sílaba os primeiros fonemas de duas palavras ( por exemplo, “cachorro irritado” --> “Ki”), cometendo poucos erros”.
- “Distinguir características dos vários materiais riscadores…”
- “Reconhecer e articular elementos da Teoria da Gestalt no âmbito da comunicação (continuidade, segregação, semelhança, unidade, proximidade, pregnância e fechamento).” 

Gosto particularmente, em matéria de clareza, do “quase aleatoriamente” (julgava eu que ou era aleatoriamente ou sequencialmente e fim de papo) e do “cometendo poucos erros” (dez serão poucos?). Em matéria de erudição desvanecem-me, dado que nos ocupamos do ensino básico, aquela cena do “cachorro irritado”, os “materiais riscadores”, a “pregnância” e o “fechamento”. Se quiserem muito mais, sirvam-se. Só para o Português e Matemática são para aí 180 objectivos e só 700 descritores. Fora o resto. É óbvio que meninos e professores agora é que se vão concentrar em tão poucas metas, os primeiros aprendendo como nunca e os segundos ensinando como jamais.

2. A história é rápida de contar mas já demorou demasiado a resolver. A 16 de Julho de 2011, verificou-se a eleição do actual director do Agrupamento de Escolas de Dr. João Araújo Correia, de Peso da Régua. O acto viria a ser impugnado junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, por outro candidato, que alegou ter o eleito prestado falsas declarações, designadamente dizendo possuir uma licenciatura que nunca possuiu. Do mesmo passo, a Inspecção-Geral da Educação e Ciência abriu um inquérito. Passou quase um ano e não há decisão sobre uma coisa que não precisaria de qualquer inquérito. Com efeito, é exigível que os serviços administrativos certifiquem, na hora, se um professor é licenciado ou não, sendo certo que há anos lhe paga como tal e até o nomeou Professor Titular, quando a categoria existia e exigia o grau de licenciado. A universidade onde o director estudou certificou que ele não tinha concluído a licenciatura. Essa certidão é do conhecimento dos intervenientes. Entretanto, houve decisão judicial, que anulou o acto de admissão a concurso do actual director, considerou que ele prestou falsas declarações no que toca à licenciatura e mandou repetir o processo, com a sua exclusão. Desta decisão podia recorrer o director, que recorreu, e a Direção-regional de Educação do Norte que, ao não recorrer, aceitou a decisão do tribunal. Exige-se, agora, rápida prova de vida do secretário de Estado do Ensino e Administração Educativa, que também está ao corrente desta saga, ou do director-regional de educação do Norte ou da inspectora-geral da Educação e Ciência. Ou deles todos, de mãozinhas dadas, por causa dos papões autárquicos. É que o processo judicial é uma coisa e o disciplinar outra. Conhecida a falta, correm prazos e há prescrições. O costume.
* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

03/07/12

ANTONIO MACHADO, poeta sevilhano

http://www.los-poetas.com/a/biomach.htm

Antonio Machado

(1875-1939)
Poeta y prosista español, perteneciente al movimiento literario conocido como generación del 98. Probablemente sea el poeta de su época que más se lee todavía. 
Nació en Sevilla y vivió luego en Madrid, donde estudió. En 1893 publicó sus primeros escritos en prosa, mientras que sus primeros poemas aparecieron en 1901. Viajó a París en 1899, ciudad que volvió a visitar en 1902, año en el que conoció a Rubén Darío, del que será gran amigo durante toda su vida. 
En Madrid, por esas mismas fechas conoció a Unamuno, Valle-Inclán, Juan Ramón Jiménez y otros destacados escritores con los que mantuvo una estrecha amistad. Fue catedrático de Francés, y se casó con Leonor Izquierdo, que morirá en 1912. En 1927 fue elegido miembro de la Real Academia Española de la lengua.
Durante los años veinte y treinta escribió teatro en compañía de su hermano, también poeta, Manuel, estrenando varias obras entre las que destacan La Lola se va a los puertos, de 1929, y La duquesa de Benamejí, de 1931. Cuando estalló la Guerra Civil española estaba en Madrid. Posteriormente se trasladó a Valencia, y Barcelona, y en enero de 1939 se exilió al pueblo francés de Colliure, donde murió en febrero.



ANTONIO MACHADO
poeta sevilhano

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

[huella = pegada ; hacer = fazer ; sino = senão, apenas;  estela = sulco, rasto]

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O cantor popular espanhol Joan Manuel Serrat interpreta esse poema em canto, o que serviu para difundir grandemente a obra de Antonio Machado. Joan Manuel Serrat adicionou alguns versos à letra musicada sobre um poeta que morre bem longe de sua terra natal. -- fonte


No filme espanhol La lengua de las mariposas, dirigido por José Luis Cuerda (1999), o protagonista Don Gregorio* pede que um de seus estudantes leia o poema de Antonio Machado em voz alta na sala de aula.

«En el otoño de mi vida, yo debería ser escéptico. Y en cierto modo lo soy. El lobo nunca dormirá en la misma cama con el cordero. Pero de algo estoy seguro: si conseguimos que una generación, una sola generación crezca libre en España... [...] ...ya nadie les podrá arrancar nunca la libertad...


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pela Fundação José Saramago
http://josesaramago.org/tag/antonio+machado

O livro que salvou a vida ao poeta Antonio Machado foi publicado há 100 anos

Em 1912, o poeta sevilhano Antonio Machado publicou "Campos de Castilla", o livro que, como ele próprio escreveu ao editor, o salvou do suicídio.
A jovem mulher de Machado, Leonor Izquierdo, morrera de tuberculose e o poeta pensava em "dar um tiro na cabeça", mas o êxito do livro, que vendeu 2300 exemplares logo na primeira edição e foi saudado com entusiasmo por críticos como Miguel de Unamuno e Ortega y Gasset, deu-lhe forças para continuar.

Poeta maior da língua espanhola e símbolo da resistência republicana, Machado veio a morrer em 1939 (aos 64 anos) em França, onde se exilara após a derrota na Guerra Civil.


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ANTONIO MACHADO - poema de - Un Loco -


Carregado por teatrobarroco em 27/10/2010

Recita e interpreta : José Varela -
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tê-los .. ou não os ter ..

tudo copiado da pg FB de Pika Miolos:

clicar na img. para ampliar/ ler:


«A diferença entre "insultar" e "não insultar" os "Mercados! Dois Presidentes, 2 realidades diferentes! Os resultados estão à vista de todos!»

fontes: 


©Rebelpen

02/07/12

do Paraguai

Por Giuliana Diaz,
publicado em 26 Jun 2012 - 03:10
fonte:  http://www.ionline.pt/mundo/fernando-lugo-cronica-golpe-estado-anunciado-no-paraguai

Fernando Lugo, a crónica de um golpe de Estado anunciado no Paraguai

Os apoiantes do ex-presidente paraguaio acreditam que a sua queda se deve à forma indulgente como lidou com os seus rivais políticos.


Eleito em Abril de 2008, Fernando Lugo, pôs fim a 61 anos de governo conservador do Partido Colorado no Paraguai. Pouco mais de três anos depois, o presidente foi destituído pelo Senado na madrugada de sábado. Apesar de se terem cumprido formalmente todos os requisitos legais, a deposição relâmpago do presidente eleito, em apenas 30 horas, por causa de 17 mortes num conflito entre polícias e camponeses, foi considerada pelo próprio Lugo como “um golpe de Estado, um golpe parlamentar, um golpe à cidadania e à democracia”.

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União de Nações da América do Sul (Unasur) anunciaram ontem em comunicado que vão “suspender o Paraguai, de forma imediata, do direito de participar da próxima cimeira” dos dois blocos económico até que a “ordem democrática seja restabelecida”. Mesmo assim, Lugo anunciou que estará presente na reunião da Unasur, hoje, em Lima, e comparecerá na cimeira de chefes de Estado do Mercosul no fim-de-semana, em Mendoza, na Argentina, onde os estados-membros deverão adoptar sanções comerciais e/ou diplomáticas contra o Paraguai. De momento, Argentina, Equador e Venezuela retiraram os seus embaixadores, enquanto México, Brasil, Peru, Uruguai, Colômbia e Chile, chamaram os seus representantes diplomáticos para consulta. --- ler mais


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8:00 Segunda feira, 25 de junho de 2012
Fernando Lugo, 22/6/2012

Paraguai: um homem não chega para mudar um país

por Daniel Oliveira (www.expresso.pt)


Fernando Lugo, um ex-bispo relativamente moderado mas apoiado pela esquerda na sua eleição, foi deposto do lugar de Presidente do Paraguai. Apesar de se terem cumprido, formalmente, todos os requisitos legais, a deposição-relâmpago do presidente eleito, em apenas 30 horas, por causa de 17 mortes num conflito entre a polícia e sem-terra, foi considerada, na generalidade dos países latino-americanos, como um golpe de Estado. E o novo governo tenta agora romper o quase completo isolamento internacional.

A esquerda latino-americana (e não só) que pretenda transformar uma realidade social injusta de forma mais radical está consciente de uma coisa: não tendo o apoio das elites económicas e das elites políticas tradicionais, nunca lhe chega uma vitória eleitoral. Independentemente do que se pense sobre cada um dos presidentes eleitos, as tentativas de golpes de Estado na Venezuela e na Bolívia e os golpes nas Honduras e, há mais de três décadas, no Chile, são um aviso de que nunca se podem esquecer: aqueles que se lhes opõem não desistem de os derrubar por todos os meios.

Mas não é apenas isto. As transformações a que se propõem exigem um apoio popular organizado. São terrivelmente difíceis e para as conquistar não chega deter um poder formal que será subvertido - como foi nas Honduras e no Paraguai - à primeira oportunidade. Nem chega o carisma dos seus líderes. Não chega ser, como Lugo era chamado antes das últimas eleições, "o bispo do povo". É preciso que esse poder esteja apoiado numa forte base social, organizada e combativa. E para ela existir são precisos resultados concretos.

Claro que Lugo, como Zelaya, Allende, Chavez ou Evo Morales, tiveram do seu lado, ao contrário de Fidel e Raul Castro, a legitimidade do voto. Mas quem quer ir mais longe tem de ter do seu lado a democracia em ação. E a democracia, pelo menos para governos desta natureza, passa por iniciar a democratização real das sociedades dos seus países.

Lugo caiu e não teve, nesse dia, mais de 500 pessoas a manifestar-se por ele. Caiu e apenas 4 senadores votaram contra este golpe. Caiu e teve de aceitar a sua queda sem resistência. Caiu e nem o partido que o apoiava, o Partido Liberal Radical Autêntico, uma força tradicional paraguaia sem qualquer história de combate social, esteve do seu lado. Isto porque a vitória de Lugo não resultou de um movimento político estruturado e com implantação popular. Lugo venceu por causa de Lugo. E Lugo não chega para defender Lugo.

Para vencer eleições e tudo ficar na mesma basta um homem que vença uma eleição. O resto já lá estará, nas elites económicas e políticas, para o defender. Para mudar um país um homem não chega. E esta, entre muitas outras, é a razão porque desconfio de movimentos personalistas de esquerda, como, por exemplo, o "chavismo". Há uma grande diferença entre um movimento social e político e um movimento carismático. Um depende do poder que as pessoas conquistam para si próprias, o outro depende do poder que um homem providencial momentaneamente lhes ofereça. E o personalismo tem sido um dos maiores pecados da esquerda latino-americana.

Fernando Lugo caiu por causa de um confronto entre as forças policiais e camponeses sem-terra. Ou pelo menos esta foi a razão que a oposição, maioritariamente de direita, apontou para a sua queda. A verdade é que, em quatro anos de poder, a realidade agrária do Paraguai não mudou. 1% dos proprietários continua a deter 77% das terras - 351 proprietários detêm 9,7 milhões de hectares -, enquanto 40% dos pequenos proprietários rurais, camponeses, tem apenas 1%. 350 mil famílias rurais vivem em acampamentos de barracas.

Quando venceu as eleições, Lugo prometeu nacionalizar 8 milhões de hectares para depois os distribuir entre as 300 mil famílias sem-terra. Não cumpriu e a situação até piorou. Como muito bem escreveu o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, "se Lugo alguma culpa tem nessa história, não é a de ter ordenado ou provocado o incidente, mas o de não ter conseguido fazer a reforma agrária que prometeu ao assumir em 2008". Assim como não conseguiu inverter a situação relativa ao Tratado de Itaipu, assinado com o Brasil, que permite ao Paraguai usar metade da energia produzida por aquela central eléctrica, que garante 20% das necessidades energéticas do Brasil. Continua, tal como antes, a usar apenas 5% (que garantem 95% das suas necessidades) e a vender o resto a preço de custo.

Se tivesse feito a reforma agrária e mudado a política energética não teria contado com a oposição que contou? Seria bem pior. Mas seguramente estariam, do seu lado, bem mais do que 500 manifestantes. E sua destituição administrativa teria sido bem mais difícil. É esta a lição: a quem queira governar pelos mais fracos é indispensável o voto dos mais fracos. Mas ele não chega. Precisa do apoio ativo e organizado dos mais fracos. Quem nada quer mudar pode desiludir quem nele vota. É quase da natureza das coisas. Mas quem se prepara para um combate tão difícil, como o de destruir as estruturas que garantem uma pornográfica desigualdade, precisa de contar com o apoio comprometido dos destinatários das suas políticas. --- fonte



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e do blogue "Trepadeira", uma explicação surpreendente: 

Agronegócio e transgênicos estão por detrás do golpe no Paraguai

Várias entidades de classe camponesas de diversos países da América Latina divulgaram nota acusando o agronegócio, a concentração de terra e o cultivo de transgênicos de estarem por trás do golpe no Paraguai. "Novamente, a América Latina se vê sacudida pelo atropelo da vontade popular, em mãos dos interesses corporativos do agronegócio", iniciam a nota.
E prosseguem: "Uma complexa trama dos grandes produtores brasileiros sobre o Paraguai para plantar soja transgênica, junto à investida contra o governo para introduzir definitivamente os transgênicos em todo o país, terminou em um golpe de Estado "express" no qual os aliados políticos do agronegócio atuaram rapidamente, para destituir o presidente do país.
--- ler mais
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corroborando a tese acima, um post do blogue de onde foram retiradas as imagens acima - aqui 

Paraguay: ¿Por qué cayó Lugo? La conexión del agronegocio

por Atilio A. Boron

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